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Escola de Cuiabá recebe ação do projeto Jovem Ouvidor

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A Ouvidoria Geral do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu continuidade às ações do projeto Jovem Ouvidor com a realização de uma nova seleção de estudante, reforçando a proposta de levar conhecimento, escuta ativa e protagonismo juvenil para dentro do ambiente escolar. O sorteio foi realizado na sexta-feira (22) na Escola Municipal de Educação Básica (E.M.E.B.) Esmeralda de Campos Fontes, em Cuiabá.O projeto consiste na escolha de um estudante que passa por uma experiência formativa junto à Ouvidoria do MPMT, onde aprende sobre o funcionamento da instituição, os canais de escuta e os procedimentos para encaminhamento de demandas. Após esse período de imersão, o aluno retorna à escola com a missão de atuar como multiplicador das informações, contribuindo para orientar colegas e fortalecer a cultura de participação dentro da comunidade escolar. Ao final do ciclo, o estudante também elabora um relatório com as principais demandas identificadas.A ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, destaca que o projeto busca formar cidadãos mais conscientes e participativos. Segundo ela, a proposta é mostrar aos jovens que eles têm voz e podem contribuir para a construção de uma sociedade melhor, além de despertar o interesse por carreiras públicas e pelo exercício da cidadania.Durante a ação, o estudante Miguel Henrique Novaes Gomes foi o selecionado para participar desta etapa do projeto. Ele comemorou a escolha e destacou o significado da oportunidade. “Eu estou muito feliz. Eu não imaginava que ia ser escolhido, mas fui. Acho que é importante ter respeito e bom comportamento”, disse.Para a diretora da escola, Gislaine Favin de Souza, o projeto contribui para mudar a percepção dos alunos sobre o papel do Ministério Público. “Eu acho esse projeto maravilhoso, porque quando se fala em Ministério Público muitas pessoas ficam com medo. E aqui a criança passa a conhecer melhor, entender que é um órgão que pode caminhar junto com ela para melhorar o aprendizado e a comunidade. Isso engrandece não só a escola, mas toda a comunidade”, afirmou.O envolvimento das famílias também foi destaque durante a atividade. A mãe de Miguel, Marina Novais de Campos, ressaltou a importância da iniciativa para o desenvolvimento dos estudantes. “Eu acho muito interessante esse projeto, porque a criança precisa ter essa oportunidade, já pensando no futuro. Fico muito feliz pelo meu filho ter sido escolhido e poder compartilhar esse aprendizado com os colegas”, disse.O secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira, reforçou a relevância da parceria entre o Município e o Ministério Público. “O MP é um órgão de controle que realiza um excelente trabalho. Esse programa vem somar e agregar muito. É importante que os alunos entendam o que é ser um ouvidor e conheçam esse papel desde cedo. Estamos trabalhando para ampliar essa iniciativa e levar para todas as unidades da rede municipal”, destacou.O primeiro sorteio do projeto foi realizado na terça-feira (19), na Escola Municipal EMEB Ulisses Guimarães, marcando o início das atividades da iniciativa nas unidades escolares.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio

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A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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