MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros conclui 1º Curso de Especialização em Moto Resgate e reforça resposta rápida a emergências em Mato Grosso
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na noite desta terça-feira (2.12), a cerimônia de encerramento do 1º Curso de Especialização em Moto Resgate e Intervenção Rápida. O evento, na Arena Pantanal, integrou a programação que oficializou a promoção de militares, entregou novas viaturas e apresentou investimentos para fortalecer a corporação.
Com a entrega de nove motocicletas de resgate, especialmente equipadas para atuação em ocorrências de emergência, o CBMMT passa a contar com uma modalidade operacional estratégica, capaz de reduzir o tempo de resposta em situações emergenciais sobretudo em locais de difícil acesso ou áreas com grande fluxo urbano, onde viaturas convencionais enfrentam maior dificuldade de deslocamento.
O curso teve início em 13 de outubro e foi estruturado para fortalecer o atendimento pré-hospitalar na região metropolitana de Cuiabá, atuando de forma complementar às unidades de resgate já existentes. Ao todo, 21 bombeiros militares participaram da capacitação, que teve duração de um mês e totalizou 235 horas de instruções teóricas e práticas.
Durante a formação, os alunos receberam instruções de pilotagem básica e avançada, técnicas de escolta e formação tática, pilotagem on road e de alto risco, além de capacitação em salvamento veicular e terrestre aplicado ao moto resgate. Também foram abordados conteúdos de atendimento pré-hospitalar, com foco na primeira resposta e no suporte imediato à vida, conhecimentos essenciais para uma atuação ágil e segura em cenários de alto risco.
A formação contou com o apoio da Companhia RAIO, unidade especializada em motopatrulhamento da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), que ministrou instruções práticas de pilotagem avançada e técnicas operacionais voltadas à segurança e estabilidade durante intervenções rápidas.
Para o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, o curso representa um marco para a corporação, consolidando a implantação de um novo serviço voltado à primeira resposta em emergências, com agilidade, técnica e segurança.
“Essas motos vão reduzir o tempo resposta e vão aumentar o índice de sobrevida para aquele que passa por algum tipo de acidente na região metropolitana desse Estado. É um avanço importante para o CBMMT, porque amplia nossa capacidade de chegar mais rápido onde a população precisa, especialmente em áreas de difícil acesso ou em momentos de grande fluxo urbano”, afirmou.
O coronel destacou ainda que a capacitação é resultado de um esforço institucional para garantir atendimento cada vez mais qualificado.
“Esse curso marca a implantação de um novo serviço, preparado com técnica, segurança e muito profissionalismo, e reforça nosso compromisso de oferecer um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado à sociedade mato-grossense”, declarou o comandante-geral.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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