MATO GROSSO
Com equipe 100% de MT, SES realiza 13ª captação de múltiplos órgãos deste ano
MATO GROSSO
A Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), realizou mais uma captação de múltiplos órgãos no Hospital Municipal de Cuiabá, neste domingo (2.11). Essa foi a 13ª realizada pelo Estado neste ano, igualando ao total alcançado em 2024.
O procedimento teve início às 10h28 e terminou às 14h22, com a captação de um fígado, dois rins e uma córnea.
“Esta foi a primeira captação de múltiplos órgãos em que a equipe captadora é de Mato Grosso, tanto para a retirada de órgãos quanto de córneas. Esse é um feito a se comemorar pelo ineditismo e pelos avanços perceptíveis em nosso Estado”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Além da Central Estadual de Transplantes (CET), também participou da ação o Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Já a equipe captadora é do Hospital São Mateus e do Banco de Olhos de Cuiabá.
Segundo a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, é preciso reconhecer o empenho de todos os profissionais envolvidos e também a solidariedade de uma família enlutada, que consentiu com a realização da captação de órgãos para salvar vidas.
“A Secretaria tem investido na capacitação de profissionais das unidades captadoras para a conscientização e ampliação do transplante. Neste ano, nas 13 captações de múltiplos órgãos realizadas, a Central captou 20 rins, nove fígados e um coração”, explicou Fabiana.
Conforme a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, com este ato de amor será possível contemplar quatro pacientes que aguardam por um transplante.
“Quem quiser ser um doador de órgãos deve comunicar aos seus familiares sobre esse desejo. Assim, poderemos fazer ainda mais captações em Mato Grosso. Esse gesto transforma a vida das pessoas que aguardam por um transplante”, avaliou Anita.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Servidores e suas histórias são o rosto do Judiciário
Mais do que decisões e processos, é no atendimento diário ao cidadão que o Judiciário revela sua verdadeira dimensão. Na escuta atenta, na orientação paciente e na busca por soluções, servidores transformam rotinas administrativas em experiências que marcam quem chega ao fórum em busca de Justiça.
São profissionais que acompanharam a instituição crescer, se modernizar e se tornar referência nacional, mas que reconhecem que o maior resultado do trabalho não está apenas nos avanços estruturais ou nos reconhecimentos institucionais. Ele se manifesta nas pequenas histórias do cotidiano, quando alguém sai dizendo que foi ouvido, que entendeu seus direitos ou que conseguiu resolver um problema.
O que sustenta uma instituição pública são pessoas
Na Comarca de Barra do Bugres, histórias como as de Ana Heloisa Sachuk, Ângela Lopes da Silva, do oficial de Justiça Pedro Bernardo do Nascimento, o Pedrão, de Rosimari Rita de Vasconcelos, mostram que o Judiciário é resultado de trajetórias marcadas por permanência, dedicação e propósito.
Prestes a completar 40 anos de atuação no Judiciário, a gestora geral da Comarca de Barra do Bugres, Rosimari Rita de Vasconcelos Barros, carrega na trajetória a experiência de quem acompanhou profundas transformações institucionais sem perder de vista aquilo que considera essencial: o cuidado com as pessoas. Ao longo de quatro décadas, viu o sistema evoluir, a estrutura se modernizar e os procedimentos se tornarem mais ágeis.
Ela explica que a gestão vai muito além das atividades administrativas. Envolve desde a condução de equipes até a organização de toda a estrutura física do fórum, além da coordenação de eventos complexos, como as sessões do Tribunal do Júri, que exigem planejamento detalhado e execução precisa.
Segundo Rosimari, esse nível de organização só é possível porque há um preparo antecipado e uma cultura de responsabilidade já incorporada pelos servidores. “Hoje, a gente quase não precisa cobrar, porque todos já sabem como deve ser feito”, explica, destacando que a gestão também se preocupa em garantir as condições necessárias para que o trabalho seja bem executado.
Mas, para além da estrutura e dos processos, é na gestão de pessoas que está o maior desafio. Com sensibilidade, ela conta que o dia a dia exige atenção constante ao aspecto emocional dos servidores. “Só pelo olhar, você já percebe quando alguém não está bem”, relata. Nessas situações, o diálogo individual se torna essencial para compreender se a dificuldade é pessoal ou profissional e oferecer o apoio necessário.
Esse olhar humano também se reflete diretamente no atendimento ao público. Em uma comarca marcada por forte presença da população rural, muitos cidadãos chegam ao fórum, inseguros, sem informação e, muitas vezes, com medo. “Quando falam ‘fórum’, muita gente já entra aqui tremendo”, afirma. Por isso, ela reforça constantemente com as equipes a importância de acolher, orientar com clareza e acompanhar o cidadão sempre que necessário, mesmo quando a demanda não é de competência direta do Judiciário.
Uma vida dedicada ao Judiciário
A trajetória da auxiliar judiciária Ângela Lopes da Silva é um retrato da transformação e do fortalecimento do Judiciário mato-grossense ao longo das últimas décadas. Servidora há 37 anos no Fórum da Comarca de Barra do Bugres, ela acompanhou a modernização dos serviços, a digitalização dos processos e a ampliação do acesso da população à Justiça, mudanças construídas coletivamente e que contribuíram para o reconhecimento nacional conquistado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em 2025, com o Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade.
Ao relembrar o início da carreira, a servidora destaca o contraste entre o passado e o presente. “Eu trabalhei muito com aqueles papéis que a gente carregava, transportava, encadernava. Era uma montanha de processos físicos”, recorda. Hoje, inserida em um ambiente praticamente 100% digital, ela reconhece os avanços que tornaram o trabalho mais ágil e eficiente, além de alinhado a práticas mais sustentáveis.
Atualmente atuando no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Ângela vivencia uma Justiça mais próxima do cidadão, voltada à conciliação e à resolução mais rápida das demandas. Mesmo com a dificuldade de traduzir em palavras todas as mudanças que presenciou ao longo dos anos, ela resume sua trajetória destacando a evolução institucional. “Vi, sim, a evolução da Justiça”.
Com mais de 20 anos de dedicação ao Judiciário, a gestora do Cejusc de Barra do Bugres, Ana Heloisa Sachuk, se emociona ao falar sobre o trabalho. Para ela, permanecer por tantos anos no serviço público está diretamente ligado ao amor pela profissão. “A gente faz o que gosta, o que ama. Se a gente não gosta e não ama, a gente tem que deixar para quem gosta. O nosso serviço é isso. Você tem que gostar. Se você não gosta, você não vai conseguir nem sobreviver aonde você está”, diz.
A escuta
É no atendimento diário que se constrói a imagem do Judiciário para a população: na orientação paciente, na explicação simples, na escuta atenta e no cuidado com quem chega ao fórum muitas vezes inseguro, perdido ou em meio a um conflito.
Com quase quatro décadas de serviços prestados ao Judiciário como oficial de Justiça, Pedro Bernardo do Nascimento também não pensa em parar. Aos 66 anos, ele conta que viu o Judiciário mudar completamente ao longo do tempo, das máquinas de escrever às intimações por celular, mas afirma que uma coisa continua igual: a necessidade de lidar com pessoas. “Você vai conversar com um cidadão, você tem que saber conversar”, resume.
Ele lembra do início da carreira, quando fazia intimações de bicicleta, e de como as ferramentas mudaram o trabalho ao longo dos anos, mas reforça que o mais importante continua sendo o contato humano.
“Eu acho que a minha casa é aqui no Fórum. A outra eu só vou dormir e volto para cá. Eu gosto e tenho orgulho de servir o Judiciário. Se não gostasse, eu não ficaria 40 anos”, afirma.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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