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31 municípios com melhores coberturas vacinais recebem R$ 6,4 milhões em prêmios

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O Governo de Mato Grosso premiou, nesta quinta-feira (20.3), 31 municípios que obtiveram os melhores desempenhos de vacinação na quarta etapa do programa Imuniza Mais MT. No total, foram repassados R$ 6,4 milhões aos municípios premiados, que também foram condecorados com os títulos do selo bronze, prata, ouro ou diamante.

O objetivo da premiação é reconhecer as boas práticas em imunização e ampliar a cobertura vacinal em Mato Grosso. A quarta fase do programa avaliou a performance de 10 imunizantes do calendário infantil. Com os recursos dos prêmios, o programa também possibilita a modernização da infraestrutura da rede municipal de saúde.

“Parabenizo a todos os prefeitos, secretários, agentes públicos que, de alguma forma, compreenderam o nosso grande objetivo e atuaram, criaram estratégias, metodologias para que nós pudéssemos melhorar o índice de vacinação dentro do Estado de Mato Grosso e, com ele, melhorar a saúde pública da nossa população”, afirmou o governador Mauro Mendes.

Para a avaliação do desempenho e premiação, os municípios foram divididos em três grupos: (1) com até 10 mil habitantes, (2) de 10 a 30 mil habitantes e (3) a partir de 30 mil habitantes. Todas as categorias podem ter até 3 vencedores por selo, desde que seja atingida a meta.

Desde o início do programa, em 2021, todas as vacinas que compõem o calendário básico da criança – como a BCG, Tríplice Viral, Pentavalente e outras – obtiveram aumento nas coberturas.

“Em plena pandemia, com as taxas de coberturas vacinais despencando, a SES elaborou um programa para estimular os municípios na implementação das políticas de imunização da população. De lá para cá, há um resultado bastante expressivo. Os municípios têm mantido essas políticas excelentes e estimulando, de forma substancial, a sua cobertura”, acrescentou o secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

O promotor de Justiça, Milton Mattos, elogiou o fato de o programa ser uma iniciativa perene do Governo do Estado e enalteceu o empenho dos profissionais de Saúde.

“Me sinto muito feliz e honrado por estar aqui mais uma vez nesse evento. Já estive no ano passado, no ano retrasado e espero estar aqui porque é um programa perene. Em nome do Ministério Público e da sua pessoa governador, parabenizo todos esses profissionais da saúde, porque nada disso acontece se não for por causa de vocês, trabalhadores da saúde e das unidades básicas da saúde”, disse.

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Já o deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Paulo Araújo, destacou os avanços na Saúde que vão muito além da imunização.

“Tudo aquilo que a gente previa 20 anos atrás, que era para melhorar o sistema público de saúde, efetivamente está em prática. A equipe técnica sempre falou: ‘nós precisamos preencher as coberturas assistenciais’. Hoje, nós temos seis unidades hospitalares que saíram do papel, que estão sendo construídas”, destacou o deputado.

Municípios de diamante

Tetracampeão no Imuniza Mais MT, o município de Campo Verde arrematou o maior valor da premiação. Nesta edição, o município recebeu R$ 1 milhão na categoria Diamante para os municípios de mais de 30 mil habitantes. A cidade também foi a que mais recebeu recursos pelo programa até hoje, totalizando R$ 2,1 milhões.

“Fazer saúde básica é algo importantíssimo. Quando o Governo do Estado te oferece uma premiação para aquilo que você já tem o dever de fazer é muito melhor. Aproveito aqui a oportunidade para parabenizar a Secretaria de Estado de Saúde, em nome do secretário Figueiredo, do governador Mauro, por toda a estratégia”, disse o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes.

Lucas do Rio Verde também é tetracampeão pelo programa e ocupa o segundo lugar entre os municípios que mais receberam prêmios pelo Imuniza Mais MT. Na quarta edição, o município recebeu R$ 700 mil na categoria Diamante para municípios de mais de 30 mil habitantes. No total, a gestão municipal já recebeu o total de R$ 1,2 milhão.

“Mais importante do que o prêmio, é a população ser bem atendida. No meu entendimento, o serviço público tem que oferecer serviço de saúde de qualidade e acessível a todos. Esse é o nosso propósito. Obviamente, é muito gratificante poder ser premiado. Essa campanha motiva os municípios, os profissionais, os servidores públicos a buscarem mais”, avaliou o prefeito de Lucas, Miguel Vaz.

Também participaram da premiação os deputados estaduais dr. João, Valmir Moreto e Beto Dois a Um; a secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza; o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), Flávio Alexandre do Santos; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin; e o secretário municipal de Saúde de Nova Ubiratã, Marco Felipe.

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Confira os vencedores da quarta etapa do programa Imuniza Mais MT

Na categoria municípios até 10 mil habitantes, os premiados são:
Selo Diamante
1º Araguaiana – R$ 250 mil
2º Ribeirãozinho – R$ 200 mil
3º Santa Rita do Trivelato – R$ 150 mil

Selo Ouro
1º Tesouro – R$ 140 mil
2º Planalto da Serra – R$ 120 mil
3º Ponte Branca – R$ 100 mil

Selo Prata
1º União do Sul – R$ 70 mil
2º Nova Brasilândia – R$ 55 mil
3º Tabaporã – R$ 45 mil

Selo Bronze
1º Indiavaí – R$ 60 mil
2º Luciara – R$ 50 mil
3º Itanhangá – R$ 30 mil

Na categoria municípios com população de 10 mil a 30 mil habitantes, os premiados são:
Selo Diamante
1º Itiquira – R$ 500 mil
2º Diamantino – R$ 400 mil
3º Alto Araguaia – R$ 300 mil

Selo Ouro
1º Nova Xavantina – R$ 250 mil
2º Juscimeira – R$ 200 mil
3º Tapurah – R$ 150 mil

Selo Prata
1º Juruena – R$ 120 mil
2º São José do Rio Claro – R$ 100 mil
3º N. Senhora do Livramento – R$ 70 mil

Selo Bronze
1º Alto Garças – R$ 80 mil
2º Carlinda – R$ 70 mil
3º Nova Ubiratã – R$ 50 mil

Na categoria municípios com população acima de 30 mil habitantes, os premiados são*:
Selo Diamante
1º Campo Verde – R$ 1 milhão
2º Lucas do Rio Verde – R$ 700 mil

Selo Ouro
1º Tangará da Serra – R$ 500 mil
2º Nova Mutum – R$ 350 mil

Selo Bronze
1º Colíder – R$ 150 mil
2º Campo Novo do Parecis – R$ 120 mil
3º Guarantã do Norte – R$ 100 mil

*Nesta categoria nenhum município atingiu a meta para alcançar o selo Prata.

Fonte: Governo MT – MT

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Capacitação reforça que acolhimento pode salvar vidas

