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Força-tarefa fecha boate e apreende 169 porções de entorpecentes em Sinop

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Uma força-tarefa composta por policiais militares resultou no fechamento de uma boate e na apreensão de 169 porções de entorpecentes, incluindo frascos de loló, invólucros de drogas e cigarros de maconha, na madrugada deste domingo (17.11), na Avenida Principal, no bairro Jardim Roma, em Sinop (480 km de Cuiabá).

No local, mais de 100 adolescentes foram flagrados consumindo bebidas alcoólicas e havia comercialização de drogas. O proprietário do local e outras seis pessoas foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.

A ação faz parte da Operação Quinto Mandamento, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), na quinta-feira (14.11), com foco na repressão e prevenção dos crimes de homicídios, tráfico de drogas e entre outros no município.

Participaram da ocorrência policiais militares da Rotam, da Cavalaria, Companhia Raio, Grupo de Apoio (GAP), e também da operação MT Seguro.

Conforme boletim de ocorrência, as equipes receberam denúncias sobre a entrada de menores no estabelecimento comercial, prostituição, uso e venda de drogas e som alto.

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Diante disso, os policiais foram até o estabelecimento comercial e vários clientes fugiram ao avistar a aproximação das viaturas. No local, os militares confirmaram o teor da denúncia e identificaram três homens e uma mulher comercializando droga. Além das substâncias apreendidas com o grupo, outras porções foram encontradas no banheiro, nas mesas e no chão da boate.

Na mesma operação, duas pessoas foram presas por mandados de prisão em aberto. O dono da boate, um homem de 26 anos, tentou se misturar com os clientes para evitar ser identificado, mas foi descoberto e confessou que o estabelecimento não possuía alvará de funcionamento.

Ele também admitiu ter permitido a entrada de menores no evento.

Ao todo, foram apreendidos 77 frascos de loló, 73 porções de cocaína, 12 de maconha, uma de pasta base e seis cigarros de maconha.

Todos os suspeitos e materiais apreendidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia. O Conselho Tutelar também foi acionado para adotar as providências cabíveis com relação aos adolescentes.

Fonte: Governo MT – MT

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Romantização do autismo pode comprometer invisibilizar desafios reais, alerta especialista

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A ideia de que o autismo está sempre associado a habilidades extraordinárias pode parecer positiva à primeira vista, mas esconde um risco silencioso: a invisibilização dos desafios enfrentados por milhares de pessoas e famílias. O alerta foi feito pelo neurologista pediátrico Thiago Gusmão, durante a palestra “O perigo da romantização do autismo: do nível 1 ao 3”, que abriu a programação da tarde do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, nesta quarta-feira (15), no Fórum de Cuiabá.

A iniciativa marca a primeira edição de 2026 do evento, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reunindo magistrados, servidores e representantes da sociedade civil para discutir inclusão e acessibilidade no sistema de Justiça. A ação é coordenada pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão, em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e a Igreja Lagoinha.

Durante a palestra, o especialista destacou que o autismo, independentemente do nível de suporte (1, 2 ou 3), é caracterizado por prejuízos na comunicação, na interação social e por comportamentos restritos e repetitivos, aspectos que muitas vezes são ignorados em discursos superficiais difundidos principalmente nas redes sociais. “Hoje existe uma cadeia de influenciadores que mostram apenas o lado positivo, as potencialidades. Elas existem, mas o diagnóstico é baseado nas dificuldades. Quando se vê apenas esse lado romantizado, a visão fica superficial”, explicou.

Segundo ele, a crença de que todo autista possui altas habilidades, como ocorre em casos raros de “savants”, compromete a compreensão social sobre o transtorno. “Isso representa uma pequena parcela. Quando a sociedade passa a acreditar nisso, perde a capacidade de enxergar os prejuízos intensos que o autismo pode trazer”, pontuou.

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Desconstrução de mitos

Ao longo da exposição, Thiago Gusmão reforçou que o autismo não pode ser analisado apenas sob a ótica da inteligência, mas principalmente da funcionalidade. Ou seja, da capacidade de autocuidado, organização da rotina, independência e estabelecimento de relações sociais.

Ele destacou que muitas pessoas no espectro, inclusive com alto nível intelectual, enfrentam dificuldades significativas para gerir a própria vida cotidiana. Além disso, comportamentos como agressividade ou autolesão não devem ser interpretados como “birra”, mas como formas de expressão de sofrimento, frequentemente relacionadas à dificuldade de comunicação e regulação emocional.

O especialista também chamou atenção para o aumento dos diagnósticos, explicado pela ampliação dos critérios, maior conscientização e melhor preparo dos profissionais. Casos antes confundidos com ansiedade, depressão ou transtornos de personalidade hoje são identificados corretamente como autismo, inclusive em mulheres, que historicamente foram subdiagnosticadas devido à chamada “camuflagem social”.

Impacto no Judiciário

Levar esse debate ao Judiciário, segundo Thiago Gusmão, é fundamental para garantir decisões mais justas e efetivas. Isso porque muitas famílias enfrentam dificuldades no acesso a terapias, suporte educacional e benefícios, dependendo de decisões judiciais para assegurar direitos básicos. “Falar com quem faz a lei prevalecer é essencial. Na base, temos mães que enfrentam realidades extremamente difíceis, muitas vezes sem acesso a tratamento. Até chegar a uma decisão judicial, é fundamental que o juiz compreenda o autismo”, afirmou.

Durante a palestra, ele ressaltou que a falta de conhecimento técnico pode comprometer a análise de laudos e a concessão de direitos, reforçando a importância de capacitações contínuas para magistrados e servidores.

O especialista também destacou o impacto social e econômico do transtorno, que vai além do indivíduo e atinge toda a família. Muitas vezes, responsáveis precisam abandonar o trabalho para cuidar dos filhos, enquanto os custos com terapias são elevados e contínuos.

Ao final, reforçou que inclusão não é um ato de boa vontade, mas um direito. “O objetivo é garantir dignidade e qualidade de vida. O autismo é um tema sério, que exige informação, políticas públicas e conscientização permanente”, concluiu.

O evento segue até quinta-feira (16), com uma programação voltada ao aprofundamento técnico e à construção de um Judiciário mais preparado para lidar com as demandas das pessoas com deficiência, fortalecendo o acesso à Justiça de forma inclusiva e efetiva.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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