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7ª Corrida do Judiciário reúne cerca de mil participantes de todo o estado

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Cerca de mil pessoas de todo o estado enfrentaram os percursos de caminhada de 2 km, e corrida de 5 km e 10 km na 7ª Corrida do Judiciário. Realizado neste domingo (09), o evento esportivo contou com a participação de magistrados, servidores e comunidade em geral, promovendo uma manhã de integração social, saúde e qualidade de vida.
A corrida foi organizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e pela Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM). Além de medalhas para todos que ultrapassaram a linha de chegada, a prova também entregou premiação em dinheiro para os três primeiros colocados, masculino e feminino, na categoria público geral, nos percursos de 5 km e 10 km.
O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, foi o responsável por dar a largada e também participou da entrega das premiações aos vencedores. Para ele, a 7ª Corrida do Judiciário conseguiu ir além do clima de competição e proporcionou um momento de descontração e comunhão aos atletas.
“Foi um momento de alegria, descontração e de integração do Judiciário com a sociedade. Parabenizo a toda equipe que se empenhou na organização, pois não é fácil montar um evento dessa envergadura e conseguir contar com o comparecimento maciço da população”, disse o presidente Zuquim.
O coordenador da corrida, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, também fez uma avaliação positiva. Para ele, o apoio da administração do Judiciário de Mato Grosso foi fundamental para o sucesso do evento, que conseguiu atrair público não só de Cuiabá, mas também de diversos municípios do interior do estado.
“A corrida de rua tem esse poder de integrar e incrementar a qualidade de vida a todos. Hoje tivemos servidores e magistrados de comarcas do estado inteiro. Registramos inscrições de praticamente todos os municípios. Então, foi realmente um momento de praticar esporte, mas também de rever os amigos”, comentou o desembargador.
De acordo com a presidente da AMAM, juíza Jaqueline Cherulli, todo trabalho foi feito objetivando proporcionar a melhor experiência possível aos atletas. “Trabalhamos para que todos tivessem o melhor possível na corrida. A largada, a chegada, o percurso todo pensado com muito carinho”, completou.
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, prestigiou o evento e reforçou a união das instituições na promoção de ações de saúde. “Sou apaixonada por corrida de rua. E hoje tivemos uma prova linda, muito bem organizada. Parabenizo o Judiciário pela iniciativa e já estou no aguardo para a prova de 2026”, relatou.
A 7ª Corrida do Judiciário contou também com a participação das bandas Cão do Mato e UBA, que embalaram os corredores ao som de sucessos do rock.
Estiveram presentes a desembargadora Juanita Clait Duarte, a juíza-auxiliar da Presidência, Gabriela Knaul de Albuquerque e Silva; Secretário-geral do TJMT, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior; diretora-geral do TJ, Andrea Marcondes; vice-diretora-geral; Renata Bueno; a coordenadora de Gestão de Pessoas, Claudenice Deijany F. de Costa; coordenador de Infraestrutura, Roberto Cyríaco, coordenadora de Magistrados, Renatta Tirapelle, diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje/CGJ), Shusiene Tassinari Machado; presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso.

Juízes e juízas presentes: Christiane da Costa Marques Neves, Renata do Carmo Evaristo Parreira, Marina Carlos França, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, Fernanda Mayumi Kobayashi, Marilia Augusto de Oliveira Plaza, Luis Otávio Pereira Marques, Vinicius Paiva Galhardo, Ramon Fagundes Botelho, Francisco Ney Gaíva, Eduardo Calmon de Almeida Cezar, Glauber Lingiardi Strachicini, Edson Carlos Wrubel Junior.

Parceiros e apoiadores: AMAM, Verde Novo, Funac, Malai Manso Resort, Aprosoja, Ginco, Sicoob, Bom Futuro, Crepaldi, Sicredi, AMA Clinic, Amaggi, Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Unimed, Lebrinha, Beto Sports, Powerade, Cemulher, Ceja, Departamento de Saúde, Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário, Núcleo de Sustentabilidade.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Atuação do Judiciário foi fundamental para construção do Estádio Verdão e expansão da região

