MATO GROSSO
5º Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso começa nesta sexta-feira (23)
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O 5º Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, que terá exibição de produções audiovisuais, oficinas de danças e apresentações culturais com a temática dos povos ciganos, inicia nesta sexta-feira (23.5), a partir das 19h, em Tangará da Serra (243 km de Cuiabá). A ação, que é realizada pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), conta com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT).
Realizado no mês em que é comemorado o Dia Nacional dos Povos Ciganos, o encontro tem como objetivo valorizar a ancestralidade dos povos ciganos, especialmente, as mulheres e as lideranças mais antigas.
“Nas filosofias de vida ciganas, as pessoas mais velhas são respeitadas e valorizadas, pois são os nossos mestres e mestras, que mantiveram tradições e o orgulho em sermos ciganos. Assim, escolhemos lideranças pioneiras, tanto nas comunidades mato-grossenses, quanto em nível nacional, para homenageá-las”, ressalta a presidente da AEEC-MT, Rosana Matos Cruz.
A programação inclui o 3ª Encontro de Mulheres Ciganas de MT, que deve reunir em torno de 80 a 100 pessoas em Tangará da Serra. Neste ano, virão ciganos de outros Estados, especialmente para participarem do evento.
Entre elas, a Conselheira Nacional de Promoção de Igualdade Racial (CNPIR), Edvalda Bispo Santos da Bahia; a Coordenadora da Roda Cigana – Rede Humanitária e representante dos povos ciganos no Comitê que acompanha o Plano Nacional de Políticas Públicas para Povos Ciganos do Ministério da Igualdade Racial (MIR), Lourdes Côrrea de São Paulo; e a advogada popular Sara Macedo, de Goiás.
A programação do III Encontro de Mulheres Ciganas contará ainda com apresentações culturais com artistas ciganos, oficinas de medicina tradicional cigana, com a Mestra da Cultura Mato-grossense, Maria Divina Cabral, a Mestra Diva, oficinas de danças ciganas com Sara Macedo (Goiânia), e oficina de circo para crianças com Jaque Roque (Cuiabá).
Além destas, outra ação que ocorrerá é a Mostra Calon Lachon, com a exibição de várias produções audiovisuais que abordam a temática dos povos ciganos. A atividade ocorre na sexta-feira e sábado (23.5 e 24.5) na Chácara WR, em Tangará da Serra.
Na programação da mostra está o lançamento de seis curtas metragens produzidos pela AEEC-MT nos últimos dois anos, dos quais cinco são episódios da minissérie “Luzia e As Calins do Cerrado” e sexto é o vídeo “Chibe”. O média-metragem convidado especial da mostra será “De Baixo Das Lonas, Tudo É Mais Bonito!”, dirigido pelo cineasta Calon circense, Roy Rógeres, mais conhecido como “Tati, a Cigana”.
A minissérie “Luzia e As Calins do Cerrado” aborda em cinco episódios a relação das mulheres do tronco étnico Calon, as Calin, com a natureza e a cultura cigana, consideradas por elas como inseparáveis e únicas. Enquanto que o vídeo “Chibe” traz um registro da Oficina de Chibe: Reavivando A Língua Calon, realizada nas comemorações do maio Cigano em 2024, também no município de Tangará da Serra.
Das programações, apenas as da Mostra Calon Lachon são abertas ao público. As demais são exclusivas para pessoas ciganas e convidadas.
Para mais informações: @aeecmt
Fonte: Governo MT – MT
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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



