MATO GROSSO
“A Seduc está sendo uma chave motriz para o incentivo das artes, além da educação”, afirma artista plástico
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A boa impressão deixada pelo concurso ‘Eu Faço a Capa’ entre artistas convidados a avaliar os trabalhos dos estudantes foi o tom que marcou a divulgação, nesta terça-feira (16), dos vencedores da etapa estadual pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). Confira nos anexos a relação dos 35 vencedores e suas obras, representando 31 municípios.
A comissão avaliadora foi composta por artistas e profissionais de reconhecida trajetória nas artes visuais e na cultura mato-grossense: Victor Hugo dos Santos, Maria das Dores Soares Vital (Rimaro), Rosylene Pinto, Carlos Pina, Vicente Paulo José da Silva Justo e Carolina Neves Marcório.
Para os jurados, a iniciativa conseguiu ir além da seleção de ilustrações, pois promoveu encontro entre escola e cultura e valorizou o potencial criativo dos estudantes ao propor um desafio atual e bem definido, considerado um diferencial assertivo desta edição.
O tema “Raízes que inovam: ciência, arte e tecnologia em Mato Grosso” orientou as produções de estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), reunindo identidade, pesquisa e imaginação em trabalhos que vão do papel ao digital.
Os critérios de avaliação consideraram a aderência ao tema proposto, a criatividade, a expressão autoral, a qualidade estética e compositiva, além da adequação técnica às orientações do concurso.
O concurso escolheu desenhos, artes e pinturas que vão estampar as capas do material pedagógico do Sistema Estruturado de Ensino (SEE/MT) no ano letivo de 2026.
A premiação contempla estudantes e professores orientadores, conforme a etapa ou modalidade de ensino. Estudantes do Ensino Fundamental e Médio receberão tablets, respeitando o quantitativo de produções vencedoras definido no edital.
Já os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) serão premiados com celulares, conforme os segmentos e semestres contemplados. Os professores orientadores das produções vencedoras também serão reconhecidos com smartwatches, sendo uma premiação por docente, independentemente do número de estudantes orientados.
Para Carlos Pina, a experiência de jurado também foi uma forma de aprendizado e uma confirmação de que a escola pode ser terreno fértil para a arte, inclusive quando incorpora linguagens contemporâneas.
“A Seduc está sendo uma chave motriz para o incentivo das artes, além da educação. A gente acaba aprendendo por meio da avaliação dos trabalhos tão significantes. Foi enriquecedor e desafiador, principalmente em relação aos trabalhos feitos com arte digital, enfim, a Inteligência Artificial”, relatou Pina, que é artista visual e arquiteto, fundador do Urban Sketchers Cuiabá.
A artista plástica Rimaro, uma das maiores expoentes da arte Naïf brasileira, afirmou que a qualidade foi tão alta que escolher “o melhor entre os melhores” se tornou a parte mais difícil. “Muitas dessas crianças já nasceram artistas. Me sinto privilegiada de estar aqui como avaliadora desses futuros artistas”, disse, emocionada.
A animadora cultural e pesquisadora Carolina Neves Marcório reforçou que transformar a criatividade dos estudantes em capa de livro é um incentivo que também ensina método e reflexão. “Trazer a criatividade dos estudantes para a capa dos livros que eles vão utilizar durante o ano letivo é uma proposta de incentivo. Eles terão que refletir acerca do tema e construir os seus trabalhos”, avaliou.
Para o Mestre da Cultura Victor Hugo dos Santos, referência das artes visuais em Mato Grosso, a potência criativa dos estudantes não foi surpresa. “Tenho convivência com alunos da rede pública e já vinha experimentando trabalhos belíssimos feitos por eles”, afirmou. O que mais o marcou, segundo ele, foi perceber que as imagens escolhidas dialogam com o público de cada faixa etária, tornando o material mais próximo e desejado.
A artista visual cuiabana Rosylene Pinto destacou o impacto do incentivo oferecido para que os estudantes se arriscassem na criação. “Deparamos com muitas obras maravilhosas. Ficamos felizes, enquanto artistas, de vermos essa semente plantada. Com certeza, daqui vão surgir muitos artistas mato-grossenses”, avaliou.
Já Vicente Paulo José da Silva Justo, artista plástico e produtor cultural, ressaltou o efeito do concurso no desenvolvimento de talentos e na relação entre escola e cultura. “É um projeto exitoso por contemplar também os professores, um estímulo a mais na compreensão deste universo da educação e cultura. Para mim foi uma honra participar desse projeto como jurado”, afirmou.
“O concurso ‘Eu Faço a Capa’ mostra que a arte em Mato Grosso está viva, se renova, dialoga com o nosso tempo e, ao mesmo tempo, dá ao estudante a chance de se reconhecer como autor, de transformar identidade e conhecimento em criação. Quando a capa do material didático nasce da mão do aluno, a escola vira vitrine de talento e a cultura do estado ganha novos protagonistas”, define o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.
Ao todo, o concurso recebeu 1.015 inscrições das escolas vinculadas à Diretoria Metropolitana de Educação (DME) e às 12 Diretorias Regionais de Educação (DREs). Destas, 746 foram deferidas e avançaram pelas etapas Escolar e Regional. No recorte final, 102 produções chegaram à etapa estadual, representando todas as diretorias regionais.
Fonte: Governo MT – MT
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MT Produtivo e Sustentável prorroga inscrições e dá mais prazo para entidades acessarem recursos
Associações e cooperativas da agricultura familiar de Mato Grosso ganharam mais tempo para apresentar propostas ao Projeto MT Produtivo e Sustentável. O prazo de inscrições foi prorrogado até 26 de outubro.
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) publicou um novo cronograma do Edital de Chamada Pública nº 002/2026/SEAF-MT, que prevê a seleção de organizações interessadas em receber apoio financeiro e técnico para fortalecer a produção e ampliar oportunidades no campo.
Segundo a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, a prorrogação reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com os produtores e amplia o acesso das organizações aos recursos do projeto.
“Não vamos deixar nenhuma associação, cooperativa ou organização de povos e comunidades tradicionais para trás por falta de tempo ou de orientação. O MT Produtivo e Sustentável foi criado para transformar a realidade de quem produz, gerar renda e fortalecer a agricultura familiar. Por isso, estamos ampliando o prazo e garantindo que mais entidades tenham condições de participar”, afirmou Andreia Fujioka.
A prorrogação acrescenta três semanas ao prazo inicialmente previsto e também altera as etapas seguintes do edital. A medida atende a solicitações de lideranças rurais e busca garantir mais tempo para que as organizações dos 61 municípios elegíveis possam reunir a documentação, preparar as propostas e elaborar seus planos de negócios.
Além de associações e cooperativas da agricultura familiar, podem participar organizações de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (PIPCQT) que atendam aos critérios estabelecidos no edital.
O MT Produtivo e Sustentável concentra investimentos em oito cadeias produtivas prioritárias: leite, olericultura, fruticultura, mandioca, café, cacau, meliponicultura e sociobiodiversidade.
O projeto também estabelece metas de participação de 15% para mulheres, 15% para jovens e 15% para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, ampliando a inclusão desses públicos nas ações de desenvolvimento da agricultura familiar.
Com a prorrogação, as organizações interessadas terão mais tempo para estruturar seus projetos e concorrer aos recursos destinados ao fortalecimento das cadeias produtivas e à geração de renda no campo.
As novas datas para envio e avaliação das propostas e para elaboração dos planos de negócios estão disponíveis no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT



