MATO GROSSO
Escolas estaduais de MT já trabalham educação financeira há dois anos; SP implanta no próximo ano
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Com o ensino de educação financeira nas escolas estaduais, Mato Grosso está à frente dos outros estados, inclusive de São Paulo, que anunciou investimentos em educação financeira na rede estadual a partir de 2024.
“Estamos na vanguarda com essa abordagem, fortalecendo a cidadania e oferecendo de forma prática e lúdica esta orientação. Isso desperta o interesse em crianças e jovens no gerenciamento de recursos financeiros por toda a vida. Aqui estamos bem adiantados e, no ano que vem, a nossa pretensão já é ampliar o projeto para as séries iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, além do ensino médio”, destaca o secretário estadual de Educação, Alan Porto.
A educação financeira nas escolas já garantiu até prêmio para a professora de matemática, Márcia Rosangela Nascimento, da Escola Estadual São Francisco, localizada em Jaciara. Em novembro de 2022, ela foi uma das ganhadoras do 1º Prêmio BEI de Educação Financeira para Escolas Públicas, concedido para identificar, valorizar e reconhecer educadores que implementam essa temática em sala de aula de forma qualificada.
Márcia desenvolveu um projeto no qual seus estudantes fizeram um planejamento de uma viagem considerada dos sonhos. Após definir para onde queriam ir, eles fizeram pesquisas e orçamentos utilizando recursos matemáticos, para tornar o plano possível. E, em outra atividade, apoiaram a criação de uma cantina escolar e abordaram diferentes etapas do negócio: compra dos ingredientes, preparo, venda e fechamento do caixa. Ao todo, 120 alunos participaram do projeto, em quatro turmas.
Um conteúdo atualizado começará a ser aplicado nas turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e, em 2024, a meta é ampliar o projeto para as demais séries do ensino fundamental, além do ensino médio.
“O futuro de crianças e jovens passa pela educação e, no processo de ensino e de aprendizagem, conteúdos diferenciados como educação financeira são essenciais para que eles tenham uma vida adulta plena para conquistar mais qualidade de vida e bem-estar”, pontuou o secretário de Educação.
Na rede estadual, o ensino de educação financeira faz parte dos Projetos Complementares para a Recomposição da Aprendizagem, dentro da Política Pública dos Projetos Integrados. A ação está sendo reforçada com mais uma trilha formativa para todos os professores de matemática, de 10 de agosto a 20 de novembro, por meio de uma parceria com o Instituto BEI.
O objetivo é oferecer ferramentas aos educadores para apoiá-los em sala de aula, principalmente na aplicação de metodologias ativas de aprendizagem.
Alan Porto também anunciou que no dia 15 deste mês a Seduc fará a segunda live do ano com gestores escolares, coordenadores pedagógicos e todos os professores de matemática da rede.
