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Bope aumenta apreensões de drogas em 60,9% e causa prejuízo de mais de R$ 54,7 milhões ao crime em 2025

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Ações ostensivas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar de Mato Grosso resultaram na apreensão de mais de 2,2 toneladas de drogas, em todo o ano de 2025. O número é 60,9% maior que o acumulado do ano de 2024, quando 1,4 tonelada foi retirada de circulação, e causou prejuízo total de mais de R$ 54,7 milhões às facções criminosas.

Os dados foram divulgados pelo setor administrativo do Bope e reforçam a atuação do Batalhão no combate ao tráfico de drogas. Entre as mais de 2,2 toneladas de entorpecentes apreendidas, cerca de 1 tonelada foram da substância cloridrato de cocaína e mais de 800 quilos de maconha. Também foram retiradas de circulação drogas como skank (supermaconha) e pasta base de cocaína.

O comandante do Batalhão de Operações Especiais, tenente-coronel Hugo Roberto Silva Reis, destaca que o aumento das apreensões são resultado da dedicação dos policiais da unidade no trabalho promovido pelo Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas do Governo do Estado.

“Durante todo o ano estivemos alinhados com as diretrizes do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas e nos unimos em dar essa resposta de combate ao crime para a população. O Bope atua em ocorrências de alta complexidade e nisto conseguimos retirar de circulação um alto número de entorpecentes e materiais ilícitos em ações integradas com as forças de segurança, além da captura de faccionados, foragidos da Justiça e todos àqueles que tentaram contra a segurança pública”, afirma o tenente-coronel.

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O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, ressalta ainda os investimentos realizados pelo Governo do Estado e a confiança da população na unidade.

“O Bope é um Batalhão que tem o respeito da nossa população, pois executa um trabalho nas ocorrências mais complexas e com máxima efetividade. Isso é possível graças aos investimentos do Governo e Secretaria de Segurança Pública, que deu armas modernas e de grande calibre e equipamentos tecnológicos, para que o Bope esteja a frente dessas apreensões de drogas, tentativas de novo-cangaço e todo o combate às facções, que não obtém êxito graças ao excelente trabalho dos nossos policiais”, enfatiza o coronel Fernando.


Entre as grandes ocorrências destacam-se a apreensão de 420 quilos de cocaína, na Serra da Petrovina, na BR-364, em ação integrada com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Federal, em janeiro. As drogas estavam escondidas em um caminhão frigorífico e um homem foi preso em flagrante.

No mês de agosto, o Bope em conjunto com outras equipes da Polícia Militar, Gefron e Polícia Federal apreendeu 455 quilos de pasta base de cocaína, no fundo falso de uma carreta, em Alto Garças. Um casal foi preso em flagrante.

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Ainda no trabalho ostensivo, os policiais do Bope atuaram em 88 ocorrências e fizeram a prisão de 101 pessoas em flagrante, incluindo 27 foragidos da Justiça com mandado de prisão em aberto. Também foram apreendidas 25 armas de fogo e 22 veículos com irregularidades.


Além disso, o Batalhão de Operações Especiais foi atuante na capacitação e instrução de 1.381 policiais militares de Mato Grosso e de outros Estados. Foram realizados cursos de sobrevivência policial e noções de policiamento rural para alunos do 33º Curso de Formação de Soldados. Curso de Táticas Policiais Avançadas e de Cães Detectores de Drogas para agentes de Mato Grosso e outros Estados.

Em setembro de 2025, também foi realizada a formatura do 5º Curso de Operações Especiais (Coesp), que formou seis policiais da PM de Mato Grosso, Rondônia e Amapá. O curso mais exigente da PM, aconteceu ao longo de 125 dias e formou os seis novos “caveiras de fogo”.

Fonte: Governo MT – MT

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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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