MATO GROSSO
Cáceres sedia 4ª edição do TJMT Inclusivo em evento gratuito e aberto ao público
MATO GROSSO

O evento, que permanece com as inscrições abertas, será realizado de forma híbrida, presencialmente e pela plataforma Teams, e contará com carga horária de 24 horas. A iniciativa tem como objetivo capacitar magistrados, servidores, profissionais da área da saúde e educação, além de familiares, estudantes e a sociedade em geral, para promover a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e incentivar práticas inclusivas no cotidiano e também no âmbito do Poder Judiciário.
A vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, destaca que o projeto representa uma oportunidade fundamental de formação e troca de experiências, voltada para diferentes públicos.
Segundo a magistrada, a capacitação busca preparar magistrados para compreenderem aspectos legais e sensíveis em processos judiciais que envolvam pessoas com TEA, ao mesmo tempo em que fomenta a inclusão social, o respeito à neurodiversidade e a legislações específicas, benefícios sociais e recursos de apoio.
A programação terá início às 8h, com credenciamento dos participantes, e a abertura oficial contará com a presença da desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho e do juiz diretor do Fórum de Cáceres, José Eduardo Mariano. Ao longo do dia, os participantes assistirão oito palestras conduzidas por especialistas renomados e também por famílias atípicas que compartilharão suas vivências.
Entre os destaques estão a performance artística da escritora e servidora do TJMT Ceila Mônica de Moura, que abrirá a programação, a palestra “Lugar de autista é onde ele quiser estar”, com o ativista Nicolas Brito Sales, a exposição da doutora em neurociências Anita Brito sobre inclusão social e neurodiversidade, além da fala do neurologista pediátrico Marino Miloca a respeito das atualizações sobre o autismo e seus impactos na sociedade.
No período da tarde, o público acompanhará ainda debates sobre tratamento, acolhimento, experiências familiares e, no encerramento, uma análise sobre o TEA sob a ótica dos tribunais, ministrada pelo juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Antônio Veloso Peleja Júnior, e pela juíza Renata Do Carmo Evaristo Parreira.
Em sua quarta edição, o TJMT Inclusivo já passou pelas comarcas de Sinop, Sorriso e Cuiabá, consolidando-se como um espaço de reflexão e capacitação que coloca em prática as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva a adoção de medidas de acessibilidade e inclusão para que a Justiça se torne mais eficaz e próxima da sociedade. A edição em Cáceres dá continuidade a esse compromisso, reunindo especialistas, famílias e operadores do Direito em um mesmo espaço de aprendizagem.
Acesse este link e confira a programação completa.
Leia mais
Capacitação em Autismo terá palestras com especialistas da Saúde e do Direito e famílias atípicas
Judiciário de Mato Grosso promove evento de capacitação e conscientização sobre autismo em Cáceres
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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