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Ambulatório Trans da SES promove mais de 2 mil atendimentos em 2025

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O Ambulatório de Atenção à Transexualidade, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou 2.012 atendimentos de janeiro a 31 de dezembro de 2025. Foram 695 atendimentos de enfermagem, 413 de clínica-geral, 265 de psicologia, além de atendimentos em serviço social (263), endocrinologia (175), psiquiatria (145) e urologia (56).

A unidade especializada foi inaugurada em agosto de 2024, no Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidade de Mato Grosso (Cermac), em Cuiabá, sendo considerada um grande avanço para a Saúde Pública do Estado.

Desde a inauguração, foram atendidos 278 pacientes, sendo que 146 são mulheres transexuais e 112 são homens transexuais. Outros nove pacientes são travestis.

Os pacientes foram encaminhados à unidade pela Rede Municipal de 42 cidades, sendo 55,8% de Cuiabá, 11,5% de Várzea Grande, 4,3% de Lucas do Rio Verde, 2,9% de Rondonópolis e 2,5% de Tangará da Serra. Outros municípios contribuíram com 23% da população acolhida e atendida.

Para a secretária adjunta de Unidades Especializadas da SES, Patrícia Neves, o objetivo do ambulatório é realizar o atendimento ambulatorial mensalmente aos pacientes que passam pelo processo transexualizador.

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“O local é fundamental para garantir que os pacientes trans tenham acesso a serviços de saúde adequados, incluindo consultas médicas, psicológicas e de assistência social. A unidade promove inclusão, respeito e equidade no atendimento público”, afirmou.

O atendimento clínico no processo transexualizador é realizado durante, no mínimo, dois anos na etapa do pré-operatório e por até um ano no pós-operatório. Na unidade, é realizada a prescrição da hormonização cruzada, de forma segura e eficaz, bem como o acompanhamento multiprofissional indispensável para a cirurgia de redesignação sexual.

Segundo a diretora geral do Cermac, Jocineide Rita dos Santos, ao longo de 2025, a unidade promoveu eventos para o público-alvo, como o “Café com Arte e Prosa”, no Dia Nacional da Visibilidade Travesti e Transexual em 29 de janeiro, e comemoração ao aniversário de um ano do ambulatório.

Para a equipe multiprofissional atuante no setor, foram realizadas atividades formativas como a “Roda de Conversa sobre Travestilidades e Transexualidades” e o “Fórum Sexos, Sexualidades e Identidades de Gênero”.

O Cermac também participou no ano passado de websérie documental de entrevistas, roda de conversa na Casa das Pretas, das conferências dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais) de Cuiabá e de Mato Grosso, da Parada LGBTQIA+, e outros eventos.

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“Queremos que cada vez mais pessoas conheçam o serviço ofertado no Cermac. É uma oportunidade de fazerem um tratamento adequado com uma equipe multiprofissional, inclusive porque tem pacientes com condições de saúde específicas”, explicou.

Saiba mais sobre o Ambulatório de Atenção à Transexualidade

As ações da unidade destinam-se à pessoa transexual e/ou travesti com demanda para o processo transexualizador, com idade entre 18 e 75 anos, residente de um dos 142 municípios de Mato Grosso.

O usuário com indicação para o processo transexualizador deverá ter o encaminhamento médico da Atenção Primária à Saúde para regulação ao ambulatório, conforme disponibilidade de vagas no Sistema Estadual de Regulação (Sisreg).

A equipe do ambulatório é composta por dois psicólogos, dois assistentes sociais, uma médica clínica-geral, endocrinologista, urologista, psiquiatra e enfermeira. O centro atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, na rua Thogo da Silva Pereira, nº 63, na região central de Cuiabá.

Fonte: Governo MT – MT

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Seduc capacita gestores para aperfeiçoar coleta de informações do Censo Escolar em Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) abriu, nesta terça-feira (23.6), o 2º Encontro Estadual do Censo Escolar de Mato Grosso, reunindo gestores, técnicos municipais, representantes das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e instituições parceiras para alinhar estratégias, aperfeiçoar a coleta de informações e reforçar a importância dos dados na formulação de políticas públicas educacionais. O evento ocorre no Espaço de Eventos da Seplag e segue até quarta-feira (24).

Durante a abertura, o coordenador estadual do Censo Escolar de Mato Grosso, Rodrigo Jacob, destacou que os dados produzidos pelas escolas são fundamentais para orientar decisões e investimentos na educação. “Os dados iluminam caminhos. É por meio deles que direcionamos o trabalho das secretarias municipais, estaduais e das escolas. Este encontro foi preparado com muito cuidado para que todos possam trocar experiências, esclarecer dúvidas e fortalecer ainda mais esse trabalho coletivo”, afirmou.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, ressaltou que a qualidade das informações registradas no Censo Escolar está diretamente ligada à eficiência da gestão pública e ao uso responsável dos recursos destinados à educação. Segundo ela, cada dado fornecido pelas escolas influencia o planejamento de ações voltadas à melhoria do ensino.

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“Quem está na ponta faz toda a diferença. São vocês que garantem a qualidade das informações que chegam ao Estado e ao Governo Federal. Um dado bem preenchido permite políticas públicas mais assertivas, melhora a aplicação dos recursos e fortalece a equidade na educação”, enfatizou a secretária.

Representando o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o auditor público externo Volmar Bucco Júnior destacou que informações confiáveis são indispensáveis tanto para a fiscalização quanto para a construção de soluções que contribuam para a melhoria da educação. “Não existe política pública eficiente sem informação precisa. Além de fiscalizar, o Tribunal tem atuado para induzir boas práticas, promover diagnósticos e colaborar para que os dados sirvam efetivamente à transformação da realidade educacional”, afirmou.

O coordenador do Sistema Informatizado do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Marcos Rogério, lembrou que cada registro realizado pelas escolas representa um estudante e pode impactar diretamente a definição de políticas públicas. “Quando os dados chegam ao sistema, eles se transformam em estatísticas, mas, na escola, cada número representa um aluno. Se um estudante faltar no Censo, nosso trabalho falhou para aquela criança. Cada informação faz diferença”, disse.

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Representando a União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), Simoni Borges reforçou que o preenchimento correto das informações vai muito além do número de matrículas. Segundo ela, detalhes sobre infraestrutura, tecnologia e condições das unidades escolares são essenciais para garantir recursos e elevar a qualidade da gestão educacional.

“O Censo Escolar é a base para definir políticas públicas e investimentos. Precisamos dar a devida importância a todas as informações solicitadas, pois são elas que qualificam os municípios e asseguram melhores condições para atender nossos estudantes”, destacou.

Ao longo dos dois dias de programação, os participantes assistem a palestras, painéis técnicos e estudos de caso sobre análise de dados, educação em tempo integral, educação especial, procedimentos de cadastro e boas práticas no preenchimento do Censo Escolar. A iniciativa busca reduzir inconsistências nas informações, qualificar os registros e fortalecer o uso dos indicadores educacionais no planejamento das redes estadual e municipais de ensino.

Fonte: Governo MT – MT

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