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Esmagis-MT promove reflexão sobre meio ambiente no Dia da Natureza e dos Animais

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Neste sábado (4 de outubro), data em que se comemora o Dia da Natureza e o Dia Mundial dos Animais, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) traz uma importante reflexão sobre o papel de cada ser humano na preservação do planeta e de todos os seres que nele habitam, em especial no território brasileiro.

Responsável pelo eixo Meio Ambiente da Esmagis-MT e coordenador do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), o desembargador Rodrigo Curvo destacou que o Judiciário tem responsabilidade fundamental na defesa do meio ambiente. “Em um estado como Mato Grosso, em que convivem três biomas de importância mundial — Amazônia, Cerrado e Pantanal —, nossa missão, além de julgar processos, deve também incentivar a cooperação entre instituições e aproximar ciência, direito e sociedade”, afirma.

Segundo o desembargador, são decisões técnicas, bem fundamentadas e, também, a promoção de iniciativas institucionais, que contribuem efetivamente para preservar a biodiversidade. “Essa é uma forma de dar concretude ao que prevê a Constituição quando trata do direito de todos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado.”

Parceria com o Ibama

Em setembro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi uma das instituições que aderiram à proposta feita pela Esmagis-MT para integrar o Cesima, com o compromisso de atuação colaborativa e integrada entre todos os signatários.

Em entrevista exclusiva à Esmagis, o presidente do Ibama, Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, lembrou que o Brasil possui 20% de todas as espécies vivas do planeta. “Isso é uma responsabilidade muito grande. São 145 mil espécies de animais e 45 mil espécies de plantas. Metade do nosso território já foi desmatado. Uma boa parte do que está de pé já é floresta degradada, e outra parte está ameaçada de extinção. Então, essa responsabilidade é muito grande, e por isso essas datas são tão relevantes: para que a gente possa celebrar a vida, promover a educação ambiental e mostrar à sociedade a importância de manter nossos biomas em pé”, destaca.

Biólogo, ambientalista e advogado, Rodrigo Agostinho assinala que o Brasil possui seis biomas terrestres, que se somam a todo um sistema costeiro e aquático. “Os biomas terrestres incluem o Pampa, exclusivo do Rio Grande do Sul. Lá, o Pampa ocupa aproximadamente dois terços de todo o território. Está se transformando em área agrícola mecanizada, o que representa um problema, além das mudanças climáticas. No litoral brasileiro, tínhamos, adentrando ao interior, a Mata Atlântica. É a floresta mais rica em biodiversidade do mundo! Perdemos mais de 90% da Mata Atlântica, mas agora ela está voltando e já chegou a 20% da área originária, de 1 milhão e 250 mil quilômetros quadrados”, explica.

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Ele ressalta ainda o Cerrado, savana mais rica em biodiversidade, que recobria 23% do território brasileiro, e a Caatinga, área de savana semiárida que ocupava 11% do território nacional e que já foi quase 50% devastada. “Temos o Pantanal, que é a planície inundável mais rica em biodiversidade e que está sofrendo muito com as mudanças climáticas, e a maior floresta tropical do mundo, que é a Amazônia, ocupando metade do nosso território. Então, é muito importante cuidarmos de tudo isso.”

Segundo Agostinho, a floresta produz chuva, que alimenta os rios e fornece água para a agricultura. “A chuva é importantíssima para manter a economia brasileira e a vida nas cidades. A natureza, apesar de parecer algo distante da nossa vida, é essencial para mantermos nossa existência nesse território tão especial que é o Brasil.”

Especificamente em relação a Mato Grosso, o presidente do Ibama destaca que é a unidade da federação que mais derruba florestas no país, e onde a preservação ambiental precisa ser mais discutida. “A discussão da educação ambiental envolve questões ligadas ao nosso dia a dia, como separar o lixo para reciclagem, economizar energia e água, plantar uma árvore na frente de casa, mas também temas mais sérios, como o uso indiscriminado de agrotóxicos e a caça e pesca predatórias. Está começando agora o período de reprodução dos peixes, a Piracema, e é importante que a população respeite esse período. Precisamos enfatizar a importância de manter florestas em pé e preservar nascentes. A educação ambiental é fundamental, está relacionada ao nosso comportamento, e esse comportamento precisa ser mais sustentável”, assevera.

Proteção aos animais

Relembrando que o dia 4 de outubro também é o Dia de São Francisco de Assis, considerado o protetor dos animais e padroeiro da ecologia na tradição católica, o presidente do Ibama destacou que a proteção aos animais é um tema muito sensível e que tem ganhado cada vez mais espaço, especialmente com a maior exposição nas redes sociais.

“O Brasil tem 145 mil espécies de animais. Em alguns grupos, é campeão ou está entre os três maiores. É o caso, por exemplo, das aves. O Brasil tem 1.971 espécies reconhecidas de aves, só perde para a Colômbia, e isso representa um desafio enorme. O Ibama atua em várias frentes, mas a principal delas é o combate ao tráfico de animais. Só no ano passado, recebemos 60 mil animais, e a maioria foi fruto de tráfico. As pessoas vão até as florestas, retiram os animais e os colocam à venda. E agora, cada vez mais, há redes sociais vendendo esses animais e transportando-os por caixinhas dos Correios. É um problema muito grave, e estamos trabalhando na fiscalização, reabilitação e soltura desses animais”, salientou.

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Atualmente, o Ibama mantém 25 Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em todo o país, justamente para reabilitar os animais apreendidos. Segundo Agostinho, dos 60 mil animais apreendidos em 2024, 40 mil voltaram para a natureza. “Recebemos denúncias pela internet, diretamente nos escritórios do Ibama, e também denúncias anônimas pelo Fala BR e pela linha verde do Ibama: 0800-0618080. As pessoas devem denunciar. Qualquer informação será tratada com sigilo, para que possamos de fato chegar aos responsáveis pelas agressões ambientais”, explica.

O biólogo lembra que todos, sem exceção, podem fazer muito pela natureza, por meio de escolhas individuais e coletivas, com atos simples como evitar jogar lixo em qualquer lugar, encaminhá-lo para reciclagem, arborizar áreas urbanas, economizar energia, combustível e água, e escolher com consciência os alimentos que levam à mesa.

“É muito importante que as pessoas entendam que os sistemas ambientais, a discussão da COP (Conferência das Partes), tudo isso parece muito distante, mas não é. Está ao nosso redor. O meio ambiente é a água que bebemos, o ar que respiramos, a comida que comemos, a natureza que nos cerca. Então, vamos todos juntos celebrar essa data e fazer a nossa parte.”

Responsabilidade e esperança

Neste Dia da Natureza e Dia Mundial dos Animais, o desembargador Rodrigo Curvo deixou uma mensagem sobre responsabilidade e esperança. “Responsabilidade, porque cada cidadão precisa compreender que suas escolhas diárias — desde o consumo até a forma de lidar com resíduos — impactam diretamente a natureza e os animais. E esperança, porque acredito que estamos construindo um novo paradigma: um em que a justiça ambiental e o respeito à vida estejam no centro das decisões públicas e privadas”, observa.

“No Dia da Natureza e dos Animais, convido cada pessoa a se reconhecer como guardiã da casa comum que é o nosso planeta. Pequenas atitudes, quando somadas, podem mudar destinos. E o Judiciário de Mato Grosso, por meio do Cesima e de suas políticas, reafirma seu compromisso de estar ao lado da sociedade nessa caminhada pela preservação e pelo futuro.”

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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