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Controlador-geral comparece à ALMT e esclarece dúvidas sobre relatório

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O controlador-geral do Estado, Paulo Farias, esclareceu todas as dúvidas dos deputados estaduais sobre as apurações que foram feitas para mapear a entrega de kits agrícolas comprados em 2024, durante audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quinta-feira (26.6). Farias foi enfático ao explicar que a Controladoria Geral do Estado (CGE) não analisa envio de emendas parlamentares, mas sim, como o Poder Executivo está fazendo a aplicação dos recursos.

Conforme o controlador-geral, não existe nome de deputado estadual ou número de emendas nos relatórios feitos pelo órgão. Segundo ele, “no documento, a CGE citou o número da ordem bancária em que os valores foram depositados na conta da Organização da Sociedade Civil (OSC), que comprou e distribuiu os kits”.

“Esses relatórios trazem situações encontradas na OSC, em nenhum momento citamos deputados. São relatórios que estão em sigilo e foram encaminhados à Polícia Civil, para que fosse feita uma investigação, uma vez que a CGE não investiga”, destacou Farias.

Paulo Farias também afirmou que as auditorias da CGE são técnicas, sem qualquer influência política.

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“Cabe ao Poder Executivo fiscalizar a aplicação destes recursos, obedecendo aos princípios da administração pública, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência. Fazendo isso a gente dá a segurança da legalidade e foi esse o trabalho da CGE”, ponderou.

Após a audiência, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, enviou ofício ao Governo do Estado solicitando que a Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) investigue o vazamento das informações, que estão sob sigilo da justiça.

Fonte: Governo MT – MT

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Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio

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A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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