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Calderano joga como número três do mundo e chega à semi em Foz do Iguaçu

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Hugo Calderano foi na noite deste sábado (2), em Foz do Iguaçu (PR), o mesatenista que espantou o mundo com o título da Copa do Mundo, o vice-campeonato mundial e dois títulos em sequência nas etapas do WTT na Eslovênia e na Argentina, tudo isso em 2025. Com um repertório variado de saque e recepção e uma mistura de qualidade, potência e direção nos golpes de forehand e backhand, ele não tomou conhecimento do japonês Yukiya Uda, de 23 anos, 40° do mundo. Venceu por 3 sets a 0, em parciais de 11/7, 11/5 e 11/6. Um duelo resolvido em apenas 22 minutos, para delírio das cerca de 700 pessoas que lotavam a arena do Centro de Convenções Rafain.

“Com certeza foi a minha melhor partida na competição. É importante conseguir ir crescendo e acho que sei fazer isso bem. É mais difícil para um jogador abaixo de mim no ranking me ganhar numa fase de quartas, em uma semifinal, do que na primeira rodada”, disse Calderano. “Acho que depois de alguns dias de competição você já sente um pouco melhor o ginásio, o jogo, o estilo, está com um feeling melhor”, completou.

Semifinal

Com o resultado, Calderano terá pela frente, na semifinal deste domingo, o sul-coreano Oh Junsung, 20° do mundo, de 19 anos, que eliminou nas quartas o japonês Yuta Tanaka, por 3 sets a 2. “O coreano tem muita regularidade e gosta bastante dos ralis. Vai ser um desafio grande e preciso focar no meu jogo, impor o meu estilo, ser bem agressivo, sacar bem e receber bem”, antecipou. Desde a Copa do Mundo, Calderano soma 25 vitórias em 26 jogos. A única derrota nesse período foi para o chinês Wang Chuqin, na decisão do Campeonato Mundial, disputado em Doha, no Catar, em maio.

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Perspectiva

Se passar pelo desafio agendado para as 10h40 deste domingo, Hugo avança para a decisão do torneio, que também será neste dia 3 de agosto. Na outra semifinal estão dois alemães experientes: Duda Benedikt (31 anos) e Dmitri Ovtcharov (36 anos). “O Ovtcharov é um grande campeão, provavelmente um dos melhores da história do nosso esporte. Tem seis medalhas olímpicas (duas pratas e quatro bronzes). Ele já está um pouco mais para o fim da carreira, mas segue sendo muito forte, perigoso, com muita qualidade. O Duda também é experiente, está no seu auge, 12° do ranking. É um jogador que trabalha forte, muito forte fisicamente”, definiu Hugo.

Oitavas

Antes de carimbar a vaga nas quartas, Calderano passou pelo jovem Chang Yu-An, de Taiwan, 84° do ranking, de 19 anos. Após tropeçar no primeiro set, o brasileiro achou caminhos para deixar o adversário mais desconfortável e construiu a virada em 3 sets a 1, com parciais de 10/12, 11/8, 11/9 e 11/8, em 40 minutos.

Bruna e Vitor

Bruna Takahashi e Vitor Ishiy lutaram e tiveram momentos em que demonstraram um tênis de mesa do mais alto padrão internacional, mas pararam entre os 16 melhores. Bruna sabia que tinha uma adversária difícil pela frente. Nas duas vezes em que haviam se enfrentado antes, a sul-coreana Joo Cheonhui, de 23 anos, tinha levado vantagem. Número 33 do mundo, a asiática forçou Bruna a desempenhar o melhor de sua qualidade técnica, e contou com erros não forçados da brasileira em momentos cruciais da primeira e da segunda parcial. Na terceira, abriu vantagem e fechou a partida em 3 sets a 0, com parciais de 11/8, 12/10 e 11/5, em 27 minutos de jogo.

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Evolução

“Não fico feliz, claro, com o resultado, mas foi um campeonato bom. Foi bom voltar a jogar no Brasil com o ginásio lotado, com minha mãe aqui, a Giulia (irmã), o Hugo, o Paco (treinador). Agora eu não estou feliz, mas se eu tiver uma perspectiva diferente, de mais longo prazo, do que venho jogando desde o início do ano, posso dizer que consegui evoluir bastante, estou mantendo uma regularidade boa. Agora é treinar mais e mais para ganhar dessas mais fortes”, afirmou a brasileira, número 19 do mundo.

Ishiy

Atual 52° do ranking mundial, o brasileiro Vitor Ishiy lutou muito para buscar a vaga nas quartas, mas não conseguiu superar o japonês Yuta Tanaka, 37° na listagem da confederação internacional. Em 25 minutos, Vitor foi superado por 3 sets a 0, com parciais de 7/11, 6/11 e 8/11. “Eu sabia que seria difícil. Ele colocou muita pressão sobre os meus golpes o jogo inteiro, e aí não consegui fazer as variações que gostaria”, comentou Ishiy, que tem no currículo duas participações olímpicas, em Tóquio (2021) e Paris (2024).

Bolsa Atleta

Dos 30 brasileiros inscritos em Foz do Iguaçu, 29 estão ou passaram pelo Bolsa Atleta (96%), programa de patrocínio direto do Governo Federal. O investimento do Ministério do Esporte ao longo da carreira desse grupo de mesatenistas supera os R$ 3,7 milhões.

WTT de Foz

O torneio em Foz do Iguaçu, que termina neste domingo (3), distribui 300 mil dólares em premiação e 600 pontos no ranking para o campeão.

Fonte: Secom/PR

Fonte: Ministério do Esporte

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Após lesão na coxa, Lucas Paquetá se apega à fé por recuperação no Mundial

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O meio-campista Lucas Paquetá utilizou suas redes sociais nesta terça-feira para compartilhar uma mensagem de resiliência após a confirmação de uma lesão muscular na posterior da coxa esquerda. O problema físico ocorreu durante a vitória da Seleção Brasileira sobre o Japão, na última segunda-feira, em Houston. Através do Instagram, o jogador publicou passagens bíblicas focadas em superação e perseverança, reafirmando sua confiança no processo de recuperação com a frase “Fé… eu já vivi disso antes”.

A lesão aconteceu nos minutos iniciais do confronto contra os japoneses, válido pela segunda fase da Copa do Mundo. Apesar do desconforto, Paquetá tentou permanecer na partida, mas a gravidade do problema ficou evidente no intervalo, quando ele precisou de auxílio dos companheiros para chegar ao vestiário, sendo substituído por Endrick logo em seguida. Exames realizados posteriormente confirmaram a gravidade da contusão, que o retira dos gramados em um momento crucial da competição.

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A perda de Paquetá é um golpe estratégico significativo para o técnico Carlo Ancelotti. O meia havia se tornado peça fundamental no esquema tático, sendo titular em todos os quatro compromissos do Brasil até aqui no Mundial. Com a ausência também de Raphinha, a comissão técnica precisará buscar alternativas para manter o equilíbrio e a criatividade do setor central da equipe para os próximos desafios.

O Brasil agora volta suas atenções para o duelo contra a Noruega, agendado para o próximo domingo, dia 5 de julho. A partida será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com início previsto para as 17 horas (de Brasília). Sem um de seus principais articuladores, a Seleção buscará a vitória para seguir firme em sua trajetória rumo ao título mundial.

Fonte: Esportes

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