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Escuta qualificada, acolhimento e atuação integrada da rede de proteção foram apontados como fatores decisivos para interromper o ciclo da violência contra a mulher e prevenir casos de feminicídio durante o segundo eixo do Dia C de Capacitação, realizado na tarde de quarta-feira (2), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá. Com o tema Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, a atividade reuniu representantes das forças de segurança, do Sistema de Justiça e da rede de proteção para debater práticas voltadas ao atendimento humanizado e à prevenção da revitimização.Em Mato Grosso, o encontro teve caráter interativo, com participação constante do público na análise de casos práticos e discussão de estratégias para qualificar o atendimento prestado às vítimas. Além das exposições, representantes das forças de segurança foram convidados a interpretar situações reais de atendimento, apontando falhas, discutindo condutas inadequadas e identificando formas de aperfeiçoar a atuação institucional. A proposta visou estimular uma reflexão coletiva sobre os desafios enfrentados pelas mulheres ao buscar ajuda e sobre o papel dos profissionais na construção de uma rede de proteção mais acolhedora e efetiva.A promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira abriu as apresentações destacando que um dos principais desafios no enfrentamento à violência contra a mulher é superar a compreensão equivocada de que esses casos constituem apenas conflitos familiares. Ao abordar a dinâmica das relações abusivas, as formas de violência e o ciclo da violência, ela ressaltou que o fenômeno é marcado por desigualdade de poder, controle e intimidação. “Violência doméstica não é briga de casal. Não é um conflito entre iguais. É uma relação marcada pelo exercício de poder, controle e intimidação”, afirmou.Ao tratar das dificuldades enfrentadas pelas vítimas na busca por ajuda, a promotora ressaltou a importância de compreender os fatores emocionais, sociais e econômicos envolvidos antes de qualquer julgamento. Segundo ela, medo, dependência financeira, preocupação com os filhos, vergonha e esperança de mudança do agressor influenciam diretamente a permanência da mulher no ciclo da violência. “Muitas vezes julgamos essa mulher quando ela volta para o agressor, mas é preciso lembrar que a violência doméstica passa por um ciclo e isso ajuda a compreender por que tantas vítimas têm dificuldade de romper a relação”, explicou.Ana Carolina de Oliveira também enfatizou a importância da escuta qualificada, do atendimento humanizado e da adoção de diretrizes capazes de evitar a revitimização durante o atendimento institucional. Para ela, práticas que desconsideram a narrativa da mulher ou reproduzem julgamentos podem comprometer a confiança nas instituições e afastar a vítima da rede de proteção. “O acolhimento é o primeiro passo para interromper o ciclo da violência”, alertou, acrescentando que a “revitimização acontece quando a mulher, depois de sofrer a violência, passa a sofrer novamente dentro das próprias instituições que deveriam protegê-la”. A delegada de Polícia Civil Judá Maali Pinheiro Marcondes destacou que o atendimento humanizado deve ser entendido como parte fundamental da missão institucional dos órgãos públicos. Segundo ela, a qualidade da acolhida oferecida às vítimas influencia diretamente a confiança depositada na rede de proteção e pode determinar se a mulher retornará para buscar ajuda em momentos futuros. “A pessoa entra na delegacia querendo um serviço. Nós estamos ali para oferecer proteção, medida protetiva e atendimento humanizado”, afirmou.Durante a exposição, a delegada reforçou que a atuação com perspectiva de gênero não é opcional, mas uma obrigação dos profissionais que integram os sistemas de Segurança Pública e Justiça. Judá Marcondes defendeu a necessidade de compreender as vulnerabilidades de cada vítima, evitar estereótipos e impedir que as instituições reproduzam novas formas de violência. “Todos nós, enquanto integrantes do Sistema de Segurança Pública e do Sistema de Justiça, temos a obrigação de atuar com perspectiva de gênero”, considerou.A gerente da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar de Mato Grosso, capitã Denyse Valadão, abordou a importância da escuta qualificada e da análise cuidadosa do contexto em que a violência ocorre. Ao compartilhar experiências acompanhadas pela patrulha, ela ressaltou que os profissionais precisam ir além das primeiras informações recebidas e observar todo o cenário da ocorrência para compreender a realidade vivida pela vítima. “Quando a vítima decide falar o que de fato está acontecendo, nós precisamos também observar todo o cenário”, afirmou.Denyse Valadão também alertou para os riscos de atendimentos marcados por julgamentos ou pela descredibilização dos relatos apresentados pelas mulheres. Segundo ela, muitas vítimas procuram ajuda pela primeira vez em momentos de extrema vulnerabilidade e podem desistir de buscar proteção caso não encontrem acolhimento adequado. “À medida que oferecemos um bom atendimento, abrimos portas para que essa mulher confie na rede de proteção”, destacou. Para ela, um atendimento acolhedor pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.Violência política de gênero – A promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira também abordou a violência política de gênero, destacando que os mesmos estereótipos e mecanismos de discriminação que sustentam a violência doméstica podem se manifestar em diferentes espaços de poder e convivência social, como ambientes políticos, institucionais e profissionais, redes sociais e cargos de liderança. Segundo ela, embora assuma diferentes formas conforme o contexto, a violência baseada no gênero mantém a mesma lógica de exclusão, controle e silenciamento das mulheres.Durante a exposição, a promotora explicou que a legislação brasileira considera violência política contra a mulher “toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos da mulher”. Ela ressaltou que práticas recorrentes na violência doméstica, como controle, humilhação, intimidação e violência psicológica, encontram correspondência na esfera política por meio do silenciamento, da desqualificação pública, das ameaças e da exclusão dos espaços de decisão.Ana Carolina também chamou atenção para manifestações cotidianas desse tipo de violência, muitas vezes naturalizadas nos ambientes de atuação feminina. Entre os exemplos citados estão a interrupção sistemática da fala, a ridicularização da capacidade intelectual, comentários sexistas, ataques relacionados à maternidade, ofensas à aparência física e violência sexualizada nas redes sociais. A reflexão reforçou a importância de reconhecer e enfrentar essas condutas para garantir às mulheres o pleno exercício de seus direitos e a participação em condições de igualdade nos espaços de representação e liderança.Dia C – Promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, a capacitação integrou o Dia C, uma mobilização nacional realizada simultaneamente nas capitais brasileiras e em diversos municípios do interior.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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