MATO GROSSO
57% dos beneficiados do SER Família Habitação ganham até 2 salários-mínimos, aponta MT Par
MATO GROSSO
57% dos subsídios do Governo de Mato Grosso, no Programa SER Família Habitação modalidade Entrada Facilitada, foram para famílias que ganham até 2 salários-mínimos (R$ 2.850), conforme dados da MT Participações de Projetos (MT Par), responsável por operacionalizar a oferta do recurso.
No total, o Governo de Mato Grosso já aportou R$ 65,8 milhões em subsídios no Programa SER Família Habitação desde o início do programa, em fevereiro deste ano.
Foram aplicados R$ 32,4 milhões de investimentos estaduais na aquisição de casas para as famílias que ganham até 2 salários-mínimos – a Faixa 1 do SER Família Habitação. Pelo programa, eles recebem R$ 20 mil para aplicar na entrada do imóvel.
Idealizadora do programa, a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, acredita que os números mostram que o objetivo do governo, que é ajudar os que mais precisam, está sendo alcançado.
“Sempre fico emocionada quando vou fazer a entrega de chaves. São relatos de luta e ao mesmo tempo de esperança. Muitos já tinham desistido do sonho da casa própria e se veem realizados com conquista”, afirma Virginia Mendes.
Além da Faixa 1, existem outras duas faixas atendidas pelos subsídios pelo SER Família Habitação. Uma delas é a de famílias com renda entre R$ 2,85 mil e R$ 4,7 mil, cujo subsídio é de R$ 15 mil por unidade. Esse grupo, denominado Faixa 2, recebeu R$ 19,5 milhões dos recursos aplicados – o que equivale a 34% do total.
Já o último grupo contemplado, o Faixa 3, é formado por famílias com renda entre R$ 4,7 mil e R$ 8 mil. Eles receberam R$ 10 mil em subsídio por unidade e, juntos, correspondem a 9% dos beneficiados contemplados. De acordo com a MT Par, foram aplicados R$ 4,94 milhões em subsídios para esta categoria.
Para o presidente da MT-Par, Wener Santos, o programa oferece uma escala de subsídios que garante que os mais pobres tenham mais ajuda.
“Quem ganha com a união é o cidadão. Ele pode unir os benefícios de outros programas habitacionais e, em grande parte dos casos, ainda tem abatido do valor do terreno, quando este é doado pela prefeitura. Isso faz com que muitos consigam zerar a entrada”, pontuou.
O programa
Na modalidade Entrada Facilitada, as unidades são adquiridas pelas famílias depois do acesso ao subsídio do Governo de Mato Grosso, que é complementado com os provenientes do governo Federal.
Os interessados em adquirir uma casa pelo programa SER Família Habitação, que acontece em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF), precisa entrar no site da MT PAR (www.mtpar.mt.gov.br) e em seguida fazer a inscrição no Sistema de Habitação de Mato Grosso (Sihab-MT).
Após o cadastro, o cidadão deve pegar o número da inscrição e procurar a construtora responsável pelo empreendimento para dar início ao processo documental e posterior avaliação da Caixa Econômica Federal (CEF).
Informações sobre o programa podem ser acessadas no site da MT PAR.
Fonte: Governo MT – MT
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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



