CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Comarca de Sorriso abraça campanha Livro para ser livre – a ressocialização pela leitura

Publicados

MATO GROSSO

Magistrados(as) e servidores(as) do Fórum da Comarca de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá) abraçaram a Campanha “Livro para ser livre – A ressocialização pela leitura”. Já nos primeiros dias o ponto de coleta, instalado na recepção do fórum, recebeu cerca de 100 obras doadas pelo público interno.
 
A iniciativa de arrecadar obras literárias para serem distribuídos às unidades prisionais de Mato Grosso é da Justiça estadual, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário de Mato Grosso (GMF), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
 
A gestora administrativa do fórum, Janaina Stuani, aprovou e contribuiu com a ação. “Esta é uma excelente iniciativa. A campanha de livros pode mudar a vida dos reeducandos. Esses livros irão fazer com que eles ocupem a mente, vão fazer com que consigam se transformar, com conhecimentos e melhorar a convivência. “Doei alguns livros de autoconhecimento, uns livros jurídicos também da época da faculdade, foi de grande valia para mim e com certeza será para eles também”, afirmou.
 
A juíza da 1ª Vara Criminal de Sorriso e corregedora do Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS), Emanuelle Chiaradia Navarro Mano, agradeceu o empenho de magistrados(as) e servidores(as) ao aderirem à campanha. “Assim que o projeto foi divulgado já recebemos as primeiras doações. Não chega a ser uma novidade para mim, pois nosso público é receptivo aos projetos propostos pelo Tribunal de Justiça. E dessa maneira estamos dando exemplo para que toda a sociedade contribua”, avaliou a magistrada.
 
O juiz diretor do Foro de Sorriso, Érico de Almeida Duarte, lembrou que a campanha é aberta ao público externo. “O judiciário está bem empenhado, mas sozinho conseguimos muito pouco, então a ideia é estender paras outras entidades para que consigamos cada vez mais arrecadar livros diversos para distribuir para os reeducandos.”
 
O diretor da unidade prisional de Sorriso, Enilson de Castro, informou que atualmente 259 pessoas privada de liberdade vivem no CRS. Desse total 110 estudam e 74 participam de projetos de trabalho intra e extra muro. A princípio, serão selecionados 10 reeducando para participarem do projeto de ressocialização pela leitura. “Além de querer participar, o reeducando precisa ter sido condenado, ter cumprido um sexto da pena, saber ler e ter bom comportamento. Após a seleção ele irá receber a obra e tem 15 dias para fazer a leitura e uma resenha”, informa.
 
A unidade conta com uma pequena biblioteca, com cerca de 200 títulos a campanha irá reforçar este acervo. “Um recuperando que está ali no recinto carcerário e tem a possibilidade de participar de projetos sociais, principalmente de educação passa por uma transformação. Pela minha experiência, a leitura e o estudo são ferramentas pelas quais recuperamos a maioria dos recuperando dentro do CRS”, contextualiza
Pontos de coleta
 
A campanha de arrecadação de livros foi estendida e segue até dia 30 de novembro. Além de Sorriso há pontos de coleta espalhados pelos Fóruns de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Sinop, Diamantino, Barra do Garças, Tangará da Serra, Primavera do Leste e Rondonópolis.
 
Os pontos de coleta também foram instalados na recepção OAB-MT, da SESP-MT, da União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc MT) e da Igreja Batista Nacional do Cristo Rei, em Várzea Grande.
 
Drive thru
 
Na Capital, as doações podem ser entregues pelo sistema drive thru na sede do Tribunal de Justiça. O sistema funciona de forma rápida e prática, na entrada do estacionamento de visitantes, pela Rua C do Centro Político Administrativo, das 12h às 19h. Também é possível depositar as doações em caixas coletoras que estão dispostas na recepção central, no restaurante, no Anexo Desembargador Antônio Arruda e na Escola dos Servidores.
 
Os livros arrecadados, além de possibilitar a melhoria e aumento do acervo das bibliotecas das unidades penais, serão utilizados como incentivo à leitura e estudos para homens e mulheres que estão em situação de privação de liberdade.
 
Remição pela leitura
 
Os(as) reeducandos(as) têm o direito de ler 12 livros por ano e, com isso, garantir a redução de 48 dias de pena. A opção foi introduzida por meio da Recomendação n.44/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e regulamentada pela Resolução CNJ 391/2021.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Foto vertical colorida do ponto de coleta de livros no Fórum de Sorriso. Imagem 2: Foto horizontal colorida da juíza Emanuelle e do diretor do CRS falando sobre a campanha. Imagem 3: Foto horizontal colorida do juiz diretor do fórum folheando um dos livros doados. Imagem 4: Foto horizontal colorida com vários livros numa caixa.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

Leia Também:  Corpo de Bombeiros inicia projetos sociais para atender crianças e adolescentes em Cuiabá
Propaganda

MATO GROSSO

Decisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia

Publicados

em

A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça determinou o acolhimento institucional de dois irmãos em situação de vulnerabilidade em Primavera do Leste, além da fixação de alimentos provisórios a serem pagos pelo genitor. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível do município após atuação da 2ª Promotoria de Justiça Cível.O caso chegou ao Judiciário após acompanhamento realizado pela rede de proteção, que identificou sucessivas situações de risco envolvendo as crianças. Conforme os relatórios encaminhados aos autos, os menores estavam sob os cuidados da avó paterna, pessoa idosa que não reunia condições físicas e cognitivas adequadas para garantir a assistência necessária, enquanto o pai não aderiu aos acompanhamentos psicológico e psicossocial indicados pelos órgãos responsáveis e apresentava participação limitada nos cuidados dos filhos.Diante do agravamento do quadro e do insucesso das medidas extrajudiciais adotadas, o MPMT ingressou com pedido de medida protetiva visando assegurar os direitos fundamentais das crianças. Na ação, o Ministério Público destacou a persistência da situação de vulnerabilidade, as dificuldades de acompanhamento escolar, psicológico e de saúde, além da inexistência, naquele momento, de familiares aptos a assumir a guarda.A Justiça reconheceu a situação de risco decorrente da omissão parental e deferiu a medida protetiva de acolhimento institucional, considerada excepcional e provisória, com o objetivo de garantir a proteção integral dos irmãos até que seja avaliada a possibilidade de reintegração familiar ou outra medida adequada.Além do acolhimento, a decisão fixou alimentos provisórios em favor das crianças no valor correspondente a 60% do salário mínimo vigente, a serem pagos de forma rateada entre os genitores. O magistrado ressaltou que o acolhimento institucional não afasta o dever legal de sustento dos filhos, obrigação inerente ao poder familiar e prevista na legislação brasileira.Para o promotor de Justiça Matheus Pavão de Oliveira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste, a medida reforça a prioridade absoluta conferida à proteção de crianças e adolescentes. “Quando todas as alternativas de proteção e fortalecimento familiar se mostram insuficientes para cessar uma situação de risco, o acolhimento institucional pode se tornar necessário para garantir a integridade e o desenvolvimento da criança”, destacou.

Leia Também:  TJMT avança no mapeamento de competências com foco em gestão baseada em dados

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA