CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Diálogos Institucionais: desembargadores trocam experiência com novos(as) juízes(as)

Publicados

MATO GROSSO

Duas desembargadoras e um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) participaram de um “bate papo” com os(as) 10 novos(as) juízes e juízas substitutos(as) que se capacitam no Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), na manhã desta sexta-feira (16).
 
Os palestrantes no evento foram a magistrada Maria Aparecida Ferreira Fago, que ascendeu ao desembargo em agosto desde ano, Paulo da Cunha que integra a corte estadual de Justiça em vaga destinada ao Ministério Público pelo 5º Constitucional há 20 anos e Maria Erotides Kneip, que há 11 anos foi promovida a desembargadora também pelo critério de antiguidade.
 
A atividade “Diálogos Institucionais”, promovida pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), visa contribuir com a capacitação dos(as) juízes(as) empossados(as) recentemente para que cheguem mais preparados nas comarcas que irão assumir a partir de outubro. Com isso, a Esmagis pretende alcançar melhores resultados para a sociedade que busca o serviço do judiciário mato-grossense.
 
Cada um dos desembargadores pode apresentar visões sobre a carreira, dar orientações para uma trajetória de sucesso e apontar alguns desafios que os aguardam na nova profissão.
 
A mais nova desembargadora do TJMT, Maria Aparecida Fago tem 66 anos de idade, sendo 30 deles dedicados à magistratura foi titular na 12ª Vara Criminal de Cuiabá, designada para o Segundo Juizado Especial Cível de Cuiabá. Antes de chegar à Capital passou pelas comarcas de Alto Garças, Jaciara e Rondonópolis. “Nossa conversa é sobre o juiz e o serviço judiciário. Sobre livros que são bíblias para o magistrado e se puder dar uma dica é que devemos entender que somos servidores públicos e como tais devemos agir com bastante humildade”, afirmou.
 
Paulo da Cunha foi vice-presidente do TJMT no biênio 2009/2011 e presidente da corte na gestão 2015/2016. O desembargador foi diretor-geral da Esmagis por dois biênios consecutivos. “Para mim é um motivo de muita alegria estar transmitindo aos noveis magistrados um pouco da minha experiência, é sempre bom termos visão de outra pessoa que já passou por isso para tomarmos o melhor caminho”, declarou. “Eles representam a renovação e a continuação do Poder Judiciário”, definiu.
 
A manhã de Diálogos Institucionais foi encerrada pela desembargadora e Maria Erotides Kneip. Ela ingressou na magistratura em 25 de janeiro de 1985, jurisdicionou nas comarcas de Alto Garças, Rondonópolis e Várzea Grande. Foi diretora do fórum várzea-grandense entre 1999 e 2003, presidente do Tribunal Popular do Júri e titular da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da comarca. A desembargadora possui especialização em Violência Doméstica pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
 
“Vejo com muita alegria a oportunidade desses diálogos de quem já esteve e de quem está chegando. Quem sabe o caminho percorrido pode evitar erros subsequentes. O juiz é um agente de transformação social. Tomara que as comarcas assumidas sejam melhores a partir da estada deles como magistrado ali”, desejou Maria Erotides.
 
Antes de compartilhar suas experiências, Maria Erotides presenteou os novos colegas com livro “Ativismo Judicial em Tempos de Pandemia”, obra lançada pela Esmagis em 2021. O livro conta com a coordenação da desembargadora e do juiz Antônio Veloso Peleja Júnior e com a participação de outros 20 juízes coautores.
O juiz substituto Luiz Antônio Muniz Rocha, nasceu em Minas Gerais, atuava como promotor em Rondônia até ser aprovado e convocado no concurso para magistrados pelo TJMT. Ele gostou do bate papo. “Esse compartilhamento de experiência vai nos facilitar, pelo menos um pouco o nosso caminho aqui dentro da magistratura. Está sendo uma satisfação ouvir o desembargador Paulo da Cunha, e as desembargadoras Maria Aparecida e Maria Erotides a respeito dessas experiências que já tiveram aqui no Poder Judiciário.”
 
