MATO GROSSO
Força Tática fecha laboratório de entorpecentes e prende casal por tráfico de drogas
MATO GROSSO
Equipes da Força Tática do 5º Comando Regional prenderam um jovem de 24 anos e uma mulher, de 23, por tráfico de drogas, na noite desta quinta-feira (16.05), em Barra do Garças. Na ação, os militares fecharam um laboratório de drogas e apreenderam dois tabletes de maconha, porções de cocaína, 73 comprimidos de LSD e produtos para armazenamento dos demais entorpecentes.
Durante patrulhamento pelo bairro Solar Ville, os militares receberam denúncias sobre uma briga de casal. Os dois envolvidos estavam em um veículo Gol prata, na frente de uma casa.
Em diligências, os policiais localizaram o carro e viram que o suspeito tentou fugir com o veículo ao ver as as viaturas da polícia. O homem foi interceptado pela equipe, momento em que o homem gritou para que a esposa escondesse alguns produtos na casa.
A Força Tática entrou na residência e verificou que a residência servia como ponto de distribuição e fabricação de drogas. No local, foram encontradas as drogas.
Questionados, os suspeitos não informaram sobre a procedência das drogas e onde seriam vendidas. O casal recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido para a delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT



