MATO GROSSO
Ação conjunta prende homem que tentou fugir a nado pelo Rio Cuiabá e dois usuários de drogas
MATO GROSSO
Os policiais da Companhia Raio, da PMMT, foram informados por populares sobre algumas pessoas que estariam fazendo uso de drogas em um matagal que dá acesso ao Rio Cuiabá, na região da Orla do Porto.
Diante das informações, a equipe adentrou o matagal embaixo da Ponte Júlio Muller e confirmou a veracidade da denúncia. Na ocasião, um suspeito foi flagrado fazendo o comércio de drogas, acompanhado de dois usuários de entorpecentes.
Ao perceber a aproximação dos policiais, o suspeito de tráfico largou um boné, uma sacola e pulou no rio. Ele atravessava o rio a nado para fugir dos militares, quando os homens do Ciopaer foram acionados para prestar apoio a ocorrência. Neste intervalo de tempo, a equipe prendeu um usuário de drogas que estava no local com duas porções de maconha no matagal, enquanto o terceiro fugiu.
No boné do suspeito de tráfico a PM apreendeu três porções grandes de maconha, sete pequenas, balança de precisão, papel filme e a quantia de R$ 51. Os materiais são indicativos do crime de tráfico de drogas.
Já do outro lado da margem, em Várzea Grande, o foragido acabou detido por agentes do 4º Batalhão e um terceiro homem foi visto correndo. Ele tentou resistir à prisão e desacatou os policiais. No entanto, os militares aplicaram técnicas de imobilização e algemaram ele. Diante dos fatos, o trio foi levado para Central de Flagrante para as devidas providências e o caso repassado à Polícia Civil.![]()
Trabalho conjunto
Para o comandante da Companhia Raio, Wesmen Rodrigos, a prisão do trio é resultado da rapidez no deslocamento e a capacidade de percepção melhorada dos agentes da Segurança Pública. Ele também destaca o apoio de policiais de outras unidades da região metropolitana. “O Ciopaer deu apoio, juntamente com o 1º Batalhão, e a gente conseguiu fazer essa interceptação e fazer a condução de três suspeitos. Dois conduzidos por uso e um deles em flagrante delito por tráfico de drogas”.
Já o coordenador do Ciopaer, tenente-coronel Ernesto Xavier de Lima Junior, ressalta o trabalho da unidade integrada, que conta com policiais militares, civis e bombeiros. “Essas três forças fazem parte do Ciopaer e estão sempre à disposição para atender a sociedade, sempre atento acompanhando as atividades e ocorrências”, disse.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos
Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.
Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.
Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.
Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.
Autor: Nadja Vasques
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]


