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Eleitores da agricultura familiar recebem mutirão na Sexta Agrovila, em Terra Nova do Norte

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A comunidade Sexta Agrovila Miraguaí, zona rural de Terra Nova do Norte (a 632 km de Cuiabá), será atendida por mutirão da Justiça Eleitoral a partir desta quarta-feira (1º/10). Formada por sítios, chácaras e fazendas de gado, a pequena comunidade é composta, em sua maioria, por trabalhadores dedicados à agricultura familiar. Os atendimentos ocorrerão no Centro Comunitário Social da localidade e prosseguirão até sexta-feira (3/10), das 7h30 às 16h. Todos os serviços serão oferecidos aos eleitores e eleitoras, mas o foco da ação é o alistamento (primeiro título), transferências e cadastramento biométrico.

“É uma comunidade carente de muitos serviços, que não conta com linha regular de transporte coletivo, exceto o escolar. O deslocamento até a cidade de Terra Nova do Norte fica bastante comprometido, prejudicando inclusive o acesso a diversos serviços. Nossa presença no local é para oportunizar o acesso de eleitores e eleitoras aos serviços oferecidos pela Justiça Eleitoral”, relata a servidora pública Gleidiana Amélia de Sousa Alamí, que irá atuar no atendimento à comunidade.

Segundo ela, a divulgação do mutirão contou com panfletagem, convites virtuais enviados pelo WhatsApp, aviso no posto de saúde e comunicados nas redes sociais da Prefeitura de Terra Nova do Norte, além do trabalho dos agentes de saúde e da igreja da comunidade. “Tivemos uma situação atípica: o fechamento de uma seção como consequência da desativação de uma escola. Mas, a pedido da própria comunidade, a seção foi reaberta com o cadastramento biométrico dos eleitores. Por isso, o nosso foco agora são os novos eleitores que se mudaram para essa região e o alistamento”, explica a servidora.

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A Justiça Eleitoral levará para o mutirão toda a estrutura necessária para os atendimentos. O cartório da 33ª Zona Eleitoral designou dois servidores, operando dois kits biométricos. Cada kit é composto por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e cases para ambientação e transporte dos equipamentos. Os itens são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sede do cartório fica em Peixoto de Azevedo (a 25 km do local do mutirão). Terra Nova do Norte é atendida por um posto eleitoral.

Para receber atendimento, basta levar documento oficial com foto e comprovante de endereço atualizado, que podem ser apresentados em versão física ou digital. No mutirão, o cidadão ou cidadã já sai com o título de eleitor em mãos, além de receber orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso: não é necessário votar no local ou morar na cidade onde a ação é realizada.

Panorama Municipal

O cadastramento biométrico em Terra Nova do Norte já alcançou 83,93%, o que representa 7.578 eleitores biometrizados entre os 9.028 aptos a votar. Ainda faltam 1.450 pessoas, o equivalente a 16,06% do eleitorado no município. Em nível estadual, a cobertura biométrica está em 89,9%, ou 2.274.933 eleitores. Já 255.572 pessoas (10,1%) ainda não realizaram a coleta biométrica em Mato Grosso.

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Biometria

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação.

No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. Além das digitais, o cadastro biométrico também atualiza outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros.

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança, a confiabilidade e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove a acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem mostra um ambiente rural com uma construção simples de paredes brancas e base pintada de vermelho, ao fundo, cercada por árvores que fazem sombra no local. Em frente à edificação, há um gramado e, atrás dela, é possível ver uma caixa d’água azul. O chão em primeiro plano é de terra batida, e ao lado direito aparece parte de uma escada de madeira ligada a uma estrutura também rústica.

Fonte: TRE – MT

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Novo espaço da Ampara fortalece parceria de 17 anos com o TJMT pela adoção

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Um ambiente de acolhimento, escuta e orientação para quem sonha em formar uma família por meio da adoção. Esse é o propósito do novo espaço da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), inaugurado nesta quinta-feira (16) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A iniciativa reforça uma parceria construída ao longo de 17 anos entre o Poder Judiciário e a entidade, referência no apoio a pretendentes à adoção e famílias adotivas em todo o estado.
Representando o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, a juíza auxiliar da Presidência, Christiane da Costa Marques Neves destacou que a parceria coloca o Judiciário mato-grossense em posição de destaque no país por atuar além da tramitação dos processos de adoção. “O Tribunal de Justiça mais uma vez atua na vanguarda. Poucos tribunais possuem essa parceria com um grupo de apoio à adoção. Hoje damos mais um passo, oferecendo um espaço maior para fortalecer esse trabalho, que tem como finalidade garantir um direito fundamental da criança e do adolescente: o direito à convivência familiar e comunitária”, destacou.
Mulher de cabelos castanho-claros sorri enquanto fala ao microfone da TV JUS. Veste blusa escura e brinco pequeno. Ao fundo, banner institucional desfocado.Ela também ressaltou que a atuação do Judiciário vai além das decisões judiciais, incluindo o acompanhamento das instituições de acolhimento e a construção de políticas voltadas à proteção da infância.
Mais que uma sede, um espaço de acolhimento
Fundadora e vice-presidente da Ampara, Lindacir Rocha Bernardon relembrou que a associação nasceu em 2009, motivada pela própria experiência como mãe por adoção e pelo desejo de preparar famílias para acolher crianças e adolescentes marcados por histórias de perdas. “A adoção é cercada de dores e desafios. Nós queríamos preparar as famílias para acolher a criança real e fortalecer esses vínculos. Esse espaço representa exatamente isso: transformação de vidas. O Tribunal de Justiça vai além de garantir direitos, ele colabora para transformar vidas”, disse.
Mulher de cabelos castanhos cacheados e óculos de armação escura fala em ambiente interno. Veste blazer preto sobre blusa vermelha. Ao fundo, quadro com certificado emoldurado.A presidente da Ampara, Daisy Anne Marklew Guilem afirmou que o novo ambiente permitirá ampliar o acolhimento oferecido às famílias em todas as etapas do processo adotivo. “Nossa missão é ajudar famílias a encontrarem seus filhos e os filhos a encontrarem seus pais, construindo vínculos permanentes e saudáveis. Este espaço fortalece esse trabalho, porque aqui atendemos as famílias, realizamos o curso preparatório obrigatório e continuamos acompanhando essas famílias mesmo depois da adoção”.
Segundo ela, o apoio do TJMT é reconhecido nacionalmente por ser uma experiência rara de parceria entre um tribunal e uma organização da sociedade civil dedicada à adoção.
Preparação para uma adoção consciente
Além do acompanhamento às famílias, a Ampara desenvolve o Pré-Natal da Adoção, curso obrigatório para quem deseja adotar, previsto na Lei nº 12.010/2009. A formação orienta os pretendentes sobre os aspectos jurídicos, sociais e afetivos da adoção, ajudando a desconstruir mitos e a preparar as famílias para os desafios da construção dos vínculos familiares.
RHomem de cabelos escuros, barba grisalha, terno azul-marinho, camisa branca e gravata azul, fala olhando para o lado. Ao fundo, parede branca e detalhe em madeira.sentando o Instituto Brasileiro de Direito de Família em Mato Grosso (IBDFAM-MT), o juiz Jamilson Haddad Campos destacou a relevância da atuação conjunta em defesa da infância. “A Ampara realiza um trabalho de primeira grandeza no acolhimento de crianças e adolescentes. É uma instituição essencial para fortalecer famílias e garantir proteção à infância. O IBDFAM permanece parceiro e à disposição para contribuir com essa missão”.
Criada em 2009, a Ampara é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que promove cursos, encontros de apoio e acompanhamento às famílias antes, durante e após a adoção. Com o novo espaço no Tribunal de Justiça, a entidade amplia sua capacidade de atendimento e reforça o compromisso compartilhado entre Judiciário e sociedade civil para que mais crianças e adolescentes tenham assegurado o direito de viver em família.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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