MATO GROSSO
Governo de MT acelera educação técnica e pesquisa com rede de ETECs e novos editais de ciência
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), ampliou em poucos anos a oferta de ensino médio com formação técnica de menos de 2% para mais de 15% dos estudantes da rede estadual e, com a rede chegando a 17 Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) em 2025. Houve também o reforço de editais e bolsas para pesquisa, que objetiva alcançar 30% de cobertura e transformar a educação profissional e a ciência em motor direto de trabalho, renda e desenvolvimento econômico no estado.
Na educação profissional, a rede de Escolas Técnicas Estaduais foi completamente reconfigurada. Em janeiro de 2025, a inauguração da ETEC de Sorriso completa o conjunto de 17 escolas técnicas em atuação, consolidando uma rede própria dedicada à educação profissional em Mato Grosso, ao lado de cerca de 30 municípios atendidos com ensino médio técnico em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e demais instituições, como o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem (Senac) e outras.
Até 2023, menos de 2% dos aproximadamente 130 mil estudantes do ensino médio da rede estadual tinham acesso a formação técnica articulada à educação básica. Com a expansão de vagas e parcerias, esse índice já supera 15%, e a meta da gestão é se aproximar de 30% nos próximos anos, acompanhando o plano de levar a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) a 63 municípios até 2026.
Em 2025, a rede estadual ofertou 20.608 vagas no ensino médio integrado à educação técnica, contra 15.808 em 2024, com apenas 2% dessa oferta diretamente sob responsabilidade da Seduc e o restante realizado por meio de parcerias com a Seciteci e o Sistema S.
Na ponta, isso significa, de acordo com o secretário Allan Kardec, que cada estudante que conclui o ensino médio com um curso técnico sai com outra condição de inserção no mercado.
“Hoje, um técnico ou técnica recém-formado ganha, em média, de dois e meio a três salários mínimos, muitas vezes já trabalhando em saúde, agroindústria, manutenção industrial, tecnologia da informação ou serviços especializados, enquanto continua os estudos em cursos superiores no período noturno. A estratégia do governo é exatamente antecipar a vida profissional dos jovens, reforçando a renda das famílias e respondendo às demandas de mão de obra qualificada do agronegócio, da indústria e do setor de serviços”, afirmou o secretário.
Fortalecendo o trabalho acadêmico
Na pesquisa científica, o Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat e da Seciteci, passou a complementar os editais de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), garantindo que mais pesquisadores aprovados continuem desenvolvendo seus projetos no estado, com bolsas e apoio financeiro estadual.
Na última chamada, 44 pesquisadores de Mato Grosso foram classificados: 25 passaram a receber bolsa federal e os outros 19 tiveram o fomento garantido com recursos estaduais, ampliando o alcance do programa de alta performance no estado. Segundo Allan Kardec, “A mensagem é de soma e ampliação, ou seja, o que o edital federal garante, o Governo de Mato Grosso reforça, para manter talentos de alta performance produzindo ciência no estado”.
Essa frente se soma a outros investimentos em infraestrutura científica. Em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Governo de Mato Grosso, via Seciteci e Fapemat, anunciou em 2025 um pacote de R$ 52 milhões para modernização de laboratórios em cinco instituições de ensino e pesquisa, combinando recursos federais e contrapartida estadual.
“A estratégia é combinar recursos federais e estaduais, aproveitando a posição de Mato Grosso na Amazônia Legal para ampliar o volume de investimento em ciência, tecnologia e inovação”, explicou o secretário.
Outro ponto de destaque foi o lançamento da terceira edição do edital bienal “Meninas e Mulheres nas Exatas, Engenharias e Computação” (Edital nº 004/2024), em 2024, voltado a projetos coordenados por pesquisadoras e a ações com estudantes do ensino fundamental, médio e superior em áreas ainda marcadas pela baixa presença feminina nas ciências exatas. O resultado foi divulgado em 2024, e a execução dos trabalhos aprovados ocorreu ao longo de 2025.
“A ideia é colocar mais recurso nas próximas edições e incentivar que meninas e mulheres ocupem mais as áreas, por exemplo, da computação e das engenharias,”, destacou Allan Kardec.
Ao conectar expansão da educação técnica, fortalecimento das ETECs, ampliação da oferta de ensino médio profissionalizante e criação de instrumentos como a PQMT e o edital Meninas e Mulheres na Ciência, o Governo de Mato Grosso organiza, na prática, uma rede de ciência, tecnologia e inovação.
A formação começa nas escolas técnicas, segue nas parcerias com a rede estadual e o Sistema S, avança para a graduação e se consolida em laboratórios e grupos de pesquisa fomentados pela Fapemat. Isso tudo, é, de acordo, com o secretário Allan Kaderc, um ciclo que tem a Seciteci como eixo e que coloca a ciência e a educação profissional no centro da agenda econômica do estado.
Fonte: Governo MT – MT
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Escola de Saúde Pública promove curso de boas práticas no pré-natal, parto e nascimento
A Escola de Saúde Pública (ESP-MT), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou, entre terça e sexta-feira (6 a 9.10), a segunda edição do Curso de Boas Práticas na Atenção ao Pré-Natal de Risco Habitual, Assistência ao Parto e Nascimento Saudáveis para a Baixada Cuiabana. O curso tem o objetivo de fortalecer a Rede Alyne e a atenção à saúde das mulheres.
A qualificação, com carga horária de 30 horas, está sendo realizada em cinco turmas de 30 vagas cada uma, totalizando 150 profissionais, no período de setembro de 2026 a junho de 2027, na sede da ESP-MT, em Cuiabá.
Estão sendo capacitados profissionais de Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Jangada, Nossa Senhora do Livramento, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Poconé, Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande.
O curso conta com parceria do Escritório Regional de Saúde (ERS) da Baixada Cuiabana, da Comissão de Integração Ensino-Serviço (CIES Baixada Cuiabana) e das Secretarias Municipais de Saúde.
De acordo com a superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, a qualificação é direcionada, preferencialmente, a enfermeiros e gestores que atuam na Atenção Primária à Saúde nos 11 municípios que compõem a Regional Baixada Cuiabana.
“Precisamos ofertar um pré-natal humanizado para alcançar partos normais e reduzir violências obstétricas. Essa qualificação é para que os enfermeiros da Atenção Primária à Saúde se sintam seguros para observar riscos, acolher e fortalecer o encaminhamento para o parto adequado”, avalia.
Ainda segundo a superintendente, com a realização da primeira turma, constatou-se o grande interesse e motivação dos profissionais, inclusive com outros escritórios regionais interessados, como o de Água Boa.
O curso tem metodologia teórico-prática, com simulação realística, rodas de conversa e estudo de casos clínicos, sendo organizado em grupos de até seis profissionais para melhor supervisão.
Foram abordados o histórico da Política de Saúde da Mulher e da Rede Alyne, os direitos na gestação, as boas práticas do pré-natal, o acolhimento e a classificação de risco, as transformações fisiológicas da gestação, exames, vacinas, o pré-natal da parceria, os sinais clínicos do trabalho de parto, o plano de parto, a caderneta da gestante nacional e cuiabana, e o planejamento sexual e reprodutivo com métodos contraceptivos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Governo MT – MT



