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Antonio Joaquim propõe realização de mesa técnica para solução de conflito na cobrança da tarifa de esgoto em Cuiabá

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Antonio Joaquim propôs a realização de mesa técnica para a solução de conflito relacionado à cobrança da tarifa de esgoto na medida de 90% da tarifa de água em Cuiabá. A proposta foi apresentada como alternativa mais célere e eficaz para pedido de representação de natureza externa feito pelo vereador Diego Guimarães. 

Em reunião realizada nesta terça-feira (18), o conselheiro falou sobre a importância do tema para a população. “É uma discussão sobre questões essenciais. O Tribunal vai ouvir o Poder Legislativo, que já instaurou uma CPI para apurar a questão, ouvir a agência reguladora, a empresa e a Prefeitura, para que se chegue a uma solução, como já aconteceu em outras mesas.” 

Na representação, o parlamentar destaca que a cobrança da tarifa de esgoto é aplicada, supostamente, sem parâmetro e sem a devida quantificação do custo atual do sistema. Alega ainda que as obras realizadas pela concessionária responsável são inadequadas e estão em desacordo com a Legislação. O conselheiro, por sua vez, avaliou que a busca pelo consenso será mais efetiva do que a emissão de uma medida cautelar.  

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Deste modo, serão chamados para compor a mesa técnica representantes da Câmara, do Executivo, da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec), e da concessionária Águas Cuiabá, que presta o serviço. Na sequência, a Corte de Contas apresentará estudo técnico sobre a cobrança da tarifa.  

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

“A mesa técnica terá papel fundamental para o estabelecimento de um parecer técnico-jurídico. Vamos garantir segurança jurídica para a resolução do problema. Já conversei com o conselheiro Valter, que é o presidente da mesa técnica, e vamos, o mais rápido possível, instalar esse procedimento”, pontuou Antonio Joaquim.  

Para o vereador, a medida proposta reforça a responsabilidade e o comprometimento do TCE-MT com a prestação de serviços públicos de qualidade. “Vemos que o trabalho da Câmara traz resultado quando somos recebidos por um Tribunal que tem nos anseios da sociedade um dos seus pilares. Agora esta cobrança será discutida de forma mais ampla, com todos os atores envolvidos.” 

Na ocasião, Diego Guimarães explicou que foram identificadas falhas em obras e no serviço oferecido pela empresa à população, motivo pelo qual o Legislativo instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “O que nós queremos é que a população tenha do seu lado a Justiça, que receba algo condizente com aquilo que ela paga e que a empresa não tenha um lucro abusivo”, concluiu. 

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Ao longo do ano, o Tribunal resolveu conflitos relacionados à continuidade dos contratos firmados para a pavimentação da rodovia BR-174 e à disputa judicial entre a Prefeitura da Capital e as empresas de transporte coletivo. Admitiu ainda mesas relacionadas à continuidade da obra do Sistema Ferroviário Rondonópolis-Cuiabá-Lucas do Rio Verde e à utilização do Sistema de Registro de Preços (SRP).

André Garcia Santana
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
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Fonte: TCE MT

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Novo equipamento da Politec acelera análises de vestígios de crimes sexuais

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Novo equipamento de alta tecnologia foi destinado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para acelerar as análises periciais de DNA forense de crimes sexuais feitas pela instituição.

Denominado QIAcube Connect, o aparelho realiza a extração diferencial, que consiste na separação da mistura de DNA contido nas células espermáticas do DNA presente no corpo da vítima da qual foi realizada a coleta para exames.

Na prática, isso significa que mais amostras genéticas serão processadas em menos tempo, com menos ocorrência de erros humanos e menos chance de contaminações decorrentes de manipulação, agilizando assim a emissão de laudos periciais.

O investimento em tecnologias para o processamento de amostras de crimes sexuais é peça vital no enfrentamento à violência contra a mulher, através da obtenção de evidências forenses, as quais são essenciais para a investigação, condenando agressores e inocentando os não envolvidos.

A obtenção de um perfil genético a partir de vestígios criminais é o objetivo final do processamento laboratorial realizado pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, sendo que diversas etapas anteriores, técnicas e equipamentos são necessários.

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Conforme a coordenadora de perícias de Biologia Molecular, Rosângela Ventura, antes, o procedimento de lavagem diferencial era feito manualmente, o que restringia a capacidade de processamento de apenas de quatro a seis amostras por vez. “Este método demanda várias horas de trabalho e a supervisão constante de um perito forense com destreza e habilidade para a realização do método. A implementação do equipamento permite o processamento de 12 amostras em apenas 90 minutos, sem a necessidade de supervisão constante por um profissional. Essa automação não apenas reduz significativamente o tempo necessário para análise, mas também minimiza as chances de erros”, explicou a perita.

Rosângela pontua, ainda, que foram observados uma redução substancial no tempo de processamento das amostras de crimes sexuais, encurtando-o em até três horas, além de resultados de alta qualidade.

“Cerca de 300 amostras processadas no laboratório são de vestígios de crimes sexuais. Sendo assim, quando falamos de ganho de três horas com o suporte do equipamento, que antes era limitada pelo trabalho humano, nós estamos falando de ampliar essa tecnologia para toda a nossa demanda relacionada aos vestígios de crimes sexuais que possam conter material espermático, que representa a maioria das nossas buscas por DNA no setor”, analisou.

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O equipamento teve o custo de cerca de R$ 250 mil e foi adquirido com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Fonte: Governo MT – MT

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