O juiz substituto Pedro Esterce elogiou a iniciativa da Esmagis. “A avaliação do evento é muito positiva. Acho muito importante que a gente tem essa troca de ideias com pessoas que já estão na carreira por longos anos e já passaram por inúmeras experiências que a gente ainda vai passar e quando a gente se deparar com essas dificuldades, por já ter conversado com essas pessoas, a gente vai com certeza acertar muito mais do que eles tiveram a oportunidade, porque justamente nos passaram essa vivência e serenidade que a gente precisa para enfrentar as dificuldades que certamente acontecem na carreira”
 
Capacitação –  Os 10 novos juízes(as) recém-empossados(as) no Poder Judiciário de Mato Grosso se preparam para assumir as comarcas no interior do Estado a partir de outubro. Em 19 de agosto, participaram do primeiro encontro do Cofi, elaborado pela Corregedoria-Geral da Justiça e Esmagis.
 
O Cofi contempla o conteúdo programático proposto pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de temáticas de interesse do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (PJMT). Metodologicamente, o foco principal traz o protagonismo do aluno-juiz na construção do seu próprio conhecimento, promovendo a participação, a interação e a possibilidade de uma aprendizagem do dia a dia da vida funcional do juiz e da juíza.
 
Priorização do Primeiro Grau – A ampliação da mão de obra para melhor prestação dos serviços forenses e consequentemente oferecer maior efetividade e celeridade, que é o que a população espera, foi concretizada nesta gestão do PJMT. Foram nomeados 30 novos(as) juízes e juízas e 133 novos(as) servidores e servidoras que reforçam o quadro do Poder Judiciário de Mato Grosso no interior do Estado.
 
Hoje, todas as 79 comarcas de Mato Grosso possuem ao menos um(a) magistrado(a). Os 30 juízes e juízas substitutos(as) foram aprovados(as) no Concurso Público para ingresso na Carreira da Magistratura do Estado, cujo edital previa, inicialmente, nove vagas, mas a presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas, ampliou para 25 e por fim, mais cinco vagas.
 
#Para todos verem. Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens. Foto 1 – Horizontal colorida da desembargadora Maria Fago. Foto 2 – Horizontal colorida mostra o desembargador Paulo da Cunha conversando com os juízes substitutos. Foto 3 – Horizontal colorida da desembargadora Maria Erotides. Foto 4 – Horizontal colorida do juiz substituto Luiz Antônio Muniz Rocha. Ele usa terno cinza e concede entrevista. Foto 5 – Horizontal colorida do juiz substituto Pedro Esterce concedendo entrevista. Ele traja terno azul marinho.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Operação Lei Seca realizada em duas avenidas de Cuiabá ao mesmo tempo termina com 13 pessoas presas
Propaganda

