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Corregedoria capacita juízes leigos para atuar em todo Estado

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Começou na manhã desta segunda-feira (03/7) e seguirá até o dia 14 de junho a Capacitação dos Juízes Leigos de Mato Grosso. Ao todo 78 juízes leigos participarão do curso online, que tem como objetivo compartilhar e atualizar conhecimentos relacionados aos Juizados Especiais do Estado em busca de oferecer melhores serviços à sociedade. Atualmente o Estado conta com 137 desses auxiliares da Justiça que reforçam os trabalhos dos magistrados, produzindo em média cerca de 10 mil minutas de sentenças por mês.
 
A capacitação foi aberta pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva. “Como corregedor-geral da Justiça, é meu dever assegurar que o Tribunal de Mato Grosso cumpra seu papel de fornecer uma formação adequada aos senhores e as senhoras, que são auxiliares da Justiça e desempenham um serviço público relevante em prol da harmonia social. Nossa intenção é aprimorar os conhecimentos de todos os senhores e senhoras na busca pela resolução dos conflitos, priorizando a tentativa de solução amigável das controvérsias, com o intuito de promover melhorias na prestação jurisdicional, atendendo assim plenamente os cidadãos deste Estado”, ressaltou.
 
Em seguida o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango, agradeceu o trabalho do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE) na realização da capacitação, assim como o apoio do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais (CSJE) e da Escola dos Servidores.
 
“Agradeço a todos que nos possibilitaram a realização deste curso que tem como objetivo prestar um serviço de eficiência e qualidade. Serão duas semanas de muito trabalho e esforço, espero que todos aproveitem ao máximo, pois sabemos que os Juizados Especiais impulsionam o trabalho do Tribunal e os senhores tem um papel fundamental não apenas na produção de minutas, mas para uma produção bem feita. Por isso trouxemos um time de qualidade para agregar mais conhecimento aos senhores”, disse o juiz auxiliar.
 
O coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais de Mato Grosso, o juiz Marcelo Sebastião Prado de Moraes, aproveitou a oportunidade para parabenizar a Corregedoria pela iniciativa. “Nós do Tribunal sempre nos preocupamos com uma educação continuada e nada mais justo que os juízes leigos também possam ter esse momento de revisar e aprimorar seus conhecimentos. Espero que todos desfrutem ao máximo desta capacitação que conta com diversos temas atuais”, afirmou.
 
Ao todo serão 40 horas/aula de atividades desenvolvidas via videoconferência, de segunda a sexta-feira. No conteúdo programático do curso, que segue as premissas da Resolução nº 174 do CNJ, serão trabalhados temas como: Direito do Consumidor, Civil, Penal, Administrativo e/ou Constitucional, aplicados nos Juizados Especiais. Ética, Jurisprudência, Técnicas de Conciliação e ainda a parte prática com audiências dos Juizados Especiais e a participação em Debates e Estudos Dirigidos.
 
As aulas serão ministradas pelos juízes: Emerson Luis Pereira Cajango; Cristiane Padim; Antônio Veloso Peleja Júnior; Luis Aparecido Bortolussi Júnior; Cássio Leite de Barros; Érico Duarte; Marcelo Sebastião Prado de Moraes; Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva e os servidores: Marcos Girão, Marcela Padovan, Rosivaldo Rodrigues e Deniz Pedrozo de Almeida.
 
O primeiro facilitador, o juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, que falará sobre Direito Administrativo e Constitucional, destacou a importância da capacitação. “Ela é fundamental porque é sobre gestão, sobre como conduzir o gerenciamento de processos. E todos nós como seres humanos, podemos ter conhecimento técnico, mas com o dia a dia acabamos esquecendo algo ou vão surgindo novas informações, então vamos aproveitar para revisar, debater e agregar ainda mais”, pontuou.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem foto 1 – captura da tela, em destaque no canto superior pela esquerda o juiz Antônio Peleja, ao seu lado o juiz auxiliar Emerson Cajango, abaixo o corregedor, desembargador Juvenal Pereira e a sua esquerda a diretora do Daje, Karine Dias.
 
Larissa Klein 
Assessor de imprensa CGJ/TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Código dos Usuários dos Serviços Públicos completa 9 anos e fortalece a atuação da Ouvidoria

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Quando um cidadão sugere melhorias em um serviço público, apresenta uma denúncia, registra uma reclamação ou busca a solução para um problema de atendimento, é a Ouvidoria que atua como ponte entre a população e o Estado. Esse papel ganhou ainda mais relevância com o Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos (Lei Federal nº 13.460/2017), que completa nove anos neste mês de junho. O dispositivo consolidou as ouvidorias como instrumentos de defesa dos direitos dos usuários e de melhoria da gestão pública.

Aprovada em 2017, a legislação representou mais um avanço no fortalecimento da participação cidadã na administração pública brasileira, processo iniciado com a Constituição Federal de 1988, que assegurou o direito de acesso à informação e à participação popular na gestão pública. A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) ampliou esse movimento ao fortalecer a transparência governamental.

Na sequência, o Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos atribuiu às ouvidorias funções estratégicas, como promover a participação social, acompanhar a qualidade dos serviços públicos e defender os direitos dos cidadãos. Entre esses direitos estão o atendimento com respeito e sem discriminação, o uso de linguagem simples e o acesso a informações claras sobre os serviços públicos.

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Em Mato Grosso, esse modelo já vinha sendo construído antes mesmo da publicação da lei federal. Em 2014, foi criada a Rede de Ouvidoria do Poder Executivo Estadual, tendo a Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT) como órgão central. A iniciativa fortaleceu uma atuação voltada não apenas ao recebimento e à resposta pontual de manifestações, mas também à melhoria dos serviços públicos.

“Além de receber reclamações, denúncias, sugestões, solicitações e elogios, as ouvidorias atuam na identificação de problemas recorrentes, na proposição de melhorias e na elaboração de relatórios que auxiliam os gestores estaduais na tomada de decisões”, destaca a coordenadora de Ouvidoria e Transparência da CGE, Aline Landini.

Regulamentação

Em Mato Grosso, a Lei nº 13.460/2017 foi regulamentada pelos Decretos Estaduais nº 195/2019 e nº 1.413/2025. Entre os avanços trazidos pela legislação está a obrigatoriedade de divulgação das Cartas de Serviços, documentos que apresentam informações essenciais sobre os serviços públicos, como requisitos, documentos necessários, prazos e canais de atendimento. Essas informações estão disponíveis no Portal GovMT e no aplicativo MT Cidadão, que reúnem informações de mais de 800 serviços públicos, como solicitar transferência de propriedade de veículo e solicitar Carteira Nacional de Habilitação Definitiva.

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O Estado também avançou na implementação de mecanismos de participação social previstos na legislação. Em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), foi publicado decreto (nº 1.413/2025) que regulamenta a avaliação dos serviços públicos e institui o Conselho de Usuários dos Serviços Públicos, vinculado à CGE-MT. O edital para eleição dos conselheiros será lançado em breve.

Rede de Ouvidoria

Atualmente, o Poder Executivo Estadual conta com 38 ouvidorias setoriais distribuídas nos órgãos e entidades estaduais. Ao todo, cerca de 70 servidores atuam diretamente na atividade.

Como coordenadora da Rede de Ouvidoria, a CGE promove a capacitação contínua dos ouvidores, oferece trilhas de aprendizagem e orientações técnicas, além de padronizar procedimentos para aprimorar a qualidade das respostas e garantir o cumprimento dos prazos de atendimento ao cidadão.

Fonte: Governo MT – MT

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