MATO GROSSO
Governo de MT executa maior pacote de obras em infraestrutura do país
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso executa o maior pacote de obras em infraestrutura do Brasil. São investimentos em rodovias, com a construção de pontes e asfalto novo, trabalho para viabilizar a 1ª Ferrovia Estadual do país e resolver problemas históricos em rodovias federais.
Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), o Governo do Estado vai chegar ao final de 2022 com a marca de 2.505 quilômetros de estradas asfaltadas, outros 1.900 km de rodovias com o asfalto recuperado, além de ter 153 pontes sendo entregues ou em construção.
“Investir em infraestrutura é investir em saúde, educação, social, segurança, desenvolvimento e geração de empregos. Porque quando temos rodovias de qualidade, melhoramos o ir e vir dos cidadãos, de alunos que vão para as escolas, de pacientes em locomoção para tratamento de saúde, para o escoamento da produção, que também atrai empresas e gera mais empregos. É um círculo positivo: quanto mais se investe em infraestrutura, melhora a vida da população em todos os aspectos e traz ainda mais retorno ao Estado”, avalia o governador Mauro Mendes.

Rodovia MT-100, Serra da Arnica | Foto: Christiano Antonucci
Obras por todo lado
Algumas das obras modificam a vida das pessoas. Após décadas de espera, a MT-100 que integra toda a região de Alto Araguaia e Barra do Garças foi finalizada. Da mesma forma, o asfalto na MT-343 que liga Cáceres e Barra do Bugres, passando por Porto Estrela, finalmente saiu do papel, com trechos já prontos e outros sendo finalizados.
“Olhando essa estrada novinha que veio pra gente, ficou bom demais agora. A estrada aqui era uma picadinha né? Agora é outra vida”, conta o comerciante de Barra do Bugres, Assis da Costa, sobre a MT-343.
Além do asfalto novo, o Governo também trabalha para manter a qualidade das estradas já asfaltadas, garantindo rodovias com condições plenas de tráfego. “As estradas são um dos maiores patrimônios do Estado de Mato Grosso e nós precisamos cuidar delas. Além do asfalto novo, a manutenção das rodovias asfaltadas é fundamental para o direito de ir e vir de todos os cidadãos”, ressalta o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
O secretário também destaca a construção de pontes, que reduzem os obstáculos para o desenvolvimento das cidades. É o caso de Cocalinho, município que era isolado do restante do Estado. Realidade que foi mudada, com a construção de uma ponte de 483 metros de extensão sobre o Rio das Mortes, na MT-326.

Governo conclui obras de asfaltamento na MT-343 | Rafael D Marques/Secom-MT
“Faz trinta e poucos anos que a gente precisava dessa ponte e não tinha. Quando saiu a conversa de que ‘vai sair uma ponte pra vocês’ a gente pulou de alegria. Será possível? É! Uma ponte dessa aqui virou um sonho realizado para todos nós”, comemora a cozinheira Doralice Amorim, moradora de Cocalinho.
Agora o município está interligado a Nova Nazaré e Água Boa e por consequência a BR-158 e todo Mato Grosso. “Há um tempo atrás, antes da ponte, a gente tinha uma dificuldade muito grande né. Isso mudou a vida das pessoas”, opina a dona de casa Rosana Silva, de Água Boa.
1ª Ferrovia Estadual
Pensando em melhorar a logística de Mato Grosso como um todo, o Governo do Estado também investe em transporte aeroviário, com a construção de novos aeroportos municipais, e também em ferrovias.
Graças a articulação do Governo, com apoio da Assembleia Legislativa, Mato Grosso publicou uma legislação inovadora, permitindo que o Estado tenha a 1ª Ferrovia Estadual do país. As obras já começaram e serão 730 km de trilhos, em dois ramais. Um ligando Rondonópolis até Cuiabá, e outro indo de Rondonópolis até Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. São mais de R$ 11 bilhões em recursos privados investidos na obra.
“Quando falamos em investimentos ferroviários, não estamos apenas cuidando da atividade econômica, da produção. Estamos cuidando das vidas das pessoas, das milhares de pessoas que passam por essa estrada e que terão muito mais segurança”, destaca o governador Mauro Mendes.

Obras para construção da primeira ferrovia estadual de MT tiveram início em 7 de novembro | Mayke Toscano/Secom-MT
Sempre inovando, o Governo de Mato Grosso também buscou soluções para resolver problemas que estavam fora de sua alçada. Para finalmente levar o asfalto até a região Noroeste de Mato Grosso, foi acertada a estadualização da BR-174 entre Juína e Colniza. Serão 271 quilômetros de asfalto novo e 23 pontes que vão revolucionar a infraestrutura da região.
Outro gargalo da infraestrutura mato-grossense é a BR-163. Após anos sem que a concessionária responsável pela rodovia conseguisse duplicar o trecho entre Cuiabá e Sinop, o Governo, novamente com uma solução inédita, buscou assumir a concessão por meio da MT Par, com aval do Tribunal de Contas da União e Tribunal de Contas do Estado. A expectativa é de um aporte de R$ 1,2 bilhão para resolver os pontos mais críticos da rodovia federal.
E para prestar contas de tudo isso, o Governo de Mato Grosso lançou uma nova campanha institucional, que vai ao ar a partir desta terça-feira (29.11).
Fonte: GOV MT
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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT



