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Crianças aprendem sobre bullying, cultura de paz e adoção no Ribeirinho Cidadão

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Crianças e adultos formam uma roda em cadeiras azuis em uma sala. No centro do círculo, há um tapete com brinquedos. As paredes têm cartazes infantis e o clima é de conversa e atividade lúdica.“Toda criança precisa ter uma infância boa para ter um futuro bom”. A fala da pequena Manuely Almeida é apenas um recorte dos muitos ensinamentos passados às crianças de Vale de São Domingos, durante a 19ª edição do projeto Ribeirinho Cidadão – Rota das Águas. As atividades reflexivas foram realizadas pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur).
A caravana liderada pelo Poder Judiciário e pela Defensoria Pública atuou no município do interior do estado no domingo (15) e na segunda-feira (16). Na ação, enquanto pais e responsáveis recebiam os atendimentos de cidadania e assistência jurídica, as crianças eram acolhidas pelo grupo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Por meio do NugJur, elas participaram dos Círculos de Construção de Paz e foram imersas em atividades que estimulam o diálogo, a empatia e a cultura de paz no ambiente escolar, familiar e comunitário. Temas como bullying, respeito, amizade e outros foram apresentados de forma simples, intuitiva e com liberdade para que todos se expressassem.
Mulher de cabelos cacheados e camiseta branca do projeto Ribeirinho Cidadão segura uma girafa de pelúcia entre duas crianças sentadas. Ao fundo, uma estante com livros e materiais lúdicos.“A ferramenta restaurativa dá essa confiança para a criança falar sobre ela. Estamos tendo muitos casos de bullying e elas estão encontrando espaços para falar sobre isso e se resguardar. Então, o Círculo oferece esse momento de liberdade e segurança”, explicou a auxiliar judiciária, instrutora e facilitadora dos Círculos de Construção de Paz do NugJur, Sandra da Costa Félix.
Sandra enfatiza que oferecer metodologias de apoio às crianças é fundamental para que se sintam seguras e acolhidas. “Quando a criança tem à disposição uma rede de apoio estruturada, ela tem liberdade para relatar não só o bullying, mas também possíveis casos de violência doméstica e abusos”, completou a auxiliar judiciária.
Menina em primeiro plano, sorridente, veste regata listrada de amarelo e branco. Ao fundo, outras crianças sentadas em cadeiras azuis e um painel circular escrito Aos 7 anos de idade, Manuely Almeida da Silva teve a oportunidade de aprender sobre esses e outros assuntos. Além do Círculo de Construção de Paz, a estudante também participou de atividades coordenadas pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja). A adoção chamou a atenção da pequena, que fez questão de aprender tudo que podia sobre o tema.
“Toda criança precisa ter uma infância boa para ter um futuro bom. Quando alguém não tem condições de cuidar, ela pode entregar a criança para adoção. Depois disso, encontram as pessoas que têm condições melhores de cuidar da criança, para colocar na escola, dar alimento, roupa e tudo que uma criança deve ter”, explicou Manuely.

Ribeirinho Cidadão
O Ribeirinho Cidadão é realizado há quase duas décadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Justiça Comunitária, em parceria com a Defensoria Pública do Estado. Além disso, o projeto conta com a parceria de diversas instituições públicas e da iniciativa privada.
A equipe do TJMT envolvida na ação reúne profissionais da Justiça Comunitária, Corregedoria, Ceja, Verde Novo, Juvam, Cejusc, NugJur, Comunicação, Infraestrutura e Transporte, além de magistrados e servidores de diversas unidades administrativas e judiciais.

Autor: Bruno Vicente/Luiz Vieira

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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