CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Frigorífico de peixes é o primeiro do ramo a obter certificado SISBI em MT

Publicados

MATO GROSSO

O frigorífico de peixes Gran Fish Pescado é o primeiro do ramo em Mato Grosso a obter o certificado do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI), do Ministério da Agricultura, que faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA). O selo foi emitido pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT), permitindo que a empresa possa comercializar seus produtos para todo Brasil.

Com isso, a produção, hoje de 10 toneladas/dia, deve quadruplicar (40 toneladas diárias) para atender novos mercados. O proprietário do frigorífico, Waldemar Inácio da Silva Júnior, já começou a articular a expansão de vendas para os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo.

A empresa, sediada em Nova Marilândia (272 km de Cuiabá), começou a abater pescado entre os anos de 2015 e 2016. Mas somente em 2017 conseguiu o registro no Sistema de Inspeção Estadual (SISE) junto ao Indea, passando a comercializar os produtos para todo o Estado.

“No início foi uma loucura montar um frigorífico onde não havia uma produção de peixe. Começamos abatendo 300 quilos/dia e hoje temos 80 pessoas trabalhando direta e indiretamente. Agora, com o SISBI devemos gerar mais empregos”, comentou o proprietário do frigorífico.

Leia Também:  Beto Dois a Um lança campanha ao lado de Mauro Mendes com mais de 2 mil pessoas

Conforme Waldemar, o crescimento da empresa e a geração de emprego e renda na região também passam pela atuação dos servidores do Indea, que sempre o orientaram a seguir as regras sanitárias para produzir ainda mais.

“O Indea sempre foi um grande parceiro, nos ajudou bastante, sempre nos mostrando como produzir de forma correta. Buscamos nos organizar e o Indea nos ajudou muito nesta conquista – a certificação SISBI”, comentou.

Para poder produzir ainda mais, o empresário se reuniu com os prefeitos e vereadores da região para incentivar a produção de pescado. Atualmente, a empresa abate espécies como tabatinga, tambaqui, pintado, piauçu e tilápia, oriundas dos tanques de piscicultura das cidades de Sorriso e Alto Paraguai.

Conforme dados do Indea, há 50 indústrias com registro no Sistema de Inspeção Sanitária Estadual (SISE), 67 no Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e 6 municípios aderidos ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte (Susaf).

A presidente do Indea, Emanuele Almeida, agradeceu ao produtor o reconhecimento pelo trabalho dos servidores da autarquia e destacou que as portas de todas as unidades do Indea estão abertas para orientar.

Leia Também:  Museu de Arte Sacra de Mato Grosso prepara programação especial para as crianças

“Nossos servidores têm feito um grande trabalho, levando conhecimento e estimulando as agroindústrias a se certificarem junto ao Sistema de Inspeção Sanitária, seja ele municipal, estadual ou federal, para produzir com qualidade e segurança alimentar. Por meio da certificação, além de um alimento produzido dentro das regras sanitárias, é possível aumentar a produção e gerar mais emprego”.  

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

Publicados

em

A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

Leia Também:  Polícia Civil esclarece tentativa de roubo em residência em Novo São Joaquim e prende suspeito

Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Leia Também:  Governo firma parceria para implantação de posto do Sine estadual em Alto Garças

Confira mais sobre o evento:

“Todo mundo pode morrer, menos a mãe do autista”: relato expõe a realidade da maternidade atípica

Rotina escolar revela desafios e aprendizados na inclusão de alunos com autismo

Do silêncio à representatividade: trajetória de educadora sensibiliza no TJMT Inclusivo

Quando saúde e educação não dialogam, direitos são comprometidos, alerta advogado no TJMT Inclusivo

Capacitação no Judiciário aproxima da realidade pessoas com deficiência e amplia atuação inclusiva

Desafios invisíveis do autismo são tema de palestra no TJMT Inclusivo

Palestra destaca papel da educação na identificação e acolhimento de pessoas com autismo

Fibromialgia evidencia limites da acessibilidade e reforça debate sobre inclusão no Judiciário

Vendas nos olhos e novas percepções: palestra provoca reflexão sobre a pluralidade das deficiências

Curatela e autonomia de pessoas autistas desafiam decisões judiciais

TJMT Inclusivo atrai mais de 1,5 mil pessoas em capacitação sobre direitos das pessoas autistas

Romantização do autismo pode comprometer invisibilizar desafios reais, alerta especialista

‘Educação e saúde, ou caminham lado a lado ou falham juntas’, assevera advogado no TJMT Inclusivo

Palestra traz realidade de famílias atípicas e desafios para garantir direitos

Promotora de justiça aborda avanços e desafios na garantia de direitos de pessoas autistas

Judiciário de MT abre programação voltada aos direitos das pessoas com deficiência

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA