MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros qualifica militares para reforçar suporte às operações aéreas de combate aos incêndios florestais
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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou, nesta quarta-feira (17.6), uma capacitação voltada à requalificação de militares que atuarão no apoio às operações aéreas de combate aos incêndios florestais. A iniciativa integra as ações preparatórias para o período de estiagem no Estado, que, neste ano, deverá ser mais severo em comparação aos anos anteriores.
Ao todo, 17 militares participam do treinamento, representando regiões com maior probabilidade de ocorrência de incêndios florestais que demandem o emprego das aeronaves do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM). O objetivo é reforçar os protocolos operacionais e garantir mais segurança e eficiência durante o período crítico de enfrentamento aos incêndios florestais no Estado.
Para este ano, o Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) prevê a utilização de duas aeronaves Air Tractor do GAvBM, além de outras quatro aeronaves da Defesa Civil Estadual e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), ampliando significativamente a capacidade de resposta às ocorrências.
“Nosso objetivo é garantir que as equipes estejam plenamente preparadas para prestar o suporte necessário às operações aéreas. O abastecimento das aeronaves e o cumprimento rigoroso dos protocolos de segurança são fundamentais para que os recursos aéreos permaneçam operando com eficiência durante toda a temporada de incêndios florestais”, explicou o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza.
A requalificação possui carga horária de 20 horas e é realizada nas instalações do BEA pelos integrantes do GAvBM. Ao longo da semana, os participantes revisam os principais aspectos relacionados às operações aéreas de combate aos incêndios florestais, atualizando conhecimentos e aperfeiçoando técnicas essenciais para uma atuação segura, conforme o tenente-coronel BM Weber Dionísio Batista Júnior.
“Os militares em treinamento pertencem a unidades operacionais de todo o Estado, entre uma temporada de incêndios florestais e outra, podem passar um período sem executar esse tipo de atividade. A requalificação é essencial para reforçar protocolos, atualizar procedimentos e assegurar que todos estejam aptos a atuar com segurança e eficiência durante as operações”, destacou.
Entre os conteúdos abordados estão a segurança operacional, os protocolos de abastecimento, os procedimentos para avaliação correta da qualidade do combustível e a operação dos sistemas de caminhão de abastecimento, chamado Auto Tanque Combustível (ATC), equipado com sistemas específicos para a execução das atividades.
Também serão reforçados os cuidados com a viatura, os procedimentos de deslocamento e as rotinas administrativas e operacionais que garantem a segurança e a qualidade do abastecimento das aeronaves. Além disso, os participantes recebem instruções relacionadas às operações com helicópteros pelo Ciopaer, ampliando o conhecimento necessário para uma atuação integrada em diferentes cenários de combate aos incêndios.
Ao final da capacitação, os militares participarão de um simulado operacional com aeronave, oportunidade em que poderão executar, na prática, os procedimentos de abastecimento e aplicar os conhecimentos adquiridos durante o treinamento. Após a requalificação, estarão aptos a atuar nas atividades previstas no planejamento da corporação.
Nova aquisição
Além das aeronaves já utilizadas pela corporação, o Governo de Mato Grosso investe R$ 32 milhões na aquisição de um helicóptero monomotor de grande porte para reforçar as ações de combate aos incêndios florestais, fiscalização ambiental e resgate aeromédico.
Com capacidade para transportar até sete pessoas, a aeronave permitirá o deslocamento ágil de equipes operacionais e a realização de resgates em áreas de difícil acesso, especialmente no Pantanal e em regiões remotas do Estado. O helicóptero também contará com maior autonomia de voo, ampliando a cobertura operacional e a capacidade de atendimento aeromédico. O contrato de aquisição já foi assinado, e a previsão é de que a aeronave entre em operação em 2027.
Período proibitivo do uso do fogo
O Governo do Estado estabeleceu o período proibitivo para o uso do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. A utilização irregular do fogo nesse período pode configurar crime ambiental, sujeito às penalidades previstas em lei.
Além de ilegal, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Em casos de flagrante de uso indevido do fogo, inclusive em áreas urbanas, a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou o Corpo de Bombeiros Militar pelo 193.
Fonte: Governo MT – MT
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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT



