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O desafio de construção da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados

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O ano de 2025 foi marcado por etapas importantes para a construção de uma política nacional de prevenção e combate à manipulação de resultados esportivos. À medida que o mercado regulado de apostas avança e ganha maturidade, cresce também a responsabilidade do Estado em proteger o esporte, os atletas e a confiança do torcedor. Não se trata apenas de regular apostas: trata-se de garantir que a competição permaneça limpa, imprevisível e justa.

A manipulação de resultados é um fenômeno transnacional, que envolve redes criminosas, fluxos financeiros internacionais e estratégias sofisticadas de aliciamento. O enfrentamento eficaz exige um conjunto articulado de políticas públicas, combinando atuação do Estado, do setor regulado, do sistema de justiça, das forças de segurança e da própria comunidade esportiva — tudo isso sustentado por dados, inteligência e cooperação internacional.

“Estamos construindo, de forma inédita, uma política nacional estruturada para proteger a integridade do esporte brasileiro. O combate à manipulação de resultados exige ação coordenada do Estado, prevenção, inteligência e cooperação internacional. Nosso compromisso é garantir competições limpas, justas e confiáveis, preservando os atletas, o torcedor e a credibilidade do esporte como patrimônio público do Brasil”, afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca.

Estruturação Interministerial da Política Nacional

Com o objetivo de formar uma frente governamental que atue de forma  eficiente no combate à manipulação de resultados esportivos, o Ministério do Esporte propôs a criação do Grupo de Trabalho da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal e Ministério da Fazenda, consoante Portaria Interministerial MESP/MF/MJSP nº 1, de 15 de agosto de 2025, publicada em 9 de setembro de 2025. No entanto, os trabalhos já vêm sendo realizados desde junho de 2025, com diversos encontros técnicos entre as pastas ministeriais.

Nosso compromisso é garantir competições limpas, justas e confiáveis, preservando os atletas, o torcedor e a credibilidade do esporte como patrimônio público do Brasil.”

André Fufuca, ministro do Esporte 

Esse arranjo interministerial é fundamental para articular inteligência financeira, policial e regulatória; padronizar fluxos de informação entre órgãos públicos de uma forma integrada e colaborativa, evitando a sobreposição de instâncias administrativas; estabelecer diretrizes estruturantes, incluindo mecanismos de detecção, investigação e punição de fraudes esportivas.

É a primeira vez que o Brasil organiza um mecanismo integrado para enfrentar a manipulação de resultados, reconhecendo que o tema ultrapassa o esporte e toca diretamente a segurança pública, a integridade econômica e a credibilidade das instituições.

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Qualificação das forças de segurança e padronização das metodologias de investigação

Como parte das atividades do Grupo de Trabalho, no período de 29 de setembro a 1º de outubro de 2025, foi realizado o I Encontro Técnico Nacional sobre Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, reunindo especialistas nacionais e contou também com a participação do UNODC, trazendo uma perspectiva internacional ao debate.

O evento reuniu representantes das Polícias Civil e Federal dos 27 estados da federação, além de especialistas no tema de manipulação de resultados esportivos e técnicos dos órgãos públicos envolvidos. Seu objetivo foi consolidar um espaço qualificado de interlocução técnica entre os órgãos responsáveis pela formulação, regulação, fiscalização, investigação e repressão às práticas ilícitas relacionadas à manipulação de resultados esportivos e apostas ilegais, ao mesmo tempo em que representou um marco no processo de construção da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, promovendo a articulação institucional necessária à sua efetiva implementação.

O evento foi integralmente gravado, e suas exposições técnicas deram origem a um curso de capacitação em vídeo aulas, já em fase de edição, destinado a policiais federais e civis de todo o Brasil. O material reúne conteúdos essenciais para o enfrentamento qualificado desse tipo de prática ilícita, incluindo: Metodologias de investigação; identificação de padrões atípicos de apostas; cooperação internacional e inteligência policial; preservação de evidências digitais; protocolos de interação com entidades esportivas e operadores regulados.

O objetivo é oferecer uma ferramenta permanente de formação, garantindo que as forças de segurança atuem de forma uniforme, moderna e integrada em casos complexos.

Educação, prevenção e fortalecimento da cultura de integridade no esporte

O Ministério do Esporte também investe em ações de formação e conscientização de atletas e agentes esportivos. Em outubro, foi promovido o workshop “Protegendo Apostas Esportivas: Integridade em Ação”, em parceria com a International Betting Integrity Association (IBIA), como parte do acordo de cooperação firmado em maio de 2025.

A iniciativa busca Orientar atletas sobre riscos, deveres e responsabilidades; prevenir situações de aliciamento e condutas irregulares; fortalecer mecanismos de denúncia e proteção a informantes; difundir boas práticas de integridade para clubes e federações.

O Ministério do Esporte prioriza, sobretudo, a prevenção, reconhecida como a estratégia mais eficaz para impedir que organizações criminosas se infiltrem no ambiente esportivo. A sensibilização — especialmente por meio da educação — é um dos pilares da política nacional. Sem ela, nenhuma medida tecnológica ou repressiva alcança toda a dimensão do problema.

