MATO GROSSO
Aluno da rede estadual é reconhecido pelo MEC por seu bom desempenho no Enem 2024
MATO GROSSO
A vida de Carlos Meira, 18 anos, ganhou novos contornos nessa terça-feira, 11 de agosto de 2015. Formado em 2024 pela Escola Estadual Senador Filinto Müller, em Arenápolis, ele alcançou um feito que poucos estudantes brasileiros conseguem: tirou 980 pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado lhe rendeu um convite do Ministério da Educação (MEC) para receber, em Brasília, uma comenda de honra pelo desempenho.
“Foi emocionante estar lá com o ministro da Educação, Camilo Santana, e saber que meu esforço valeu a pena. Sempre estudei em escola pública e sei que não teria chegado até aqui sem o apoio que recebi”, conta Carlos, com um sorriso tímido, mas cheio de orgulho. Entre os apoios, ele destaca o Pré-Enem Digital, projeto da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), que oferece videoaulas, simulados e conteúdos gratuitos para estudantes da rede estadual.
Carlos lembra que aproveitava cada intervalo de tempo para estudar. “Às vezes assistia às aulas pelo celular, em casa, à noite e onde estivesse. O Pré-Enem da Seduc me ajudou a entender como estruturar o texto e organizar as ideias para a redação, sobretudo por meio da plataforma Letrus que trabalha com a Língua Portuguesa”.
Filho de família simples, ele sempre sonhou alto. “Quero poder ajudar crianças e famílias, principalmente em regiões onde o acesso à saúde é mais difícil”, diz. Segundo ele, o primeiro passo já foi dado. Com a nota do Enem, Carlos está prestes a ingressar no curso de Medicina, e promete levar na bagagem o mesmo comprometimento que o fez chegar até aqui.
Enquanto ajeita a medalha recebida em Brasília, ele confessa que ainda não se acostumou com o título de “exemplo” para outros estudantes. “Se eu consegui, qualquer um pode conseguir. É preciso acreditar e aproveitar as oportunidades”, concluiu.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o Pré-Enem Digit@l MT representa muito mais do que um curso preparatório: ele é um apoio concreto e acolhedor na trajetória de milhares de jovens que sonham com a universidade, como é o caso do Carlos Meira.
“Com materiais cuidadosamente elaborados, simulados realistas e atividades pensadas para reforçar o aprendizado, o programa oferece aos estudantes a segurança de estarem estudando com base no que realmente será cobrado nas provas”, explica o secretário.
Para ele, se trata de um incentivo que vai além do conteúdo, despertando a confiança e a disciplina necessárias para enfrentar o Enem com mais tranquilidade e determinação. “O Carlos representa bem os 37 mil estudantes da rede estadual que estão aptos para o Enem 2025. Com toda a certeza, no ano que vem mais um estudante nosso vai nos representar em Brasília”.
Pré-Enem digit@l
Cada um dos 27 mil estudantes inscritos no Pré-Enem digit@l desse ano recebeu material pedagógico específico contendo exercícios e simulados para utilizar durante os nove meses de curso, que vai de março a novembro. O material didático foi elaborado com base no que será aplicado nas provas, todos estruturados com o objetivo de auxiliar o estudante na sala de aula e em casa.
As atividades são desenvolvidas em 13 municípios polo: Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Confresa, Cuiabá, Diamantino, Juína, Matupá, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.
As aulas ocorrem tanto presenciais como online, com suporte da plataforma da Rede de Inovação para Educação Híbrida (RIEH), além de outras plataformas parceiras, com acompanhamento de professores da rede estadual selecionados para atuarem no projeto.
Neste ano, o Pré-Enem Digit@l MT trouxe iniciativas inéditas como pílulas de conhecimento (dicas Enem), fato ou fake (a verdade pela Ciência), jogos, oficinas de redação e entre outras ações realizadas paralelamente às aulas regulares, não interferindo na rotina da escola.
Fonte: Governo MT – MT
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Polícia Civil desarticula núcleo financeiro de facção criminosa na Região Metropolitana de Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2.7), a segunda fase da Operação Golden, para cumprir ordens judiciais em continuidade às investigações que apuram a atuação de uma facção criminosa envolvida com os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
Na operação, são cumpridas 14 ordens judiciais, sendo cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, oito bloqueios de contas bancárias e ativos financeiros no limite de R$ 283,5 mil e uma medida cautelar diversa da prisão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias Polo de Cuiabá.
As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, além de Itabela, no Estado da Bahia.
A operação, deflagrada com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), conta com o apoio operacional da Delegacia Regional de Polícia de Pontes e Lacerda, da Delegacia de Polícia de Tangará da Serra e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil da Bahia.
Entre os alvos, está um detento que está preso em São Paulo, em razão de mandado de prisão expedido pela Justiça de Mato Grosso. O investigado possui vasta ficha criminal no Estado por envolvimento em tráfico de drogas, homicídio, entre outros crimes.
Esta segunda fase da operação tem como objetivo central a desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa, atingindo diretamente a estrutura econômica que sustenta as atividades ilícitas.
Primeira fase
A primeira fase da operação foi deflagrada em 13 de março de 2025, quando foram cumpridas 18 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, prisões preventivas e bloqueios patrimoniais contra investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.
As investigações da Denarc tiveram origem após a prisão em flagrante de um casal envolvido com o tráfico de drogas. Com o avanço das diligências, foi possível identificar que os integrantes do grupo criminoso utilizavam contas bancárias de terceiros e um estabelecimento comercial para ocultar e movimentar valores provenientes da comercialização de entorpecentes.
Em continuidade aos trabalhos da primeira fase, foram apreendidos mais de R$ 692 mil em espécie e R$ 222 mil em cheques, valores localizados durante buscas realizadas na cidade de Cáceres, além do bloqueio de grande quantidade de valores nas contas dos investigados, que continham grande quantidade de valores.
Mapeamento financeiro e lavagem de dinheiro
As investigações prosseguiram e permitiram aos investigadores identificar novos integrantes da facção criminosa e ampliar o mapeamento da estrutura financeira utilizada para a movimentação dos recursos ilícitos.
Os elementos obtidos também possibilitaram a realização de investigação financeira, que identificou movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados e a utilização de empresa de fachada.
Segundo os levantamentos realizados pela Denarc, uma empresa constituída em nome de um dos investigados, sem histórico empresarial relevante e com renda declarada modesta, movimentou mais de R$ 600 mil em apenas dois meses, sem lastro econômico compatível para gerar esse montante.
A investigação identificou ainda transferências financeiras entre pessoas apontadas como integrantes do grupo criminoso, incluindo suspeitos com antecedentes por tráfico de drogas e participação em facções.
Segundo o delegado André Rigonato, responsável pelas investigações, também foram identificados repasses para a empresa que apresentou indícios de funcionamento incompatíveis com a atividade declarada, circunstâncias que reforçaram a hipótese investigativa de utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas.
Os elementos fundamentaram a representação da Polícia Civil pelas novas medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais que serão submetidos à análise pericial para subsidiar a continuidade das investigações.
“As medidas cautelares patrimoniais têm como finalidade impedir a ocultação ou dissipação de ativos supostamente oriundos da atividade criminosa, preservar elementos de prova e assegurar eventual reparação dos danos e perdimento de bens ao final da persecução penal”, destacou o delegado.
As investigações seguem em andamento, podendo resultar na identificação de novos envolvidos e na adoção de outras medidas judiciais.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Fonte: Governo MT – MT


