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Centro Judiciário de Cáceres realiza Círculo de Paz com líderes comunitários e representantes da OAB

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Líderes comunitários e representantes da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Cáceres participaram de um Círculo de Construção de Paz, na última sexta-feira (29 de setembro). A atividade foi promovida pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e ocorreu no Fórum da Comarca.
 
A iniciativa partiu do Poder Judiciário local, que convidou os representantes para conhecerem a metodologia. Os círculos de paz são uma ferramenta da Justiça Restaurativa, que consistem na criação de um espaço seguro para reflexão e troca de experiências que, de forma orientada, permite a construção de relacionamentos, a tomada de decisões e resolução de conflitos de forma eficiente.
 
Tendo em vista que esse foi o primeiro contato dos participantes com o processo circular, a opção foi pela realização de um Círculo de Apresentação. Esse modelo prima por esclarecer como funciona a metodologia, as etapas e o propósito.
 
A condução da atividade ficou a cargo das facilitadoras, Veronice Cardi e Adriana Del Castanhel, que escolheram como tema o autocuidado.
 
Veronice, que é psicóloga credenciada no Cejusc de Lucas do Rio Verde, ressaltou a importância de disseminar os círculos de paz em todas as esferas. “Na sociedade atual, com as crises sociais e emocionais que vivenciamos, poder plantar essa sementinha da paz é muito importante”.
 
Apesar de não conhecerem o processo, a facilitadora avalia que foi grande o engajamento dos participantes. “Como a proposta era um Círculo de Apresentação, muitos acreditaram que só conheceriam o método e não que participariam efetivamente. Mas eles saíram de lá animados para disseminar a proposta dos círculos e manifestaram interesse em participar novamente”, explicou.
 
Essa foi a primeira vez que Luiz Camilo Nunes, representante da OAB, teve contato com a ferramenta. Ele se interessou pela proposta de ser um espaço que favorece o diálogo e a reflexão, criando empatia e, consequentemente, diminuindo conflitos. “Achei um método muito interessante, pois resolve os problemas levados por cada um na roda, de forma participativa. Todos podem contribuir com o outro”, acrescentou.
 
Os círculos são movimentados, principalmente, pelas histórias de vida compartilhadas, que convergem para um consenso ou que resultam em múltiplas possibilidades de análise sobre o assunto em questão.
 
Para assegurar a participação democrática, baseada na horizontalidade das relações, a metodologia é composta por cinco elementos: as cerimônias de abertura e fechamento, que representam um convite ao desligamento das preocupações externas durante o período e celebram o esforço do grupo que se permitiu a vivenciar os desafios propostos pela dinâmica; as orientações que garantem a criação de um espaço seguro para a expressão autêntica e o alinhamento das expectativas; o objeto da palavra, que passa por todos os participantes da roda sequencialmente transferindo o direito de fala àquele que está em sua posse; o facilitador, que é responsável por orientar todo o processo; e o processo decisório ou consensual, nos casos em que o círculo tem como propósito uma tomada de decisão que atenda às necessidades dos participantes.
 
Para o advogado, o método é de grande valia no dia a dia da profissão no campo do Direito. “Acredito que o dialogo, nos dias atuais, está cada vez mais precário e a proposta de mostrar suas fragilidades cria empatia entre as pessoas e, consequentemente, diminui os conflitos. Assim é de grande valia a aplicação do método nos conflitos judiciais”, concluiu.
 
Adellisses Magalhães
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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