MATO GROSSO
Comissão do TCE-MT conclui relatório da segunda etapa de inspeções na rede secundária de Saúde de Cuiabá
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| Foto: Thiago Bergamasco |
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Sob presidência do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, a Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social (CPSA) finalizou o relatório da segunda etapa de inspeções na rede secundária de Saúde de Cuiabá, que irá subsidiar a equipe da intervenção. O documento foi concluído na manhã desta quarta-feira (24), em reunião ordinária mensal da comissão.
“Nele, fazemos algumas recomendações como, por exemplo, que seja concluída e entregue a obra da UPA Leblon, que seja criado um programa para recuperação física das unidades básicas de saúde e que seja aberto um terceiro turno para realização das cirurgias, a fim de aumentar a velocidade dos procedimentos e acabar com as filas”, explicou o presidente.
Conforme Maluf, nessa segunda inspeção, também foi identificada repetidas ações de descarte de grandes quantidades de medicamentos vencidos. “Algumas recomendações são para que isso não volte a acontecer e, sobretudo, para que coloquem os medicamentos nas prateleiras. É disso que a população carece, dessa assistência farmacêutica, não adianta ir ao médico e não ter acesso ao medicamento”.
O conselheiro pontuou ainda que a preocupação da CPSA é que as recomendações reflitam na ponta, em resultados para os cidadãos. “Se a gente não mudar a vida do cidadão no seu município de nada valeu toda essa parafernália”.
O trabalho de inspeção está alinhado à atuação da Comissão Especial do TCE-MT, criada para acompanhar a intervenção. O grupo, do qual o conselheiro também faz parte, é coordenado pelo conselheiro Sérgio Ricardo e integrado pelo procurador Geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson de Alencar.
Na reunião, foi decidido ainda que será promovida uma grande ação de monitoramento do programa vacinal dos municípios, no sentido de capacitar os responsáveis e aumentar os índices de vacinação.
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Fonte: TCE MT – MT
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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT




