MATO GROSSO
Escola Cesário Neto inaugura sala para atender ao exame de certificação
MATO GROSSO
A Escola Estadual Professor Antônio Cesário de Figueiredo Neto, de desenvolvimento integral da educação básica (EEDIEB), situada no centro de Cuiabá, inaugura nesta segunda-feira (16/05), às 18 horas, uma sala para o Programa Certifica MT, destinado a pessoas que não terminaram seus estudos em idade regular.
O programa, responsável por certificar a conclusão do ensino fundamental ou médio, avalia competências e habilidades de jovens por meio de um exame, no formato online, modalidade que também permite o acesso ao material didático de apoio.
Segundo a diretora Fabia Elaine Ferreira de Melo, ao abrir suas portas para o Certifica MT, a escola Cesário Neto, como é mais conhecida, procura ampliar as chances de os alunos serem aprovados no exame.
“Embora a prova tenha conteúdo programático, a qualidade do material utilizado propicia aos nossos alunos uma melhor preparação e, consequentemente, maiores chances de aprovação”, frisou Fábia de Melo, acrescentando que este material é adaptado ao público adulto, facilitando o aproveitamento de seu conteúdo.
Atualmente, a Cesário Neto atende mais de 720 alunos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e busca aumentar a possibilidade de os alunos obterem o certificado. Cerca de 200 alunos serão submetidos ao exame e, caso obtenham a pontuação mínima na prova de múltipla escolha, receberão o certificado. A unidade contará com uma sala específica, a ser inaugurada nesta segunda-feira, para realização da prova.
MATO GROSSO
MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT



