MATO GROSSO
Gefron recupera veículos roubados em região de fronteira de Mato Grosso
MATO GROSSO
Em três ações distintas, o Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) apreendeu quatro veículos nesta quinta-feira (10.03), durante Operação Hórus Vigia, em dois municípios que compõem a região de fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. O prejuízo ao crime com as ações foi de pelo menos R$ 262 mil.
A primeira ocorrência foi registrada em Porto Esperidião (322 km de Cuiabá), quando o Centro de Operações recebeu a informação que um veículo modelo Toyota/Hilux, de cor prata, ano 2021, havia sido roubado, após a vítima ser mantida em cárcere privado, em Salto do Céu.
Durante rondas, os militares identificaram o veículo com as mesmas características, estacionado em uma das ruas do município. Nenhum suspeito foi localizado ou identificado. A caminhonete foi levada para Delegacia da Polícia Civil para registro do boletim de ocorrência. Nesta ação, o prejuízo ao crime foi de R$ 220 mil.
Ainda em Porto Esperidião, as equipes do Gefron, em patrulhamento nas proximidades de Vila Cardoso, abordaram um motorista em atitude suspeita. Durante revista, nada de ilícito foi encontrado com o suspeito ou no interior do veículo modelo Strada, cor prata, ano 2013.
No entanto, após checagem via Centro de Operações, foi verificado que o veículo está cadastrado no sistema Restrições Judiciais Sobre Veículos Automotores (RENAJUD) com situação de restrição judicial de circulação. O carro então foi apreendido e entregue à Delegacia da Polícia Civil. Os militares apontaram que o prejuízo ao crime foi de R$ 42 mil.
Já no município de Mirassol D’oeste (296 km de Cuiabá), os militares foram informados sobre uma movimentação suspeita em residência, com grande fluxo de circulação de pessoas e de veículos de diversos modelos, e que no local, uma pessoa foi vista com uma arma de fogo.
No endereço, os militares encontraram um veículo modelo Jeep/Compass, branco, estacionado de forma irregular em cima da calçada. Os militares identificaram sinais de adulteração do veículo. Em consulta, o carro havia sido roubado no Rio de Janeiro, no último dia 10 de janeiro.
Os agentes encontraram ainda uma motocicleta modelo Honda/XRE 190, vermelha, que em checagem também constou ser produto de roubo na cidade de Nova Olímpia (215 km de Cuiabá).
Um suspeito relatou que a residência servia como ponto de apoio para veículos com adulteração e também veículos produtos de roubo/ furto que seriam levados para Bolívia. No local, fora encontrado duas munições calibre 38 deflagradas e três munições calibre 9mm, em cima da mureta da cozinha.
O suspeito, os veículos e as munições foram entregues na delegacia para o registro do boletim de ocorrência. O prejuízo ao crime foi de R$ 170,4 mil.
MATO GROSSO
Quando saúde e educação não dialogam, direitos são comprometidos, alerta advogado no TJMT Inclusivo
A interdependência entre saúde e educação, pilares constitucionais indissociáveis, foi o eixo central da palestra do advogado Bruno Henrique Saldanha Farias no “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”. Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento, realizado na quinta-feira (16) na Igreja Lagoinha, reafirmou a necessidade de simetria entre políticas públicas e práticas institucionais para garantir inclusão e reuniu mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência.
“O que eu posso garantir a vocês é que o direito da saúde e o direito da educação precisam, indiscutivelmente, caminhar lado a lado, sob pena de falharem juntos”, afirmou, ao destacar que a fragmentação dessas políticas resulta em lacunas no atendimento e compromete diretamente o desenvolvimento das crianças.
A partir de sua experiência pessoal como pai de um adolescente neurodivergente, o palestrante trouxe à tona situações concretas que evidenciam a necessidade de comunicação efetiva entre família e escola, especialmente no processo de identificação precoce. “Onde estava o erro naquele momento? Na família que não percebeu ou na escola que percebeu e não disse? Grande parte da vida dessas crianças começa na escola”, pontuou, ao evidenciar o papel estratégico da comunidade escolar como espaço de observação contínua do desenvolvimento infantil.
O advogado também problematizou os limites estruturais enfrentados pelas instituições de ensino diante da inclusão, ressaltando que a garantia de direitos exige mais do que previsão legal. “Não tem como uma sala com 20 alunos, sendo seis ou sete com necessidades específicas, funcionar sem apoio adequado. É preciso estrutura, profissionais e sensibilidade”, destacou, ao chamar a atenção para a necessidade de investimentos e planejamento, incluindo a construção de um plano de trabalho individualizado.
Tendo mais de três mil ações já protocoladas para a garantia de direitos das famílias, ao abordar o arcabouço jurídico Bruno Henrique Farias reconheceu os avanços normativos, mas enfatizou que a efetividade dos direitos depende de mudança cultural e de responsabilização compartilhada. “Seria muito pior sem a lei. O que falta hoje é conscientização. Não podemos tratar a inclusão apenas na literalidade da norma, mas na prática diária”, disse.
Em uma abordagem que alia técnica e humanidade, o palestrante também dirigiu uma mensagem direta aos educadores, destacando seu papel transformador no processo de inclusão. “Não desistam dos alunos de vocês. Muitas vezes, por trás de um comportamento, existe uma realidade que precisa ser compreendida. É aí que começa o verdadeiro processo de inclusão”, afirmou.
Além disso, o palestrante chamou a atenção para a necessidade de superação de práticas excludentes ainda presentes no cotidiano escolar, destacando que a omissão também compromete direitos. “Quando a gente assume uma função ligada ao desenvolvimento humano, não pode se omitir. É justamente nesse silêncio que começa o processo de exclusão”, advertiu. Para ele, a inclusão exige posicionamento ativo e compromisso coletivo, sobretudo diante de situações que demandam diálogo sensível com as famílias e compreensão das múltiplas realidades que cercam os alunos.
Em outro momento, ao abordar os impactos da ausência de intervenção adequada ao longo da vida, o advogado reforçou o caráter preventivo da atuação integrada entre saúde e educação. “Se a gente não prepara o mundo para essas crianças, elas vão crescer sem o suporte necessário e isso cobra um preço lá na frente. Inclusão não é um favor, é um dever que precisa ser assumido hoje”, pontuou.
Reconhecimento:
Durante a palestra, Bruno Henrique Farias também fez questão de enaltecer a iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, destacando o papel institucional do Judiciário na promoção de mudanças concretas. “Eu não gosto de falar apenas da literalidade da lei. O que o TJMT está fazendo aqui é diferente: é trazer vivência, é aproximar o Direito da realidade das pessoas. Isso transforma”, afirmou ao agradecer a vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Nilza Possas de Carvalho, que também preside a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Judiciário, pela iniciativa.
TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
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