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Autoridades locais destacam impacto histórico da Expedição Araguaia-Xingu no atendimento à população

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 Close-up de um homem de chapéu de palha com o braço levantado em uma reunião. Ele usa uma camisa listrada. Há outras pessoas sentadas na plateia ao redor.

A passagem da 7ª Expedição Araguaia-Xingu pelos Distritos de Jacaré Valente e Veranópolis, em Confresa, e de Espigão do Leste, em São Félix do Araguaia, mobilizou lideranças locais e deixou claro o tamanho do impacto social da iniciativa. Para quem vive na região, onde o acesso a serviços básicos exigem longos deslocamentos, a chegada simultânea de órgãos do Judiciário, Executivo e instituições parceiras representa lições de cidadania e dignidade.

Cinco homens de pé, sorrindo, em uma foto ao ar livre. Um usa gravata e os demais, roupas casuais, incluindo camisetas azuis de evento e boné.O promotor de Justiça Brício Britzki, de Porto Alegre do Norte, afirmou ter se impressionado com o caráter humano do atendimento. “Não é só eficiência, é humanização. Aqui, os órgãos públicos estão juntos, acolhendo as pessoas com respeito. Muitas vezes, a solução da vida de alguém está literalmente a uma porta de distância e hoje essas portas estão abertas lado a lado”.

Também presente, o prefeito de Porto Alegre do Norte, Carlos Roberto Tomasetto, destacou que a Expedição leva ao distrito serviços que nem o município consegue oferecer. “Tem órgãos federais aqui que não temos na nossa cidade. Isso resolve muita coisa: aposentadoria, documentação, situações que as pessoas não conseguiriam resolver sozinhas. Estou orgulhoso desse atendimento”.

Já o prefeito de Confresa, Ricardo Luiz Babinski, enfatizou a confiança que o evento despertou na população. “No início, muitos duvidaram que aconteceria. Hoje estão impressionados. Ver o juiz Tony atendendo com carinho, as equipes próximas do povo, tudo muito receptivo… É transformador. Aqui, a demanda é enorme: são mais de 7 a 8 mil pessoas na região”.

Para a secretária de Assistência Social de Confresa, Jeusa Babinski, o impacto é também emocional. “Me emociona ver esse trabalho. Muitas pessoas não têm como chegar até a cidade. A expedição desburocratiza, aproxima e acolhe”.

Já o presidente da Câmara de Confresa, Ederson da Cunha, classificou a ação como “nota 100”. Para ele, a presença do Judiciário aproxima poderes e atende quem nunca conseguiu acessar esses serviços. “Muita gente não tem veículo, não tem dinheiro para ir até a cidade. Isso beneficia toda a região. É a Justiça de Mato Grosso em ação”, declarou.

O subprefeito de Espigão do Leste, Richardson Vick, conhecido como Chay, reforçou a dimensão histórica do evento: “Antes das 8 da manhã e já tínhamos quase 200 pessoas esperando. Muita gente da zona rural nunca teve essa oportunidade. A Expedição vai mudar a vida de muita gente”.

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Enquanto isso, a vereadora por São Félix do Araguaia, Cida Brandão, moradora de Espigão desde 1994, descreveu a ação como “um grande sonho realizado”. Segundo ela, demandas antigas como guarda, pensão, divórcio e documentação finalmente encontram solução perto de casa. “O sofrimento da população é grande e essa iniciativa ajuda muito. Estava precisando demais”, afirmou.

A diretora Elivânia Pereira da Silva, da Escola Municipal de Educação Básica Alberto Nunes da Silveira, onde funcionou os atendimentos em Espigão do Leste, destacou o impacto direto da ação na vida de toda população. “Recebemos famílias de vários estados e muitas chegam sem documentos. A expedição regulariza a vida das crianças e das famílias. É maravilhoso ver a escola como palco disso tudo”.

O investigador Renan Fernandes Vasconcelos, da Polícia Judiciária Civil de São Félix do Araguaia, reforçou o valor da atuação integrada: “Muita coisa se resolve com orientação. Aqui conseguimos imprimir boletim de ocorrência, revisar documentos e encaminhar casos que normalmente a pessoa não teria acesso. É a prova de que, juntos, resolvemos situações que antes pareciam impossíveis”.

Urubu Branco – Durante a segunda etapa da 7ª Expedição Araguaia-Xingu em Confresa, o juiz coordenador, José Antônio Bezerra Filho, também visitou a Terra Indígena Urubu Branco, habitada pelo povo indígena Apyãwa (ou Tapirapé), reafirmando o compromisso do Poder Judiciário com os povos originários da região. Recebido pelas lideranças locais, ele ouviu de perto as demandas da comunidade e acompanhou relatos sobre os desafios enfrentados no acesso à documentação civil. Edmundo, uma das lideranças da aldeia, explicou ao magistrado que muitos indígenas ainda não conseguem regularizar documentos básicos.

