MATO GROSSO
Governador dá início à obra do maior hospital do Médio Norte: “objetivo é ter uma saúde pública eficiente e de qualidade”
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes autorizou, na noite desta sexta-feira (24.06), o início das obras do Hospital Regional de Tangará da Serra (a 251,2 km de Cuiabá). Projetada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a unidade hospitalar receberá o investimento de R$ R$ 107,9 milhões e conta com um cronograma de aproximadamente 22 meses de execução, com entrega prevista para 2024.
“Esse é o maior pacote de obras de construção e ampliação de leitos na saúde pública de Mato Grosso. Hoje, nenhum estado brasileiro está construindo, ao mesmo tempo, tantos hospitais como nós estamos. São cinco hospitais já em construção no estado e mais um, o Regional de Alta Floresta, que deve ter a obra iniciada na próxima semana. Nosso grande objetivo é ter uma saúde pública eficiente e de qualidade que funcione para o cidadão mato-grossense”, declarou o governador, durante a assinatura da ordem de serviço para início das obras.
O Hospital Regional será referência para 10 municípios da região médio norte do estado, sendo eles Arenápolis, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Denise, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Porto Estrela, Santo Afonso, Sapezal e Tangará da Serra. A unidade de saúde contará com um total de 151 leitos, sendo 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI. A obra é feita pela Construtora Augusto Velloso S/A.
“A atual gestão não apenas inicia a construção do novo Hospital Regional de Tangará da Serra, mas beneficia a população de 10 municípios da região de Saúde do Médio Norte. As equipes da Secretaria de Estado de Saúde ainda trabalham na construção de outros três novos Hospital Regionais – em Juína e Confresa, obras que já foram iniciadas, e em Alta Floresta, que deve ser iniciada em breve”, explicou a secretária estadual de Saúde, Kelluby de Oliveira.
O hospital também terá 10 consultórios médicos, 2 consultórios para atendimento a gestantes, 6 salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia e colonoscopia.
Para o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, essa é a obra mais importante do município, pois, segundo ele, é um empreendimento que que vai atender as pessoas com tratamento médico de qualidade.
“O mais importante ainda é que o hospital não é só para os tangaraenses, mas para toda a região. Fico grato e honrado com essa unidade de saúde. Tivemos uma luta grande para conseguir esse terreno, mas sonhamos juntos com o governador Mauro Mendes, debatemos junto com a população e superamos todas as dificuldades e hoje estamos aqui dando a ordem de construção do hospital”, disse.
Um dos pioneiros da cidade e empresário local, José Osmar, não conteve o ânimo e comemorou o início das obras do hospital. “É um sonho que está se concretizando com a assinatura. A gente, como pioneiro da cidade de Tangará da Serra, fica muito feliz, realizado. Nossa região será beneficiada e poderá usufruir de uma saúde pública com qualidade. O governador do Estado está fazendo com que Mato Grosso fique cada vez mais gigante como já é em sua essência”, celebrou Osmar.
Quem também celebrou o início da obra da unidade de saúde foi o professor de educação física da rede municipal de ensino, Nelson Ferreira. “Há muito tempo a gente sonha em ter uma estrutura de saúde aqui para o município e agora o governador está realizando um sonho nosso, de termos nosso hospital regional para atender os moradores dessa região”, disse o professor.
Presentes no lançamento da obra do hospital, políticos e autoridades de Mato Grosso também ressaltaram a importância da unidade de saúde para região, além de destacarem as ações do Governo para os municípios do estado.
O senador Fábio Garcia destacou que Mato Grosso está recebendo o maior investimento da história. “Hoje acontece no estado o maior investimento de toda sua história, mas não somente na área da saúde. São mais de 2.500 mil quilômetros de estrada que serão construídas até o final deste ano, fora os investimentos na educação, regularização fundiária, entre outros. Todo esse trabalho é fruto de um esforço conjunto liderado pelo governador Mauro Mendes”, pontuou o parlamentar.
O deputado federal Neri Gueller lembrou que também participou dos trabalhos para o alcance dos sonhos do município. “Ajudamos muitos municípios com recursos das emendas federais, como R$ 8 milhões que destinamos para ajudar Tangará com o problema da água”, recordou Gueller.
Já o deputado estadual Dr. João comemorou o fim do sofrimento dos moradores da região que precisam viajar quilômetros até Cuiabá para atendimento médico especializado. “Tangará da Serra ficou fora do mapa do estado por mais de 20 anos, mas o governador, por meio de sua gestão, colocou o município novamente no mapa. Ele tem ao lado secretários competentes, que atuam junto com a bancada federal e com a assembleia legislativa. Sou médico a 40 anos e acompanho o sofrimento da população que precisa ir de madrugada para Cuiabá. Agora esse sofrimento vai acabar”, afirmou o deputado.
Acompanharam o governador Mauro Mendes, durante a agenda, os senadores Fábio Garcia, Wellington Fagundes e Margareth Buzzetti; os deputados federais Neri Geller, Carlos Bezerra e Dr. Leonardo; os deputados estaduais Max Russi, Dr. João, Elizeu Nascimento, Dilmar Dal’ Bosco, Paulo Araújo, Dr. Gimenez, João Batisca, Gilberto Cattani e Valmir Moretto; os secretários chefe da Casa Civil, Rogério Gallo, de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, Agricultura Familiar, Teté Bezerra, de Comunicação, Laice Souza, de Gabinete de Governo, Jordan Espíndola; os presidentes do Intermat, Francisco Serafim, da MT PAR, Wener Santos Par, e da Sanemat, Luiz Fernando Caldart, e a prefeita de Cáceres, Antônia Eliene Liberato Dias, além de outros prefeitos e autoridades da região.
Nesta sexta-feira, o governador ainda esteve no município de Cáceres, onde também vistoriou obras de infraestrutura e assinou convênios.
Novos Hospitais
Além do início das obras dos novos Hospitais Regionais de Tangará da Serra, de Juína e do Araguaia, em Colniza, o Governo de Mato Grosso também iniciará, em 2022, a construção do Hospital Regional de Alta Floresta. A ordem de serviço para o início dessa obra será emitida nos próximos dias.
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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT



