CUIABÁ
Via em frente ao Ganha Tempo é incluída na realocação dos comerciantes ambulantes
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A Prefeitura de Cuiabá deu início à transferência dos vendedores ambulantes que atuavam no entorno da Praça Ipiranga e nas calçadas das principais ruas do Centro Histórico para a Travessa Desembargador Lobo.
Toda a via da Travessa Desembargador Lobo, incluindo o trecho em frente ao Ganha Tempo, será utilizada pelos comerciantes, com exceção da entrada do órgão.
De acordo com o prefeito Abilio Brunini, o local já está liberado e a via foi fechada ao trânsito pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) para permitir a instalação das barracas.
“O espaço já está preparado para que eles se acomodem. Uma parte da via será preservada para garantir o acesso a uma residência local, e estamos fechando o outro lado [em frente ao Ganha Tempo] para recebê-los”, explicou o prefeito.
A área em frente ao Ganha Tempo também será utilizada pelos comerciantes ambulantes. A administração municipal irá realocar o ponto de táxi para a lateral da Rua 13 de Junho, e as vagas reservadas para idosos e pessoas com deficiência também serão transferidas para essa via. Foi determinada, ainda, a construção de uma rampa de acesso entre a praça e o Ganha Tempo, garantindo acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência (PCDs), além do plantio de árvores no novo espaço.
Os ambulantes ocuparão o novo local por um período experimental de 30 a 60 dias. Segundo o prefeito: “Este é um período experimental de 60 dias. Se eles conseguirem se adaptar, viver em harmonia e respeitar o trabalho um do outro, vamos consolidando esse espaço. Agora, se o ambiente se tornar conflituoso, desconfortável ou inviável para o trabalho, vamos precisar encerrar esse processo.”
A definição do espaço de cada comerciante será realizada por meio de sorteio, organizado pelos próprios ambulantes. Cada um tirará seu próprio papel, o que impede fraudes no processo. A previsão é que o sorteio ocorra nesta sexta-feira.
Programa Ambulantes em Ordem
A realocação dos comerciantes ambulantes faz parte do Programa Ambulantes em Ordem, coordenado pela Secretaria de Ordem Pública (Sorp), com o objetivo de desobstruir calçadas e melhorar a mobilidade nas ruas 13 de Junho, Isaac Póvoas e em toda a região central.
Além das ações para coibir novas ocupações irregulares das calçadas, a Prefeitura de Cuiabá também está empenhada na realocação adequada desses trabalhadores. Em uma segunda etapa, a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, em parceria com as pastas de Trabalho, Ordem Pública e Segurança, realizará o mapeamento dos pontos e buscará oferecer qualificação aos ambulantes.
#PraCegoVer
A foto mostra o prefeito Abilio Brunini em frente ao Ganha Tempo atendendo comerciantes ambulantes.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões
A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.
“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.
Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.
A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).
Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.
Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.
Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.
Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.
Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.
Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT