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Por meio de campanhas educativas, capacitações e ações de orientação direta junto a atletas, clubes e entidades, a pasta busca desenvolver e fortalecer a compreensão sobre atos atentatórios à imprevisibilidade do resultado esportivo e capacitar a comunidade esportiva para identificar e resistir a qualquer forma de cooptação.

A integridade esportiva é um pilar essencial para a credibilidade das competições e para a segurança daqueles que dedicam suas vidas ao esporte. Por isso, o Ministério do Esporte reafirma que esta é uma de suas frentes mais valiosas, empenhando-se em promover um ambiente esportivo justo, seguro e comprometido com a ética.

Aderência às melhores práticas internacionais: a Convenção de Macolin

A decisão do Governo do Brasil de aderir à Convenção do Conselho da Europa sobre a Manipulação de Competições Esportivas (conhecida popularmente como Convenção de Macolin), representa um marco estratégico na construção dessa política nacional.

A Convenção possibilita que autoridades públicas cooperem com organizações esportivas, operadores de apostas e organizadores de competições para prevenir, detectar e sancionar a manipulação de competições esportivas, em escala global. Estabelece, ainda, padrões internacionais de cooperação para prevenção, detecção e repressão à manipulação de resultados, permitindo ao Brasil: Integrar bases internacionais de dados e alertas internacionais; Cooperar com autoridades policiais e reguladores estrangeiros; harmonizar procedimentos de monitoramento e investigação; fortalecer o diálogo com provedores globais de integridade e tecnologia.

Com essa adesão, o país aproxima-se do padrão adotado por sistemas consolidados de regulação e integridade, como os da União Europeia, Reino Unido e Austrália, reforçando nosso compromisso com um ambiente esportivo transparente, seguro e confiável.

Perspectivas para 2026

O Ministério do Esporte estuda medidas adicionais para ampliar a capacidade preventiva do país, entre elas: a criaç]ao do Selo de Integridade para clubes: Reconhecimento institucional para agremiações que adotarem políticas internas de integridade, governança e prevenção a manipulação de resultados e demais atos atentatórios à integridade esportiva, alinhadas às diretrizes do Ministério.

E a estruturação de um Cadastro Nacional de Pessoas Desportivamente Expostas: Banco de informações que identificará pessoas impedidas de apostar — como atletas em atividade, comissões técnicas, árbitros e dirigentes — reforçando o cumprimento das normas de integridade e prevenindo conflitos de interesse.

Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte 

Fonte: Ministério do Esporte

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Fluminense perde de virada para Independiente Rivadavia e se complica na Libertadores

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O Independiente Rivadavia surpreendeu ao vencer o Fluminense por 2 a 1, de virada, nesta quarta-feira (15), no Maracanã, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Guilherme Arana abriu o placar para o Tricolor, mas Fabrizio Sartori e Alex Arce garantiram os pontos aos argentinos. Com o resultado, o Flu amarga a terceira posição no Grupo C com apenas um ponto e ainda sem triunfos, enquanto o Rivadavia soma seis e lidera isolado.

O jogo

O Fluminense saiu na frente aos 9 minutos: Savarino cruzou pela direita e Guilherme Arana dominou na área para finalizar com precisão. O empate veio aos 36, em falta cobrada na área carioca – Leonard Costa achou Fabrizio Sartori, que cabeceou para o fundo das redes.

No segundo tempo, aos 5, o contra-ataque argentino desmontou a defesa tricolor: Fábio derrubou Sebastián Villa na área, mas a sobra caiu nos pés de Alex Arce, que não desperdiçou e virou o jogo.

Próximos jogos

Fluminense
Jogo: Santos x Fluminense
Competição: Brasileirão Série A – Rodada 12
Data: 19/04/2026 (domingo)
Horário: 16h (Brasília)
Local: Vila Belmiro

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Rivadavia
Jogo: Banfield x Rivadavia
Competição: Campeonato Argentino – Rodada 14 (Apertura)
Data: 20/04/2026 (segunda-feira)
Horário: 17h15 (Brasília)
Local: Estádio Florencio Sola, Buenos Aires (ARG)

FICHA TÉCNICA
Fluminense 1 x 2 Rivadavia
Competição Copa Libertadores – Rodada 2 (Grupo C)
Local Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data 15/04/2026 (quarta-feira)
Horário 21h30 (Brasília)
Cartões Amarelos Wesley Natã (Fluminense); Matías Fernández, Bonifacio, Sartori e Bolcato (Rivadavia)
Cartões Vermelhos Nenhum
Gols Guilherme Arana (9′ 1ºT, Fluminense); Fabrizio Sartori (36′ 1ºT, Rivadavia); Alex Arce (5′ 2ºT, Rivadavia)
Arbitragem Árbitro: Jhon Ospina (COL)
Escalação Fluminense Fábio; Samuel Xavier (Guga), Ignácio (John Kennedy), Freytes, Guilherme Arana; Martinelli, Hércules (Bernal), Ganso (Serna), Savarino, Canobbio (Wesley Natã) e Rodrigo Castillo.
Técnico: Luis Zubeldía
Escalação Rivadavia Bolcato; Bonifacio (Elordi), Leonard Costa, Studer, Luciano Gómez (Osella); Bottari, José Florentín, Matías Fernández (Ríos); Sartori (Villalba), Arce (Bucca) e Villa.
Técnico: Alfredo Berti

Fonte: Esportes

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