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Audiência pública amplia gestão do patrimônio público em Alto Garças

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A Promotoria de Justiça de Alto Garças (a 357 km de Cuiabá) realizou, no dia 18 de março, a audiência pública “Gestão e Preservação do Patrimônio Público no Município de Alto Garças”, no Plenário da Câmara Municipal, no âmbito do projeto estratégico “Colmeia – Gestão Patrimonial”. A audiência foi presidida pelo promotor de Justiça Thiago Marcelo Francisco dos Santos e contou com a participação de representantes do Executivo Municipal, do Legislativo e da sociedade civil.A iniciativa integrou o Plano de Ação do projeto estratégico, com o objetivo de promover o diálogo institucional e fortalecer o controle social sobre a adequada utilização, fiscalização e preservação dos bens públicos municipais. A audiência também atendeu ao Procedimento Administrativo de Acompanhamento de Políticas Públicas, instaurado pela Promotoria de Justiça com a finalidade de sistematizar, executar e monitorar as ações previstas no Projeto Colmeia.Durante o encontro, foram apresentados e debatidos os avanços obtidos pelo Município no aperfeiçoamento dos mecanismos de gestão patrimonial. O evento proporcionou um ambiente de escuta qualificada e troca de informações entre o poder público e a sociedade, possibilitando a construção de propostas voltadas à transparência, à conservação dos bens públicos e ao fortalecimento da responsabilidade administrativa.De acordo com o promotor de Justiça Thiago Marcelo Francisco dos Santos, o Projeto Colmeia possui uma proposta pedagógica e preventiva. “Nosso foco é orientar, conscientizar e construir, junto com os gestores e a sociedade, soluções duradouras para a proteção do patrimônio público, que pertence a todos os cidadãos”, destacou.Medidas adotadas – No âmbito do procedimento instaurado, o Ministério Público expediu ofícios à Prefeitura e à Câmara Municipal de Alto Garças para levantamento das medidas adotadas relacionadas à gestão patrimonial.O Executivo Municipal informou a adoção de providências administrativas relevantes, como a criação de comissão responsável pela baixa, registro e controle dos bens públicos, além da designação formal de servidor responsável pela Unidade de Patrimônio, garantindo a centralização e a regularidade das informações no sistema municipal.Já o Legislativo Municipal demonstrou o fortalecimento de seus mecanismos de controle interno, com a edição de portarias que instituíram comissões específicas de inventário, avaliação, reavaliação e depreciação de bens, bem como a apresentação de inventários atualizados e balancetes patrimoniais.Outro ponto destacado foi o investimento na capacitação dos servidores envolvidos com a gestão patrimonial. Foram comprovadas participações em cursos técnicos específicos, que abordaram temas como tombamento, inventário, incorporação e regime jurídico dos bens públicos, tanto no âmbito do Executivo quanto do Legislativo.Dessa forma, conforme ressaltado pelo promotor de Justiça, com a realização da audiência pública e a apresentação do Relatório Conclusivo das Ações Ministeriais, foi constatado o cumprimento integral das metas estabelecidas no Plano de Ação do Projeto Colmeia no município de Alto Garças.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP eleitoral garante perda de mandato de vereador condenado por racismo

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O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Promotoria da 8ª Zona Eleitoral, garantiu a extinção do mandato do vereador Michel Lucas Rocha Souza, de Alto Taquari, após o trânsito em julgado de condenação por injúria eleitoral qualificada e racismo. Condenado a um ano, dois meses e 25 dias de reclusão, em regime aberto, e ao pagamento de 12 dias-multa, o parlamentar teve a decisão tornada definitiva em 14 de maio de 2026, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não conheceu o recurso especial interposto pela defesa.Após ser comunicada oficialmente sobre o trânsito em julgado da condenação, a Câmara Municipal de Alto Taquari instaurou procedimento administrativo interno e concedeu prazo para manifestação do vereador. O Ministério Público Eleitoral, contudo, sustentou que a suspensão dos direitos políticos decorrente de condenação criminal definitiva produz efeitos automáticos, conforme previsto no artigo 15, inciso III, da Constituição Federal.Diante da situação, o promotor de Justiça Eleitoral Elton Oliveira Amaral manifestou-se nos autos e requereu ao Juízo da 8ª Zona Eleitoral a adoção das medidas necessárias para o cumprimento imediato da determinação legal. O MPE argumentou que a extinção do mandato ocorreu automaticamente com o trânsito em julgado da condenação, cabendo à Presidência da Câmara apenas formalizar esse reconhecimento.Na manifestação, o Ministério Público Eleitoral também destacou que a regra constitucional que exige deliberação da respectiva Casa Legislativa para perda de mandato aplica-se exclusivamente aos membros do Congresso Nacional, não alcançando vereadores. Além disso, alertou para a possibilidade de configuração do crime de desobediência eleitoral em caso de descumprimento da determinação judicial.Com base nos fundamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e na decisão da Justiça Eleitoral, o presidente da Câmara Municipal de Alto Taquari declarou a extinção do mandato de Michel Lucas Rocha Souza em 19 de junho de 2026. O ato foi publicado no Diário Oficial nº 29.257, de 22 de junho de 2026, e determinou a convocação imediata do suplente para assumir a vaga.

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Foto: Câmara Municipal de Alto Taquari.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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