MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros de MT apresenta ações integradas de combate aos incêndios florestais na COP30
MATO GROSSO
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) participa da 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Belém (PA). Durante o evento, a corporação apresenta as ações estratégicas e integradas adotadas pelo Estado de Mato Grosso para a prevenção e o combate aos incêndios florestais.
A presença do CBMMT na COP30 reforça o protagonismo nacional da corporação em iniciativas voltadas ao enfrentamento dos incêndios florestais, à sustentabilidade e à proteção ambiental. A COP30, que teve início em 10 de novembro e segue até o dia 21, reúne representantes de diversos países para discutir medidas globais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, promovendo o intercâmbio de experiências e o fortalecimento de políticas ambientais em âmbito mundial.
Nesta quarta-feira, 12 de novembro, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, participará do painel “Inovação e Governança Ambiental: As Respostas de Mato Grosso aos Desafios do Fogo e da Produção Sustentável de Alimentos”, dentro da temática “Adaptação e Resiliência Climática”. O painel também contará com a presença do secretário executivo de Meio Ambiente (Sema-MT), Alex Marega, e do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber.
Segundo o coronel Glêdson, o CBMMT apresentará os resultados expressivos das estratégias de prevenção, preparação e resposta operacional implementadas em 2025, que levaram a uma redução histórica dos focos de calor no Estado. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/BD Queimadas) apontam que, entre janeiro e outubro de 2025, Mato Grosso registrou 10.581 focos de calor, contra 49.665 no mesmo período de 2024, representando queda de 78,7%, quase cinco vezes menos ocorrências que no ano anterior.
O Estado também alcançou recordes de diminuição nas áreas queimadas e na quantidade de eventos de fogo. Segundo o Instituto Centro de Vida (ICV), com base na plataforma Amazon Fire Dashboard, da NASA, houve redução de 71% nas áreas afetadas por incêndios florestais em 2025. Entre janeiro e agosto deste ano, aproximadamente 859,5 mil hectares foram atingidos pelo fogo, sendo menos de 1% no Pantanal mato-grossense.
“Representar o Corpo de Bombeiros Militar em um evento global como a COP30 é motivo de grande responsabilidade. Estamos levando a voz de todos os bombeiros do Brasil, reforçando o papel estratégico dos bombeiros na construção de políticas públicas integradas, baseadas em ciência, tecnologia e prevenção. Participar desse diálogo internacional é também uma oportunidade de compartilhar experiências, aprender com outras nações e fortalecer nossa capacidade de resposta diante dos desafios climático”, disse o comandante.
Entre as estratégias apresentadas pelo CBMMT durante o painel está a adoção de tecnologias avançadas de monitoramento 24 horas, que permitiram atuação em tempo real de 1.420 bombeiros militares, brigadistas estaduais e municipais, apoiados por viaturas especializadas e uma frota aérea mobilizada. Ao todo, foram realizadas mais de 800 horas de voo em operações de combate e reconhecimento, além de centenas de ações terrestres executadas em todo o território mato-grossense, garantindo respostas rápidas e eficazes.
Outro destaque é o investimento de R$ 125 milhões realizado pelo Governo de Mato Grosso em ações de combate a incêndios florestais e ao desmatamento, aliado às parcerias estratégicas entre o poder público e o setor produtivo. Essas ações integradas têm se mostrado fundamentais não apenas para fortalecer a prevenção e a resposta imediata, mas também para promover práticas produtivas mais sustentáveis, consolidando Mato Grosso como referência nacional em gestão ambiental, ainda conforme o coronel Glêdson.
“Este painel contempla os principais eixos das ações que desenvolvemos ao longo do ano. Sabemos que o combate é essencial, mas deve ser tratado como etapa secundária diante da prevenção. É fundamental reforçar que a prevenção vem sempre em primeiro lugar, sem abrir mão da capacidade de resposta rápida quando necessário”, destaca o comandante-geral do CBMMT.
Comitiva de Mato Grosso
Integram a comitiva mato-grossense que participa da COP 30 o governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta, os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil) e Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente), representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Corpo de Bombeiros Militar, além do deputado estadual Carlos Avallone e do promotor de Justiça Marcelo Vacchiano.
A primeira-dama, Virginia Mendes, também acompanha o governador na comitiva, que conta ainda com servidores das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e de Agricultura Familiar (Seaf), além de representantes do Instituto PCI, Imac, Programa REM e Aprosoja-MT.
Os representantes do Estado participam de painéis e agendas sobre economia florestal e financiamento climático, destacando como a biodiversidade pode ser tratada como ativo estratégico e pilar de negócios regenerativos e sustentáveis.
Fonte: Governo MT – MT
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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT



