MATO GROSSO
Atendimento itinerante incentiva jovens da comunidade Matacavalo ao primeiro voto
MATO GROSSO
No coração da comunidade quilombola Matacavalo, onde a tradição pulsa entre memórias antigas e passos firmes de um povo que resiste, a manhã desta sexta-feira (12.12) ganhou um novo significado. A Justiça Eleitoral realizou um mutirão de atendimento, aproximando direitos, esclarecendo dúvidas e abrindo caminhos para que cada voz seja reconhecida nas urnas. Foram feitos, entre as 8h30 e 15h, aproximadamente 70 atendimentos, coordenados pela 20ª Zona Eleitoral, com sede em Várzea Grande.
Os serviços foram oferecidos na Escola Estadual Tereza Conceição Arruda, que fica a 12 km do município de Nossa Senhora do Livramento, a 43 km de Várzea Grande, onde há Cartório Eleitoral, e a 52 km de Cuiabá, capital do estado. O principal objetivo foi ampliar a coleta biométrica, além de oferecer outros serviços eleitorais à população local. Atualmente, 1.141 pessoas estão aptas ao voto na comunidade Matacavalo, das quais 43 ainda precisavam cadastrar a biometria.
Adenilson Victor Delgado Mendes, é um dos 380 estudantes da Escola Estadual Tereza Conceição Arruda, contemplando desde o Ensino Fundamental, Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Aos 16 anos de idade, ele fez o primeiro título eleitoral e já cadastrou a biometria. “A importância do voto é muito grande, para a nossa sociedade saber que podemos indicar uma pessoa que vai nos ajudar, que vai estar ali na frente dos projetos, da educação. É gratificante, como sempre, poder contribuir com minha própria comunidade, por isso eu vim aqui fazer meu primeiro título”, afirmou o mais novo eleitor da comunidade Matacavalo.
E justamente pensando em incentivar os(as) jovens a tirarem o título, a professora da Escola Estadual Tereza Conceição Arruda, Elimara Joana do Nascimento, aproveitou a oportunidade para fazer a transferência do domicílio eleitoral. “Eu morava em Nossa Senhora do Livramento e votava lá, mas, agora transferi para cá, onde trabalho há mais de 15 anos, e o atendimento foi maravilhoso. Temos que participar da eleição, exercer a cidadania, e procurei o atendimento justamente para motivar os estudantes a participarem também, e eles ficaram entusiasmados”, destacou.
Ildemar Lopes dos Santos, de 54 anos de idade, buscou o mutirão para transferir o domicílio eleitoral. Até então, o título dele estava cadastrado no distrito de Capão Grande, em Várzea Grande, onde morava antes. “Depois, mudei para trabalhar em uma localidade próxima daqui e resolvi transferir, para evitar ter que ir até o Capão só para votar. Fiquei umas duas eleições sem votar, por causa disso, mas agora fiquei sabendo que ia ter o atendimento em Matacavalo e vim aproveitar, porque fica mais fácil. A gente tem que votar, participar da eleição e, também, tem a questão de precisar do CPF regular para outras coisas”, ressaltou ele que atua como serviços gerais em uma fazenda.
Cidadania plena
O juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Marcelo Sebastião de Moraes, explicou que o mutirão é um reforço às ações empreendidas pelo TRE-MT em prol da ampliação do cadastro biométrico em Mato Grosso. “Esta é uma oportunidade de oferecer atendimento àqueles e àquelas que estão mais distantes dos Cartórios Eleitorais. Então, a Justiça Eleitoral vem até essas pessoas para que elas exerçam sua cidadania plenamente, mesmo sendo uma comunidade que tem uma relativa distância de centros urbanos”.
Segundo o diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, o atendimento itinerante é uma missão da Justiça Eleitoral. “Onde tivermos a possibilidade de ir, nós iremos, seja numa aldeia indígena, seja numa comunidade quilombola, ou ribeirinha, enfim, fazemos questão de ir até o eleitor. Às vezes a pessoa não pode ir até a cidade, se deslocar e o mutirão facilita. Só nesta escola, temos mais de mil pessoas votantes e temos muitos jovens, então, foi um trabalho muito interessante do Cartório Eleitoral, envolvido com a Corregedoria e o Tribunal em si, fazer isso para não deixarmos para a última hora, lembrando que o Cadastro Eleitoral fecha em maio de 2026”.
A diretora da Escola, Rosângela de Campos Silva, frisou que a instituição é parceira do TRE-MT. “Estamos de braços abertos para receber a Justiça Eleitoral, que faz um excelente trabalho e dá a oportunidade aos nossos jovens e idosos de exercerem a cidadania. Então, eles podem escolher pessoas que realmente irão ajudar nossa comunidade quilombola, que necessidade ainda de muita ajuda do Poder Legislativo municipal, estadual e até federal. Por isso, precisamos saber escolher quais serão os nossos representantes”.
Jornalista: Nara Assis
#PraTodosVerem: A imagem principal mostra um mutirão de atendimento eleitoral em uma sala simples, onde servidores trabalham em laptops atendendo moradores. Há equipamentos de captura biométrica, com ring lights e webcams, posicionados diante das mesas. Pessoas de diferentes idades estão sendo atendidas individualmente, em um ambiente organizado e voltado ao cadastro ou atualização de dados eleitorais. A segunda imagem mostra uma servidora coletando a digital de um jovem eleitor. A terceira imagem mostra representantes do TRE-MT e da escola, de pé, em um semicírculo formado na sala de aula, conversando, enquanto pessoas são atendidas.
Fonte: TRE – MT
MATO GROSSO
TJMT amplia Rede de Enfrentamento e fortalece proteção às mulheres em Campinápolis
A expansão da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar em Mato Grosso segue avançando, consolidando o trabalho do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na articulação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Nesta sexta-feira (24), uma nova unidade foi instalada no município de Campinápolis, por meio da atuação da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), coordenada pela desembargadora Maria Erotides Kneip.
A Rede tem como principal objetivo garantir uma resposta estatal integrada, superando a fragmentação histórica no atendimento às vítimas. Conforme explica a juíza da Comarca de Campinápolis, Michele Cristina Ribeiro de Oliveira, a proposta é assegurar que a mulher não precise mais percorrer, sozinha, diferentes instituições sem conexão entre si.
“O que se busca é uma atuação articulada e contínua, em que saúde, segurança pública, assistência social, educação e o sistema de justiça atuem de forma coordenada, garantindo prevenção, assistência, proteção e responsabilização, além da reeducação do agressor”, destacou a magistrada.
A iniciativa materializa, no âmbito local, o que já está previsto na Lei Maria da Penha: o enfrentamento à violência doméstica exige ação conjunta entre os entes federativos e suas estruturas. Com isso, o TJMT fortalece sua atuação como indutor de políticas públicas e garante maior efetividade na proteção das vítimas.
Além de integrar serviços, a Rede também atua como um canal institucional de escuta qualificada. Demandas que antes eram tratadas de forma isolada passam a revelar falhas estruturais, permitindo a construção de soluções concretas, como fluxos padronizados, protocolos conjuntos e capacitações intersetoriais.
Na prática, essa atuação integrada resulta em respostas mais rápidas e eficazes, reduzindo a revitimização, a demora no atendimento e a desarticulação entre os órgãos. “Nenhuma instituição sozinha consegue enxergar todo o ciclo da violência. A integração transforma a proteção em realidade concreta”, pontuou a juíza.
Também foi anunciada, durante a instalação da Rede, a implantação do Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência Doméstica e Familiar na comarca. A medida, prevista na Lei Maria da Penha, reforça a atuação do Judiciário não apenas na responsabilização, mas também na prevenção da reincidência.
Os grupos funcionam como espaços de diálogo e conscientização, promovendo a reconstrução de condutas. “Punir sem reeducar é, muitas vezes, devolver à sociedade o mesmo homem. O ciclo da violência só é interrompido quando o Estado atua também na transformação de quem agride”, ressaltou a magistrada.
Mato Grosso se destaca como estado pioneiro na implementação desses grupos, com iniciativas tomadas ainda em 2021, antes mesmo das diretrizes nacionais. A ação está alinhada à Recomendação nº 124/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta os tribunais a instituírem programas de reflexão e sensibilização de agressores.
Com a implantação da unidade em Campinápolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso reafirma seu compromisso com a proteção das mulheres e com a construção de uma Rede efetiva, capaz de transformar realidades e romper ciclos de violência em todo o estado.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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