MATO GROSSO

Fórum discute Novo Plano Nacional com base no resultado anterior

Publicados

em

Integrantes do Fórum Intersetorial de Acompanhamento dos Planos de Educação (Fiape) se reuniram na tarde desta quinta-feira (7), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, para discutir os índices de conclusão do plano educacional anterior em Mato Grosso e as estratégias de monitoramento do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Esta foi a primeira reunião do fórum em 2026.Instituído pela Lei nº 15.388, sancionada em 14 de abril, o novo PNE estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação brasileira no período de 2026 a 2036. Com a aprovação do plano nacional, estados e municípios deverão elaborar seus respectivos planos decenais, alinhados às novas diretrizes.A reunião foi conduzida pelo coordenador do Fiape, promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, titular da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania e coordenador do Núcleo Estadual de Autocomposição. Na abertura, ele destacou a necessidade de levantar a situação atual dos planos estadual e municipais, a fim de definir o ponto de partida para o acompanhamento das políticas educacionais ao longo da próxima década. “Precisamos saber exatamente de onde o estado e os 142 municípios estão saindo para que seja possível exigir o cumprimento progressivo das metas e estratégias previstas”, afirmou.Segundo o promotor, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso atuará de forma rigorosa e dialogada na fiscalização do novo PNE, com o objetivo de evitar a repetição do histórico de descumprimento observado em planos anteriores. “A Lei nº 15.388 será, pelos próximos dez anos, o principal instrumento de controle, monitoramento e aperfeiçoamento das políticas públicas educacionais no estado e nos municípios”, ressaltou.Miguel Slhessarenko Junior também enfatizou a importância da transparência para garantir o controle social. “É fundamental ampliar a divulgação dos dados, indicadores, monitoramentos e avaliações. A preocupação é acompanhar o plano desde o início, para que não cheguemos ao final do período com metas não cumpridas, como já ocorreu anteriormente. Não basta celebrar o novo plano; é preciso engajamento contínuo para monitorar e cobrar resultados”, completou.Durante o encontro, foram apontadas como prioridades para o acompanhamento metas relacionadas à ampliação de vagas em creches e à universalização da pré-escola; à garantia da qualidade da educação infantil; à alfabetização e ao aprendizado adequado em matemática até o segundo ano do ensino fundamental; à conclusão do ensino fundamental e do ensino médio na idade regular; à ampliação do acesso e da permanência na educação especial ao longo da vida; e ao fortalecimento da participação e do controle social na gestão democrática da educação pública.Na sequência, a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Guelda Andrade, entregou ao promotor de Justiça um documento técnico com indicadores educacionais detalhados da rede estadual e dos municípios mato-grossenses. Elaborado pelo sindicato, o material pretende subsidiar os debates sobre a implementação e a avaliação das metas do novo PNE. Ela destacou que o financiamento da educação é um eixo central para o cumprimento das metas e a garantia da qualidade do ensino, ressaltando que os avanços dependem diretamente da valorização dos profissionais da educação e da melhoria da infraestrutura física das unidades escolares.O encontro também contou com apresentações de séries históricas de dados e análises sobre desafios e expectativas para o novo PNE, feitas por representantes das secretarias de Estado de Educação (Seduc-MT), de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), Municipal de Educação de Cuiabá (SME), Municipal de Educação de Várzea Grande (SMECEL) e Municipal de Educação de Barão de Melgaço.Representando a Seduc-MT, a professora Maria Cláudia Maquêa Rocha destacou avanços e desafios no monitoramento das metas do Plano Estadual de Educação (PEE), ressaltando que Mato Grosso possui um modelo diferenciado, com vigência de 12 anos, que deve expirar em junho de 2026. Ela apresentou resultados e obstáculos e enfatizou a importância de consolidar um sistema de governança e monitoramento robusto, capaz de superar fragilidades históricas na coleta de dados, especialmente na área da educação inclusiva.O representante da Seciteci-MT demonstrou que Mato Grosso registra um crescimento expressivo na oferta de educação profissional técnica, passando de atendimento em 35 municípios, em 2024, para 109 cidades em 2026, resultado de parcerias estratégicas. No entanto, pontuou que, apesar do avanço territorial, o setor ainda enfrenta dificuldades para atrair e remunerar profissionais altamente especializados para atuar como docentes.Antes da apresentação dos dados, o município de Cuiabá destacou que a capital enfrenta desafios significativos para atingir metas cruciais de atendimento, operando sob restrição orçamentária. “Esperamos construir um plano melhor para Cuiabá e para a nossa população”, afirmou a representante da SME. Já a representante de Várzea Grande enfatizou a importância de um monitoramento contínuo, a fim de evitar que a gestão se limite apenas à análise de dados retroativos.A representante de Barão de Melgaço destacou as especificidades do município ribeirinho e os desafios impostos pela realidade geográfica, social e econômica da região, onde grande parte da população depende do transporte fluvial. Entre as dificuldades apontadas estão a inviabilidade de formação de turmas regulares, o que leva à adoção de salas multisseriadas.A vereadora Michelly Alencar reafirmou seu compromisso com a educação em Cuiabá ao participar do fórum, ocasião em que cobrou soluções urgentes para os problemas de infraestrutura e o déficit de vagas em creches e no ensino integral da rede municipal. Segundo ela, a superação dos baixos índices educacionais é essencial para o alcance das metas estabelecidas e para a promoção de mudanças concretas na realidade social. “A educação é a nossa esperança de uma sociedade melhor”, afirmou.A reunião contou ainda com a presença de representantes do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), da Câmara Municipal de Cuiabá, do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Sinprotec), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME), do Conselho Municipal de Educação (CME), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da União Estadual dos Estudantes (UEE).

Leia Também:  Plantões técnicos ajudam municípios na elaboração do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA