MATO GROSSO
Cadeia Feminina de Nova Xavantina finaliza etapa do Reconstruindo Sonhos
MATO GROSSO
A Cadeia Pública Feminina de Nova Xavantina (a 645 km de Cuiabá) concluiu a primeira fase do Projeto Reconstruindo Sonhos, iniciativa que tem como propósito promover a reinserção social de mulheres privadas de liberdade por meio da valorização pessoal e da qualificação profissional, contribuindo diretamente para a redução da reincidência criminal. O projeto é desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal (CAO-EP).O evento de encerramento ocorreu no dia 13 de março e contou com a presença do promotor de Justiça Fabio Rogério de Souza Sant’Anna Pinheiro, responsável por acompanhar e incentivar a implementação da iniciativa na unidade prisional. Para o membro do Ministério Público, ações como esta representam um avanço significativo na construção de novas perspectivas de vida dentro do ambiente carcerário.Esta foi a terceira turma do projeto realizada na Cadeia Pública Feminina do município, reforçando a continuidade e a relevância da proposta entre as reeducandas. Ao todo, 10 mulheres participaram desta edição, que teve como eixos centrais o diálogo, a escuta ativa e o fortalecimento emocional e pessoal das participantes.As atividades da primeira fase foram conduzidas por duas voluntárias da região, que se dedicaram a compartilhar conhecimento, mediar reflexões e estimular a autoestima das reeducandas. A participação voluntária tem sido um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento do projeto, fortalecendo o vínculo entre a comunidade e o sistema prisional.A segunda etapa do Reconstruindo Sonhos já está planejada e incluirá um curso de Pintura em Tela, também ministrado por uma voluntária. A proposta é ampliar as atividades educativas e artísticas, oferecendo novas formas de expressão, criatividade e aprendizado, além de oportunizar o desenvolvimento de habilidades que podem contribuir para o processo de ressocialização.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MATO GROSSO
Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.
Fonte: Ministério Público MT – MT



