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Arena Pantanal recebe 12.956 torcedores em vitória do Brasil sobre Canadá na Arena Pantanal

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Embalada por um público pagante de 12.956 pessoas, a Seleção Brasileira de Futebol feminino venceu por 1 gols a 0 o Canadá e sagrou-se campeã, com 100% de aproveitamento, da competição internacional Fifa Séries, disputada entre Brasil, Canadá, Coreia do Sul e Zâmbia. Todas as equipes jogaram entre si. A final, com direito à premiação, foi disputada neste sábado (18.4), na Arena Pantanal, em Cuiabá.


Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O estádio, gerenciado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), foi palco da competição por se enquadrar nos padrões internacionais exigidos pela Fifa. Apesar da pressão brasileira sobre as adversárias ter começado logo aos três minutos do primeiro tempo, com o primeiro chute a gol de Tainá Maranhão, o gol só saiu no início da segunda etapa. Bem posicionada, Aline Gomes aproveitou a oportunidade de balançar a rede pela primeira vez com a camisa da seleção após Kerolin chutar em cima da goleira canadense Sheridan, que não conseguiu segurar a bola.

As brasileiras pressionaram a defesa canadense o maior período de tempo do jogo. As adversárias, por sua vez, tiveram eventuais chutes a gol perigosos no contra-ataque. Com cerca de 40 minutos de jogo, o Brasil ficou com 10 jogadoras após a expulsão de Ary Borges. A defesa brasileira teve trabalho e a goleira Lelê impediu o empate com defesas importantes, selando a vitória brasileira.

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Queridinha da torcida mato-grossense, com assistências decisivas e dois gols no Fifa Series, Kerolin foi escolhida a melhor jogadora da competição. Ainda no primeiro tempo, torcedores gritavam em coro o nome dela, que se mostrou decisiva nas partidas da seleção, ao mesmo tempo em que carrega o peso de suceder a rainha Martha com a camisa número 10.


Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
“Estou feliz porque o grupo trabalhou muito em conjunto. A dona do jogo foi a Aline Gomes, que estava onde tinha que estar. O grupo está de parabéns, fica fácil jogar com muito talento. Estou muito feliz com esse prêmio individual e sinto muito orgulho de conseguir me destacar no meio de tantas craques na Seleção. Mas não posso deixar de falar do coletivo. Fizemos 12 gols, com atletas diferentes. O Brasil vem crescendo muito”, disse Kerolin, eleita também a craque da torcida em votação no Instagram , conforme informações da Confederação Brasileira de Futebol.


Com participação de equipes de continentes distintos, o FIFA Series serve de preparação para a Copa do Mundo de Futebol feminino de 2027, no Brasil. Com investimentos constantes para manter o local dentro dos padrões internacionais exigidos pela entidade máxima do futebol mundial, a Arena Pantanal foi escolhida, dentre outros tantos estádios no país, para sediar a primeira edição da competição intercontinental da Fifa.

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“Estamos preparados para receber jogos e eventos internacionais. Mato Grosso passa por um divisor de águas, com investimentos em qualificação de atletas e equipamentos esportivos que atraem atletas renomados nos cenários nacional e internacional em várias modalidades”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura.

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A equipe comandada pelo técnico Arthur Elias estreou no Fifa series com vitória sobre a Coreia do Sul por 5 a 1, com gols de Ary Borges, Ludmila, Dudinha, Kerolin e Tainá Maranhão. Na sequência, goleou a Zâmbia por 6 a 1. Yasmim, Tainá Maranhão, Angelina, Raíssa Bahia, Kerolin e Vitória Calhau balançaram a rede.

Com a vitória deste sábado, a seleção acumula 100% de aproveitamento, ao vencer todas as partidas da competição disputadas na Arena Pantanal. O Canadá figura em segundo lugar, com apenas a derrota para as brasileiras, seguido por Coreia do Sul na terceira colocação e Zâmbia na quarta.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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