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A década era a de 1970 e a paixão pelo futebol já pulsava no coração do povo cuiabano. As acanhadas arquibancadas do Estádio Eurico Gaspar Dutra (Dutrinha), apesar de aconchegantes, ficavam pequenas demais para abrigar os torcedores. Foi nesse contexto que um ousado projeto de construção de um novo complexo esportivo ganhou corpo.
A segunda matéria da série “Cuiabá 307 anos: Justiça e Desenvolvimento” conta como o Judiciário de Mato Grosso teve participação direta no surgimento do Estádio Governador José Fragelli, o antigo “Verdão”, hoje Arena Pantanal. Ainda quando era apenas um projeto no papel, a atuação da Justiça foi fundamental para resolver um impasse que travava a construção do estádio.
O conflito
Tudo começou em fevereiro de 1972, quando o então governador de Mato Grosso, José Fragelli, assinou o Decreto nº 379, que levaria à construção do novo estádio. Na época, Fragelli era o governador do Estado ainda uno, ou seja, antes do desmembramento do território que levou à criação do Estado de Mato Grosso do Sul.
Considerado à frente do seu tempo, o gestor desejava construir um centro esportivo e um novo estádio de futebol em Cuiabá que fossem referências no quesito praças esportivas. O local escolhido foi uma área de 19,36 hectares situada em uma região até então chamada “Várzea de Ensaio”.
A princípio, a intenção do Estado era comprar a área por meio de um acordo amigável, mas a proposta foi recusada pelos proprietários. A negativa fez com que o Executivo acionasse o Poder Judiciário de Mato Grosso, que teve a missão de garantir que o interesse coletivo prevalecesse, sem abrir mão do direito individual à justa indenização.
Na ação judicial, que tramitou na 2ª Vara Cível de Cuiabá, o Governo ofereceu inicialmente Cr$ 80.822 como pagamento pelo terreno. O valor foi considerado pelos proprietários abaixo da realidade do mercado imobiliário local da época. Segundo eles, os imóveis na região estavam sendo vendidos pela média de Cr$ 10 por metro quadrado.
“Por fim, assinalaram que o valor justo é de Cr$ 1.200.000 (um milhão e duzentos mil cruzeiros), visto que os expropriados nada lucrarão com a valorização do imóvel naquele bairro depois da construção do estádio de futebol”, relata trecho da decisão assinada pelo juiz Benedito Pereira do Nascimento, à época titular da 2ª Vara Cível de Cuiabá.
O documento conta ainda que, durante a disputa, o magistrado nomeou um perito judicial para avaliação da área. Com base nos levantamentos feitos pelo profissional, o juiz Benedito Pereira do Nascimento considerou que o valor oferecido pelo Estado era insuficiente e fixou a indenização em Cr$ 788.575, além do pagamento de honorários advocatícios e do perito.
Recurso e a decisão final
O Estado de Mato Grosso não concordou com a decisão e recorreu ao Tribunal de Justiça, pedindo a redução do valor. No entanto, em novembro de 1974, a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça, composta pelos desembargadores José Ribamar Castelo, Athayde Monteiro da Silva e Palmyro Pimenta, manteve a decisão por maioria de votos.
O impacto na vida do cuiabano
É possível afirmar que a atuação da Justiça de Mato Grosso nesse episódio serviu como um “apito inicial” para uma grande transformação em uma região ainda pouco valorizada. Com a decisão, o estádio foi construído e a região ainda conhecida como “Várzea de Ensaio” e seus arredores ganhou novos bairros, infraestrutura, comércios e visibilidade.
Hoje, ao olhar para a estrutura imponente da Arena Pantanal, Cuiabá celebra não apenas a engenharia, mas também uma história de desenvolvimento iniciada pelo saudoso Estádio Verdão e acompanhada pelo Judiciário, que garantiu que o processo fosse realizado de forma transparente, legal e com justiça para todos os lados envolvidos.
Cuiabá 307 anos: Justiça e desenvolvimento
Este conteúdo faz parte da série especial “Cuiabá 307 anos: Justiça e desenvolvimento”, que publicará no portal do TJMT matérias especiais em celebração ao aniversário da Capital. O projeto é realizado pela Coordenadoria de Comunicação, em parceria com a Comissão de Gestão da Memória do Judiciário de Mato Grosso.
Durante o mês de abril, o projeto irá contar histórias sobre decisões e ações do Judiciário que impactaram diretamente no desenvolvimento da cidade e na vida da população cuiabana ao longo desses anos.

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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