“Vamos apresentar algumas novidades e o material didático impresso, que deverá ser distribuído ainda neste mês de agosto a professores e estudantes”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
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Jornada jurídica debate interculturalidade e combate ao crime
A integração entre a comunidade acadêmica e os diferentes ramos do Ministério Público marcou a 2ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos, realizada no Teatro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, nesta segunda-feira (18). O evento, idealizado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), reuniu estudantes de Direito, membros das instituições e profissionais do sistema de Justiça.Durante a abertura, autoridades destacaram a importância da aproximação entre os estudantes e as carreiras ministeriais. O procurador-chefe do MPF em Mato Grosso, Ricardo Pael Ardenghi, ressaltou que a proposta foi despertar a curiosidade dos acadêmicos sobre a atuação dos Ministérios Públicos. “A ideia aqui é despertar o interesse de vocês, a curiosidade de vocês, para o que os Ministérios Públicos fazem em Mato Grosso. Espero que vocês aproveitem bastante, tirem dúvidas e fiquem curiosos com o que a gente faz”, afirmou.A procuradora-chefe do MPT em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, enfatizou que o encontro buscou aproximar os estudantes da realidade profissional. “O que a gente quer trazer aqui é o que fazemos em questões específicas, para poder dar exemplos e mostrar caminhos possíveis para quem está construindo sua trajetória profissional”, destacou.Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, lembrou o papel constitucional da instituição. “Há, na nossa Constituição Federal, um lugar específico para o Ministério Público, que é a defesa do regime democrático. Além disso, a importância de que a ordem jurídica seja respeitada e os interesses sociais e individuais sejam protegidos”, afirmou.Interculturalidade e respeito às diferenças – o primeiro painel da jornada teve como tema “O Ministério Público na Defesa da Interculturalidade”. Os debates foram mediados pelo procurador-chefe do MPF, Ricardo Pael Ardenghi, e contaram com a participação do procurador da República Guilherme Fernandes Ferreira Tavares, da promotora de Justiça do MPMT Maria Coeli Pessoa de Lima e do procurador do Trabalho Pedro Henrique Godinho Faccioli.Ao discutir a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais, a promotora de Justiça Maria Coeli Pessoa de Lima destacou a necessidade de respeito às especificidades culturais sem relativizar direitos fundamentais. “Sempre que vamos tratar com comunidades indígenas e tradicionais, precisamos ter muito respeito. Eles têm o direito de viver a diferença deles. Mas violência nunca é cultura”, afirmou.A promotora também chamou atenção para os desafios enfrentados por mulheres indígenas e quilombolas no acesso à rede de proteção. “Temos barreiras geográficas, linguísticas e o racismo estrutural. O nosso grande desafio hoje é evitar que a violência chegue ao feminicídio nessas comunidades”, alertou.Combate ao assédio eleitoral – na sequência, os participantes acompanharam o painel “O Ministério Público no Combate ao Assédio Eleitoral”, mediado pela procuradora-chefe do MPT, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani. Integraram a mesa o procurador da República Fabrizio Predebon da Silva, o promotor de Justiça do MPMT Mauro Poderoso de Souza e o procurador do Trabalho Pedro Henrique Godinho Faccioli.Durante o debate, Mauro Poderoso destacou a complexidade do Direito Eleitoral e os impactos imediatos das decisões tomadas pela Justiça nessa área. “O direito eleitoral hoje é o direito mais complexo que existe. É um ramo que tem efeito imediato; você vê senador cassado, deputado cassado e presidente com inelegibilidade”, observou.O promotor também abordou o fenômeno do assédio eleitoral e a influência do crime organizado nos processos democráticos. “O assédio eleitoral é devastador; ele gera inelegibilidade, que é a pior consequência no direito eleitoral”, afirmou.Enfrentamento às facções criminosas – o terceiro e último diálogo teve como tema “O Ministério Público no Enfrentamento às Facções Criminosas”. A mediação foi conduzida pelo promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro. Participaram da mesa a procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, o promotor de Justiça do MPMT Rodrigo Ribeiro Domingues e a procuradora do Trabalho Valdenice Amália Furtado.Durante sua exposição, Rodrigo Ribeiro Domingues abordou os avanços da nova legislação de enfrentamento às organizações criminosas e os instrumentos voltados ao enfraquecimento financeiro das facções. “A lei antifacção trouxe aspectos importantes para combater esse estado paralelo. Criou tipos penais específicos, como o de domínio social estruturado, e aumentou a reprimenda estatal”, explicou.O promotor ressaltou que o controle territorial exercido por grupos criminosos exige uma resposta integrada do Estado. “O principal avanço é o compartilhamento de informações e a cooperação. Cada instituição possui sua expertise e, reunidas, essas potencialidades otimizam a persecução penal”, destacou.A 2ª Jornada de Diálogos Jurídicos dos Ministérios Públicos foi realizada em alusão ao Dia do Estagiário e teve como objetivo aproximar os estudantes da prática ministerial, promovendo reflexões sobre temas que desafiam diariamente o sistema de Justiça e fortalecendo o diálogo entre academia e instituições públicas.Fotos: MPT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT



