MATO GROSSO
Circuito gratuito de espetáculo selecionado em edital da Secel leva palhaçaria a espaços culturais e comunitários de Cuiabá
MATO GROSSO
O Grupo Tibanaré realiza, a partir desta sexta-feira (31.10), um circuito gratuito do espetáculo Taichibanana, um solo de circo contemporâneo com palhaçaria e participação ativa da plateia. A temporada inclui seis apresentações distribuídas entre espaços culturais, universitários e comunitários de Cuiabá.
O projeto é contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Viver Cultura – Expressões Artísticas, que conta com recursos da Lei Paulo Gustavo. As sessões são gratuitas ou com bilheteria social (2 litros de leite) e contam com bate-papo pós-espetáculo, além de ações de acessibilidade em Libras e audiodescrição.
O espetáculo traz o solo do ator e palhaço, Jefferson Jarcem, que aborda, com humor e lirismo, temas atuais, como alimentação enquanto cultura e status, padrões de corpo, consumismo e impacto ambiental. A interação entre artista e plateia transforma o público em parte ativa da cena, promovendo um jogo coletivo de humor e autorreflexão.
Em quadros cômicos e jogos participativos, o público se torna coautor da cena, vivenciando de perto hábitos urbanos, rituais de controle do corpo e contradições do consumo, sem perder o vínculo afetivo e o humor característicos do Grupo Tibanaré.
Fruto de uma pesquisa continuada em palhaçaria no contexto do circo contemporâneo, Taichibanana estreou em 2018 e vem circulando por mostras e festivais, sempre valorizando a relação direta entre artista e plateia.
Confira a programação desta temporada:
31 de outubro, às 19h: Casarão das Artes (Pedra 90) – Ingressos no local
1º de novembro, às 19h: Centro de Cultura Popular (Parque Georgia) – Ingressos no local
13 de novembro, às 17h: UFMT – Bloco de psicologia (apresentação para alunos e professores) – Ingressos no local
14 de novembro, às 19h: UFMT – Bloco de psicologia – Ingressos no local
21 e 22 de novembro: Cine Teatro Cuiabá – ingressos disponíveis pela internet a partir do dia 3/11
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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