MATO GROSSO
Força Tática recupera 116 toneladas de grãos e prende homem por furto e receptação
MATO GROSSO
Policiais militares da Força Tática do 4º Comando Regional recuperaram mais de 116 toneladas de grãos de soja furtados, no pátio de uma empresa, neste sábado (29.11), em Rondonópolis. Na ação, um homem, de 25 anos, foi preso por furto e receptação.
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por um homem que denunciou que uma carga de grãos que havia adquirido havia sido furtada e estaria escondida em Rondonópolis.
De acordo com o relato da vítima, no dia 25 deste mês, ela havia comprado e carregado três carretas com uma carga que teria como destino a cidade de Paranaguá, em São Paulo. Porém, ao acompanhar o destino do transporte começou a desconfiar de que outras pessoas estavam se passando pelos motoristas, além de estar recebendo informações desencontradas sobre o trajeto.
Ainda segundo o proprietário da carga, ele conseguiu contato dos motoristas, por meio de familiares, que confirmaram que já haviam deixado os grãos em um depósito, em Rondonópolis. Eles relataram ainda que receberam contato para deixarem a carga na cidade e que, no local, foram coagidos pelo suspeito a assinarem papéis e notas fiscais.
Diante das informações recebidas, a equipe da Força Tática se deslocou ao endereço informado junto com a vítima e foram recebidos pelo suspeito. No local, a vítima realizou chamada de vídeo com os motoristas e mostrou documentos que comprovaram a compra dos grãos que estavam no barracão.
O suspeito confirmou ser o dono do barracão, porém disse que tinha comprado os grãos de outra empresa, não mostrando comprovantes da compra.
Diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido para a delegacia de Rondonópolis para registro da ocorrência e demais providências.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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