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Consultoria do Prêmio Innovare avalia o projeto GRIDE do TJMT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) recebeu a visita da consultoria do Prêmio Innovare nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A etapa analisa os projetos selecionados para concorrer à 22ª edição do Prêmio Innovare. Nessa edição o projeto GRIDE – Gestão, Resposta, Inovação & Design, Dados & Tecnologia, Estrutura, do gabinete do desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, está entre os selecionados no concurso na categoria Juiz.
A visita foi realizada pela consultora Rúbia Salah Ayoub, que conheceu a técnica de GRIDE aplicada no gabinete do desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro.

Essa é a quarta fase do prêmio, ocasião em que os consultores visitam os locais de execução das práticas e entrevistam os autores dos projetos, a fim de confirmar as informações apresentadas na inscrição e registrar evidências que serão encaminhadas aos jurados.

“Estamos na fase de entrevistas e visitas presenciais aos projetos. O grande diferencial do Prêmio Innovare é justamente essa etapa, em que coletamos dados diretamente com os autores, vivenciamos as experiências com a equipe envolvida e confirmamos, de forma fiel, as informações já apresentadas na ficha de inscrição”, explicou Rúbia Salah Ayoub.

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A consultora também destacou a tradição do TJMT na apresentação de iniciativas inovadoras. “Mato Grosso tem se destacado por práticas que realmente transformam o sistema de justiça, trazendo melhorias tanto para o público atendido quanto para a rotina interna dos tribunais. Essas inovações contribuem para tornar a justiça mais célere e eficiente”.

Projeto GRIDE

O projeto GRIDE foi criado em março de 2024 no gabinete do desembargador Luiz Octávio Saboia, em coautoria com a gestora de gabinete Hellen Graciosa de Matos e a assessora de inovação Eduarda Perdigão Coura. A proposta partiu da necessidade de repensar a estrutura de funcionamento interno do gabinete, indo além da lógica jurídica tradicional.

Com base em hipóteses construídas em conjunto com a equipe e a partir da escuta de profissionais de diferentes áreas, o GRIDE implantou uma nova sistemática de trabalho, aliando gestão estratégica, análise de dados, ferramentas tecnológicas e uma abordagem centrada no cidadão. A metodologia adotada tem inspiração no modelo Lean UX e preza pela validação contínua de soluções em pequena escala, que, quando eficazes, compõem o fluxo oficial de trabalho.

“Estabelecemos uma nova forma de atuar, centrada no usuário, com ganhos reais em produtividade, qualidade e celeridade. Hoje temos, por exemplo, uma média de resolução de processos em até 60 dias, o que representa uma entrega concreta de valor para a sociedade”, destacou o desembargador Luiz Octávio.

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Os resultados alcançados permitiram que o projeto deixasse de ser piloto e integrasse a estrutura oficial de funcionamento do gabinete, demonstrando potencial de replicação em outras unidades do Judiciário.

Sobre o Prêmio Innovare

Criado em 2004, o Prêmio Innovare identifica, valoriza e dissemina as práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil. A edição 2025 conta com sete categorias: Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia, Justiça do Trabalho, Justiça Federal e Tribunal, além do Prêmio Destaque, com tema livre.

Após a fase de visitas técnicas, os projetos finalistas serão definidos pelos jurados ao longo do segundo semestre. A cerimônia de premiação será no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF).

Autor: Priscilla Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MPMT participa de seminário nacional sobre educação inclusiva

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A promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, coordenadora adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), participou do 1º Seminário Nacional: Educação Especial Inclusiva, realizado nos dias 17 e 18 de junho, em Cuiabá. Promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e instituições parceiras, o evento reuniu mais de 700 participantes de todo o país para discutir estratégias voltadas à garantia do direito à educação das pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades e superdotação.Representando o Ministério Público de Mato Grosso e a Comissão Permanente de Educação e Cultura do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Patrícia Dower integrou a mesa de debates “A perspectiva pedagógica da educação especial inclusiva diante da centralidade do laudo e da judicialização”. O painel abordou os desafios enfrentados pelas redes de ensino para assegurar a inclusão escolar com foco no desenvolvimento e na aprendizagem dos estudantes, evitando que decisões pedagógicas sejam condicionadas exclusivamente à apresentação de laudos médicos.Durante os debates, especialistas destacaram a necessidade de fortalecer a atuação interinstitucional entre educação, saúde, assistência social, órgãos de controle e sistema de Justiça, de modo a construir soluções mais eficazes para os desafios da educação especial inclusiva. Também foi ressaltada a importância de que as avaliações pedagógicas realizadas pelas escolas ocupem papel central na definição das estratégias educacionais destinadas aos estudantes público-alvo da educação especial.Além de Patrícia Dower, participaram da mesa a presidente-executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti, que atuou como mediadora, a juíza do Trabalho Noemia Porto, a representante do Ministério da Educação Olga Freitas e a conselheira do Conselho Nacional de Educação (CNE) Mariana Rosa.Acessibilidade – Com o propósito de assegurar a participação plena e equitativa de todos os presentes, o seminário contou com a adoção de medidas voltadas à acessibilidade comunicacional. O Ministério Público de Mato Grosso distribuiu aos participantes a cartilha sobre Educação Inclusiva produzida pelo CAO de Educação e disponibilizou uma prancha de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), ampliando as possibilidades de interação, expressão e compreensão durante o evento.Como parte dessa estratégia, todos os palestrantes receberam orientações específicas para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual e baixa visão, abrangendo práticas como audiodescrição pessoal, verbalização de conteúdos apresentados visualmente, identificação prévia dos participantes em debates e outros cuidados relacionados à comunicação acessível. As iniciativas reforçaram o compromisso das instituições parceiras com a eliminação de barreiras comunicacionais e com a promoção da autonomia, da acessibilidade e da efetiva participação de todos os públicos.Carta de Cuiabá – O seminário foi encerrado com a formalização da Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva: compromissos interfederativos e interinstitucionais, documento construído de forma colaborativa por representantes de diversas instituições. A carta estabelece 16 compromissos voltados ao fortalecimento das políticas públicas inclusivas e à garantia do direito à educação dos estudantes da educação especial em todo o país.Entre as diretrizes firmadas estão a realização de um levantamento nacional sobre os desafios da educação especial inclusiva, o fortalecimento do uso de dados educacionais para subsidiar políticas públicas, a implementação de estratégias de busca ativa de estudantes fora da escola, a criação de núcleos intersetoriais permanentes e a previsão de metas e recursos específicos para a área nos instrumentos de planejamento e orçamento dos entes federativos. Leia aqui a Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva. Coordenado pelo conselheiro Antonio Joaquim, presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT e coordenador do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT), o seminário consolidou uma agenda nacional voltada ao aprimoramento das políticas de educação especial inclusiva. O documento resultante dos debates servirá como referência para a formulação, implementação e monitoramento de ações em diferentes estados e municípios brasileiros.Promovido pelo TCE-MT em parceria com o Gaepe-Brasil, Gaepe-MT, Instituto Articule, Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Instituto Rui Barbosa (IRB) e Governo do Estado, o encontro reforçou o compromisso das instituições participantes com a construção de uma educação cada vez mais inclusiva, equitativa e acessível.(Com informações do TCE-MT).
Fotos: TCE-MT.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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