MATO GROSSO
Encontro de Sustentabilidade: Judiciário reafirma compromisso com o desenvolvimento sustentável
MATO GROSSO
Mantendo o compromisso firmado em seu Planejamento Estratégico, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso chegou à oitava edição do Encontro de Sustentabilidade, trazendo profissionais de renome nacional para abordar os conceitos mais atuais que norteiam os esforços internacionais na busca pelo desenvolvimento que alie o meio ambiente, o social e a governança. O evento híbrido ocorreu na sede do TJMT, em Cuiabá, nesta quinta-feira (17).
“Somos todos responsáveis pela saúde do nosso planeta porque é dessa saúde que depende a nossa própria saúde, a nossa própria sobrevivência da espécie. E ao que parece ainda falta muito para chegarmos ao nível de consciência realmente sustentável. São muitas as ações que ainda precisamos internalizar e fazer parte do nosso cotidiano. E isso precisa começar pelo nosso ambiente de trabalho e, quem sabe, daqui nós estejamos sendo vitrine para que outros comecem também a ter essa mesma atitude de pensar duas vezes antes de atirar um papel de balinha que seja fora do seu destino natural, para que seja reaproveitado ou descartado de forma correta. É preciso que nós tomemos isso como nossa bandeira de sobrevivência”, disse.
Postura local com impacto no cenário global – A juíza coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Viviane Brito Rebello, destacou a alegria de chegar à oitava edição do Encontro de Sustentabilidade e a representatividade dessa iniciativa no cenário global. “Neste momento da nossa história, é inegável que a adoção de práticas sustentáveis e de conscientização das questões ambientais, sociais e de governança não pode e não deve ser negligenciada. A ASG é um assunto que afeta todo mundo, não importa de onde venhamos ou em que trabalhemos. Ele afeta todas as esferas da nossa sociedade. E ao trazer esse debate para o Judiciário, reconhecemos a importância crucial de um sistema legal que esteja à altura dos desafios que enfrentamos e dos impactos dessas decisões em nossa sociedade e em nosso ambiente. Ao alinharmos nossos esforços com esses objetivos nos tornamos agentes de mudança em um cenário de cooperação internacional”, enfatizou.
Cidinha Nascimento lembrou ainda que o TJMT e a Asmats têm uma parceria em que o Poder doa grandes quantidades de papel para a associação. Na última doação, ocorrida em maio deste ano, foram destinadas mais de 9 toneladas do material. “A gente só tem a agradecer porque tendo essa parceria, cada vez que o TJ disponibiliza dos seus arquivos o papel, está contemplando a Asmats numa grande ação. Na primeira vez que nós reciclamos esse papel do TJ, nós conseguimos cercar a área da nossa tão sonhada sede. E de lá pra cá, a gente só vem agregando renda para essas pessoas. O papel é centavos que a gente vende, mas com esse papel, que não é destinado ao lixão e sim a uma reciclagem, a gente está contemplando a sustentabilidade e a necessidade desses catadores”, relata.
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Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio
A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



