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Artesãs transformadoras de sementes participam da Fit Pantanal pela primeira vez

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Sementes, cascas, escamas de peixe, galhos e até capim são transformados em artesanato nas mãos das artesãs Nair Cassel e Olidina Rodrigues. Pela primeira vez, as artesãs de Sinop e Poxoréu participam da Feira Internacional do Turismo do Pantanal – Fit Pantanal, na Capital. Ao todo, a maior feira turística de Mato Grosso reúne 65 artesãos de 34 municípios. A Fit Pantanal segue até domingo (7), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O evento é gratuito.

De Poxoréu, Olidina Rodrigues em seu estande mostra o que aprendeu ainda na adolescência. Filha de garimpeira, Olidina relembra que enquanto a mãe buscava ouro no garimpo, ela recolhia sementes, cascas de frutos e os transformava em artesanato. Na Fit Pantanal, Olidina comercializa suas mandalas e espelhos, peças que encantam os visitantes com a representatividade da beleza do cerrado de Poxoréu.

“Eu com 15, 16 anos de idade, acompanhava minha mãe no garimpo, ela lavava cascalho. Enquanto ela trabalhava, eu recolhia sementes, galhos de árvores, madeira, capim e confeccionava roupinhas de boneca. Aos poucos fui aperfeiçoando as técnicas, utilizando papelão, mdf para chegar a esse formato de mandala e espelhos. Expor meu trabalho aqui na Fit Pantanal é uma grande oportunidade. Antes de me dedicar apenas ao artesanato, eu fui comerciante, açougueira, e hoje estar nesse evento mostrando o que aprendi junto com a minha mãe, é especial e inesquecível. Essa é a primeira vez que Poxoréu traz sua arte para Fit e estamos muito felizes com os visitantes adquirindo nossa arte”, destacou Olidina.

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Nair Cassel, que veio de Sinop para participar da Fit Pantanal, começou a transformar sementes e cascas de árvores quando trabalhava na lavoura de milho. Ao deixar o campo para ir em busca de melhorias para os filhos na região Central de Sinop, Nair quis inovar em suas peças de artesanato utilizando até escamas do pirarucu para produzir produtos como chaveiros, caminhos de mesa e sinos dos ventos. As sementes e cascas ganharam formas de biojóias e artigos decorativos que deixam o ambiente sofisticado e bem mato-grossense.

“O que mais vendo hoje são os colares de mesa feitos com escama de pirarucu, essas peças estão em alta. Essas escamas, sementes, cascas, capim que utilizamos nos produtos são regulamentados pelos órgãos ambientais e do artesanato do Estado. A Fit Pantanal é uma oportunidade única de trazer o artesanato de Sinop para uma feira internacional, e ainda melhor, a nossa maior feira turística do Estado. O artesanato mudou a minha vida e da minha família e quando vendemos uma peça sabemos que esse produto vai fazer parte de um lugar especial e ainda vai contar um pouco do nosso Mato Grosso. As sementes que não germinam, cascas talvez virariam adubo ou vão para o lixo, nas nossas mãos elas ganham o mundo em forma de arte”, enfatizou.

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A matéria prima utilizada pelas duas artesãs mato-grossenses é repleta da biodiversidade do cerrado, como cascas de pau doce, jatobá, cipó do brejo, olho de boi, escamas de pirarucu, sementes de champanhe, cumaru, dentre outras espécies da flora mato-grossense. O público que comparecer à Fit Pantanal encontrará peças de artesanato indígenas, em madeira, cestaria, cerâmica e também a arte desenvolvida pelas redeiras. A faixa de preço dos produtos varia entre R$ 10 a R$ 800. Tradicional no calendário de eventos turísticos, e considerada a maior feira do setor de Mato Grosso, a Fit Pantanal espera receber mais de 100 mil visitantes. De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, em 2022 o setor de artesanato movimentou a economia em cerca de R$ 500 mil no Estado.

Vem para Fit Pantanal

A Fit Pantanal 2023 “Tudo Isso é seu” tem atrações culturais, rodadas de negócios e 55 oportunidades de capacitação profissional ao público. O Governo do Estado, através da Sedec-MT, injetou R$ 1,2 milhão para a realização da feira.

Além do Governo do Estado e Sistema Fecomércio, a Fit Pantanal 2023 conta com apoio institucional da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), das entidades parceiras como Sebrae-MT e mais 14 instituições apoiadoras.

Confira a programação aqui https://www.fit2023.com.br/

Fonte: Governo MT – MT

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Presidente do TJMT manifesta solidariedade à família de juíza do Rio Grande do Sul

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“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce. Transformar um momento de dor em instrumento de provocação causa indignação e aprofunda o sofrimento de familiares, amigos e colegas de profissão. É preciso preservar a humanidade acima de qualquer divergência”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ao endossar o posicionamento do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE).
O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) vem a público para manifestar irrestrita solidariedade à família da Juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, falecida na última quarta-feira, aos 34 anos, após coleta de óvulos para realização de reprodução assistida.
Lamenta, profundamente, que a indizível dor da família de Mariana tenha sido agravada em razão da falta de empatia, cuidado e respeito por parte do Jornal Folha de S. Paulo, representada por charge assinada, na edição deste sábado (09/05/2026), por Marília Marz.
O CONSEPRE louva o debate público, o controle social sobre as instituições e as liberdades de expressão e de imprensa, por reputá-las imprescindíveis aos regimes democrático e republicano: nenhuma democracia subsiste sem imprensa livre e sem espaço legítimo para crítica institucional.
Tais pilares, entretanto, não podem ser dissociados dos deveres mínimos de civilidade e respeito à dignidade humana. A crítica institucional jamais pode servir de instrumento para banalizar a morte, ridicularizar a dor humana ou desconsiderar o sofrimento de familiares, amigos e colegas profundamente abalados pela perda de uma vida.
A publicação da Folha de S. Paulo ultrapassa os limites do debate público legítimo ao recorrer a uma representação que, além de desrespeitosa, contribui para a crescente desumanização da magistratura brasileira, tratando com insensibilidade um momento de luto e consternação.
Torna-se, ainda, mais grave ao atingir a imagem de uma mulher magistrada recém-falecida, reproduzindo simbolicamente práticas de violência de gênero, incompatíveis com os avanços institucionais e sociais voltados à proteção da dignidade da mulher e ao enfrentamento de toda forma de violência ou discriminação.
Diante disso, o CONSEPRE reafirma sua solidariedade à família de Mariana e a toda a magistratura gaúcha, e espera que a degradação do debate público não persista em romper limites éticos de humanidade e respeito.

Autor: Flávia Borges

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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