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Agentes da Justiça Comunitária mudam destinos com acolhimento e orientação

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Em meio à rotina corrida do Ganha Tempo, em Cuiabá, a aposentada Izilda Glória Santos, de 71 anos, decidiu procurar pela primeira vez um posto da Justiça Comunitária. Ela enfrenta há mais de um ano e meio uma cobrança indevida de uma dívida de mais de 15 anos atrás. Ao ser atendida, Izilda desabafou sobre o motivo que a levou até o local.
“Estou sendo cobrada por uma dívida de R$ 38 mil que tenho certeza que já foi paga. Chegaram a dizer que meu CPF seria bloqueado e que poderia haver penhora de bens, e isso me deixou sem dormir. Eu já não tenho mais documentos para provar, porque foram todos descartados. Aqui, recebi orientação que me mostrou o caminho certo. Saio mais leve, com esperança e segurança de que não estou sozinha”.
Ela contou que, ao descobrir o serviço dentro do Ganha Tempo, viu nele a possibilidade de encontrar uma resposta sem precisar arcar com custos que não poderia pagar. “Se fosse procurar um advogado, eu não teria condições de pagar. Aqui eu encontrei alguém que me ouviu, me orientou e me deu esperança. É um serviço que precisa ser divulgado, porque muita gente ainda não conhece. Eu indico para qualquer pessoa que esteja com problema ou dúvida que, primeiro, procure a Justiça Comunitária”.
O atendimento foi realizado pela agente comunitária Nilza de Campos, voluntária há 11 anos no programa. Ela explica que seu papel vai além de esclarecer dúvidas. É também ouvir com atenção, acolher e mostrar possíveis caminhos para quem se sente perdido diante de um problema jurídico.
“Nosso trabalho é ouvir, orientar e encaminhar. Muitas vezes, a pessoa não sabe nem por onde começar, e nós mostramos os caminhos, sem custos, com acolhimento e respeito. Ser voluntária é doar o tempo, é mudar vidas com uma palavra, com uma orientação. Eu me emociono porque sei que, de alguma forma, estou fazendo a diferença.”
Nilza, que já acompanhou diversas histórias semelhantes, lembra que cada caso atendido carrega angústias pessoais profundas, e por isso o voluntariado exige dedicação.
“Eu falo que ser voluntária é doar amor e carinho. É gratificante saber que, em uma conversa ou numa explicação simples, podemos transformar o dia de alguém. Às vezes, até a vida inteira da pessoa muda quando ela descobre que tem direitos e que pode buscá-los”.
A Justiça Comunitária em Mato Grosso foi criada pela Lei Estadual nº 8.161/04 e hoje é coordenada pelo juiz José Antônio Bezerra Filho. O projeto conta com 57 agentes em atividade, distribuídos em 20 comarcas do estado, incluindo Cuiabá, Rondonópolis, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande. Só em 2024, foram 14.342 atendimentos realizados e, no primeiro semestre de 2025, já são 7.109 registros.
Além dos postos fixos, os agentes também participam de ações em bairros, escolas, igrejas e ginásios, e atuam em mutirões em parceria com órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Capacitados continuamente por juízes e promotores, eles prestam orientações sobre pensão alimentícia, divórcio, emissão de documentos, direitos previdenciários, entre outros temas do dia a dia.
Mais informações, relação de postos e contatos estão disponíveis no hotsite da Justiça Comunitária: portaljusticacomunitaria.tjmt.jus.br
Imagens: Élcio Evangelista

Autor: Flávia Borges

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava mulheres para o transporte interestadual de drogas

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A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.

Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.

As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.

As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.

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As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.

Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.

Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.

As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.

Valquíria

O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.

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Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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