MATO GROSSO
“Doar medula óssea é a chance de recomeçar para o outro”, afirma doadora mato-grossense
MATO GROSSO
“Doar medula óssea é doar a chance de recomeçar para o outro e também para a gente”. Foi assim que a servidora pública Kauana Elizabeth Dutra dos Santos, moradora de Várzea Grande, resumiu o gesto que pode salvar a vida de um paciente em 2025.
Assim como Kauana, outros dois voluntários de Mato Grosso efetivaram a doação de medula óssea em 2025. Os três procedimentos foram realizados em Ribeirão Preto, Brasília e Niterói.
Em 2025, o MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, cadastrou 1.097 pessoas no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), chegando a 73.492 voluntários disponíveis para doar medula óssea no Estado. Contudo, a doação só ocorre mediante compatibilidade entre doador e receptor.
O transplante de medula óssea é um tratamento indicado para pacientes com mais de 80 doenças, como leucemia, linfomas e alguns tipos de anemia e doenças hereditárias. Neste mês, é realizada a campanha Fevereiro Laranja, com o objetivo de conscientizar a população sobre a leucemia e a importância vital da doação de medula óssea.
A doação não é realizada em Mato Grosso, pois normalmente ocorre na cidade onde o receptor faz o tratamento, para onde o doador viaja com todas as despesas pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A mato-grossense Kauana, de 31 anos, cadastrou-se em 6 de março de 2024. Em menos de dois anos, no dia 4 de novembro de 2025, ela foi chamada e passou por um procedimento que salvou uma vida.
“A cada passo, a cada exame, a cada etapa que eu realizava, meu pensamento estava no receptor. Eu imaginava o quanto ele aguardava por aquela medula, o quanto estava ansioso pela oportunidade de continuar vivendo. Isso me dava ainda mais certeza de que eu estava exatamente onde deveria estar. Hoje falo com o coração cheio de gratidão. Viver essa experiência me transformou”, afirmou Kauana.
A voluntária fez a doação por aférese no Banco de Sangue de Brasília. Ela tomou medicação por quatro dias para aumentar a produção de células-tronco e, no dia da coleta, o procedimento foi realizado pelo sangue, por meio de uma máquina, em um processo semelhante a uma hemodiálise, sem necessidade de internação e anestesia.
Kauana contou que fica emocionada toda vez que se lembra da doação e incentiva outras pessoas a também salvarem vidas por meio de um gesto simples.
“Sou muito grata ao MT Hemocentro por ter me dado a oportunidade de ser esperança na vida de alguém. Essa experiência não transformou apenas quem recebeu, mas transformou profundamente a mim também. Hoje, eu sei que fui instrumento de vida e isso mudou a forma como eu enxergo o mundo e o meu propósito nessa terra”, analisou.
Conforme o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, a equipe trabalha para explicar à população como é feita a doação de medula óssea, para que mais pessoas façam o cadastro e fiquem disponíveis em caso de compatibilidade.
“Hoje, a chance de encontrar um doador compatível fora da família, dentro deste banco de dados, é de 1 em 100 mil. Quando se acha uma pessoa compatível, a equipe do INCA [Instituto Nacional de Câncer] entra em contato com o voluntário e avança à segunda etapa do processo, em que é feita uma triagem com alguns exames adicionais para avaliar como está o estado de saúde e confirmar a compatibilidade”, avaliou.
Nas ações do MT Hemocentro pelo interior, a população também pode fazer o cadastro para doação de medula.
“É um procedimento simples para quem doa, mas que será fundamental para um paciente que precisa receber o transplante de medula óssea. Por isso, quanto mais voluntários estiverem cadastrados no Redome, maiores as chances de compatibilidade para a realização do procedimento que salva vidas. Há pessoas que, em menos de um ano, foram convocadas para doação. Mas há também pessoas que já estão há um tempo neste cadastro e não foram chamadas”, explicou Fernando.
Como se cadastrar para doar medula óssea?
A equipe do MT Hemocentro, unidade localizada na Rua 13 de Junho, 1.055, em Cuiabá, está preparada para orientar e tirar as dúvidas dos interessados em fazer o cadastro e, futuramente, uma doação de medula óssea. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h.
No MT Hemocentro, os potenciais doadores realizam o cadastro e coletam um tubo de 5 ml de sangue para exame de tipagem HLA (antígenos leucocitários humanos). Assim, o morador entra no banco de dados do Redome e aguarda que o INCA encontre algum paciente compatível que precise de transplante de medula óssea para ser convocado.
Para fazer o cadastro, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde, não possuir doenças impeditivas, como hematológicas ou neoplásicas, além de doenças infecciosas ou do sistema imunológico, e apresentar documento oficial com foto. Quem se cadastrar permanece no Redome até os 60 anos e, até essa idade, poderá fazer a doação.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
PM prende homem que agrediu esposa e familiares e apreende duas espingardas em Canarana
Um homem, de 44 anos, foi preso pela Polícia Militar pelos crimes de lesão corporal, ameaça e porte ilegal de arma, motivados por violência doméstica, no final da noite desta segunda-feira (15.6), em Canarana. O suspeito foi detido em flagrante após agredir e ameaçar sua esposa e familiares. Duas armas de fogo foram apreendidas.
A equipe da 5ª Companhia Independente foi acionada via 190 por uma jovem que denunciou que sua mãe e seus irmãos estavam sendo agredidos pelo seu padrasto e que ela também teria sido agredida ao tentar ajudar. Os policiais foram ao endereço e encontraram todas as vítimas na frente de uma casa.
Em relato, a denunciante afirmou que reside no mesmo lote em que a sua mãe e que teria sido chamada pelos seus irmãos, que flagraram o suspeito agredindo a vítima. Ela também disse que, ao chegar na casa e tentar retirar a mãe das mãos do homem, também foi alvo de ataques do agressor.
Já a vítima, relatou que o marido teria ido ao mercado e retornou para casa embriagado. Em seguida, iniciaram uma discussão, momento em que ela foi agredida com socos e puxões de cabelo, além de ser enforcada pelo suspeito.
Os familiares também afirmaram terem sofrido ameaças do homem e que temiam pela vida, pois sabiam que o suspeito tem armas de fogo guardadas na casa.
Os militares entraram no imóvel e abordaram o homem, que apresentou resistência e precisou ser algemado. Nas buscas pela casa, os policiais localizaram duas espingardas e cinco cartuchos de munições.
Diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT

