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Capacitação do TJMT aprimora eficiência nas rotinas das secretarias judiciais

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A busca por maior organização, clareza nos procedimentos e eficiência no andamento processual marcou as atividades da Turma 3 da Etapa II da Capacitação e Atualização em Atos da Secretaria das Varas Cíveis e Criminais, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta quinta-feira (05).

A Etapa II ocorre desde o dia 04 e segue até o dia 25 de março, reunindo também servidores das Varas de Fazenda Pública, Juizados Especiais e equipes da Central de Processamento Eletrônico (CPE).

O objetivo é aprimorar a organização interna das unidades judiciais, oferecendo ferramentas para tornar os fluxos de trabalho mais claros, seguros e previsíveis, além de incentivar a reflexão crítica sobre rotinas que podem ser simplificadas com apoio da tecnologia.

Formação voltada à prática do dia a dia

Os participantes acompanharam aula com o gestor da 14ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá e instrutor da turma, Juliano Emanuel Bittencourt Camargo Barroso, que destacou que a capacitação busca compartilhar boas práticas construídas a partir da realidade das secretarias.

Segundo ele, a formação é resultado de um processo iniciado na Etapa I, voltada aos gestores das unidades judiciais. Nessa fase foram reunidos enunciados e sugestões práticas que agora estão sendo apresentados aos servidores.

“O objetivo é apresentar boas práticas para melhorar a rotina diária da Secretaria Criminal, orientando quanto a procedimentos e padronizações e buscando sempre a eficiência e a economicidade das etapas do processo”, explicou o instrutor.

Entre os temas discutidos estão a revisão de rotinas administrativas, padronização dos atos de secretaria e análise crítica de procedimentos que, ao longo do tempo, passaram a ser realizados de forma automática, mesmo quando já não são necessários.

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Um exemplo citado durante a capacitação foi o lançamento de informações em sistemas externos em casos de sentenças absolutórias, prática que muitas vezes continuava sendo feita por hábito, mesmo sem necessidade.

Tecnologia como aliada da gestão

A capacitação também apresentou aos participantes o uso de ferramentas tecnológicas e de inteligência de dados para apoiar a gestão das unidades judiciais. Entre os exemplos discutidos está o uso de painéis de Business Intelligence (BI) e soluções desenvolvidas internamente no Tribunal, como a OmnIA, ferramenta criada por servidores para apoiar a análise de informações processuais.

Segundo Juliano Barroso, essas tecnologias permitem que as secretarias atuem de forma mais estratégica diante do alto volume de processos. “Hoje temos um grande acervo processual e um número limitado de servidores. A tecnologia e a padronização ajudam a racionalizar o trabalho e direcionar a atuação para aquilo que realmente é necessário naquele momento”, afirmou.

Ele destacou ainda que o uso de inteligência artificial pode auxiliar na análise de processos complexos, como a identificação de citações ou a extração de dados relevantes em documentos extensos, sempre com a supervisão humana.

Investimento contínuo na capacitação

Para os participantes, a iniciativa reforça o compromisso institucional do TJMT com o desenvolvimento profissional dos servidores.

A assessora de gabinete Aryanne Louize Parraga Campos, que atua na Central de Processamento Eletrônico (CPE), destacou que o curso contribui diretamente para a rotina de trabalho nas secretarias. “É maravilhoso, porque a dinâmica que a gente precisa aprender está dentro da secretaria. A didática aplicada aqui amplia o conhecimento e ajuda a alinhar procedimentos que muitas vezes a gente não conseguia compreender plenamente. É um divisor de águas para quem atua na área criminal”, afirmou.

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O analista judiciário da 14ª Vara Criminal, Allan Francisco Silva Campos, também ressaltou o impacto positivo das capacitações promovidas pelo Tribunal. “É uma grande oportunidade de aprendizado e de troca de experiências entre os servidores. Esse tipo de formação nos qualifica e contribui diretamente para melhorar o serviço prestado aos jurisdicionados”, disse.

Alinhamento com políticas nacionais

A capacitação integra as ações formativas previstas pela Resolução nº 192/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta os tribunais brasileiros a investirem no desenvolvimento contínuo de magistrados e servidores.

Com iniciativas como essa, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso busca fortalecer a qualificação de suas equipes e aprimorar a prestação jurisdicional, garantindo maior eficiência, padronização e qualidade no atendimento à sociedade.

Confira também:

Capacitação em atos processuais agiliza prestação de serviços do Judiciário de MT

Atualização técnica reúne servidores para aprimorar rotinas das secretarias judiciais no TJMT

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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