Diante disso, a comunidade fez um pedido direto ao magistrado. “Precisamos de uma equipe aqui dentro da aldeia. Tem muita gente sem CPF, sem identidade. A expedição ajuda muito, mas muitos ainda não conseguem sair daqui. Uma ação específica para nós seria essencial”, afirmou Edmundo.

Sensível à demanda, o juiz sinalizou que irá articular para que uma próxima expedição seja realizada diretamente na região indígena, ampliando o alcance dos atendimentos e assegurando que os direitos fundamentais cheguem também a quem vive em terras dos povos originários. Ele explicou o planejamento que torna a ação possível. “Estamos a mais de 150 quilômetros de qualquer comarca. Pensamos tudo para trazer o Judiciário para perto de quem mais precisa. Aqui, um serviço liga ao outro, e problemas que levariam anos são resolvidos em horas”. Ele reforçou que a iniciativa materializa o lema da atual gestão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sob presidência do desembargador José Zuquim Nogueira, que é “Justiça Presente, Cidadania Preservada”.

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Programação – Durante quase duas semanas, a segunda etapa da 7ª Expedição Araguaia-Xingu cruzou as estradas do Vale do Araguaia levando serviços e cidadania a diferentes comunidades da região. Entre 5 e 12 de novembro, as equipes estiveram em três pontos do nordeste mato-grossense — a Agrovila Jacaré Valente e o Distrito de Veranópolis, em Confresa, e o Distrito de Espigão do Leste, em São Félix do Araguaia. Nesse período, além de orientação jurídica, foram ofertados serviços como emissão e atualização de documentos (RG, CPF, Certidão de Nascimento e Título Eleitoral), consultas de saúde, vacinação, exames de vista e atividades recreativas e educativas.

Parceria – A iniciativa foi coordenada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, com estrutura de serviços do próprio Judiciário por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur), Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e Juizado Volante Ambiental (Juvam).

Também integraram a ação uma ampla rede de parceiros: Defensoria Pública, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Ministério Público de Mato Grosso, Politec, Justiça Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Judiciária Civil (PJC), Companhia de Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Saúde (SES), Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Somaram-se ainda a Receita Federal, Caixa Econômica Federal, INSS, Assembleia Legislativa, Exército Brasileiro, prefeituras dos municípios atendidos e parceiros privados, como Aprosoja, Energisa, Paiaguás Incorporadora e Bom Futuro.

Autor: Talita Ormond

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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STJ lança curso nacional sobre equidade racial na Justiça

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Começam no próximo dia 05/05 as inscrições para o “Curso Nacional sobre os Enunciados de Equidade Racial: Aplicação Prática”, uma iniciativa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que busca ampliar, em todo o país, a formação sobre equidade racial no sistema de Justiça. Gratuito, online e autoinstrucional, o curso tem carga horária de 12 horas e oferece certificado de conclusão.
O objetivo é mostrar, de forma prática, como aplicar no dia a dia do Direito os chamados enunciados de equidade racial — orientações construídas por especialistas que ajudam a interpretar a lei, considerando as desigualdades raciais ainda presentes na sociedade brasileira. Os enunciados funcionam como referências para decisões mais justas, contribuindo para evitar discriminações e aprimorar a análise de casos concretos.
O curso apresenta os 49 enunciados elaborados pelo Conselho da Justiça Federal (CJF), organizados em módulos temáticos. O conteúdo foi desenvolvido a partir dos debates da I Jornada da Justiça Federal pela Equidade Racial e agora ganha versão online para alcançar um público mais amplo.
A formação, realizada pelo Centro de Formação e Gestão Judiciária (CEFOR) do STJ, é voltada a profissionais do sistema de Justiça, estudantes e todas as pessoas interessadas no tema. Com formato flexível, pode ser realizada no ritmo de cada participante.
Inicialmente, a versão de 12 horas foi disponibilizada prioritariamente para magistrados, com alta procura teve e lista de espera. A primeira turma está em fase de conclusão e já é considerada um sucesso, abrindo caminho para a ampliação do acesso ao público geral.
A iniciativa tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e dialoga com o Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial e com o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial do Conselho Nacional de Justiça, reforçando o compromisso institucional com a promoção da igualdade e o enfrentamento do racismo.
Versão resumida
Além da formação completa, o STJ também disponibilizou uma versão resumida do curso, com duração de uma hora, acessível no canal do tribunal no YouTube. A iniciativa amplia o alcance do conteúdo e já contabiliza 1150 acessos e pode ser vista no link https://www.youtube.com/watch?v=WUBXk_-SuWA
O curso será traduzido para o espanhol e compartilhado no âmbito da Rede Ibero-americana de Escolas Judiciais, fortalecendo a cooperação internacional e ampliando o debate sobre equidade racial no sistema de Justiça para outros países.
As inscrições estarão disponíveis no link: https://ead.stj.jus.br/course/view.php?id=613
Assessoria de Comunicação STJ

Autor: Assessoria

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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